O perigo de exigir demais das crianças
A ausência de exigências é negativa, mas o excesso também faz mal. | Foto: picjumbo / Pixabay

Em lugar de exigir, diretamente, os pais podem fazer a criança perceber a importância do que faz.

Janaína Spolidorio

É comum querer que os filhos tenham um bom desempenho na escola, sejam os mais educados, se destaquem em esportes, entre outras coisas. Não é para menos! Nossa sociedade cobra, a todo momento, o sucesso.

Não há como negar que somos competitivos por natureza. Competimos para nos sairmos melhor em uma prova, para conseguirmos uma vaga de emprego e talvez por esse motivo os pais fiquem ansiosos que os filhos tenham sempre um desempenho bom no que fazem. Como adultos já passaram por frustrações e é comum querer evitar que a criança passe pela mesma situação.

Querer que o aluno tenha um bom desempenho é algo positivo e devemos mesmo sempre buscar o melhor para nossos filhos, mas é preciso também se preocupar com um equilíbrio. A ausência de exigências é negativa, mas o excesso também faz mal.

Em lugar de exigir, diretamente, os pais podem fazer a criança perceber a importância do que faz. Fazer algo bem para simplesmente agradar aos pais pode perder o sentido. É essencial que a criança tenha consciência do quanto aquilo fará bem para sua vida e de como é importante encarar suas tarefas com responsabilidade. O que se pretende atingir, contudo, é pessoal de cada criança.

Há crianças com maior facilidade e com menor facilidade. Não é saudável comparar seu filho com outra criança, porque ele é único. Suas vitórias são pessoais e em relação ao que precisa desenvolver. Muitas vezes é preciso estimular que a criança alcance algo que só ela precisa, para depois poder buscar novos desafios e ter novas conquistas.

 Exigir demais das crianças é algo perigoso. Pode acontecer, por exemplo, da criança não valorizar o processo e deixará de entender o erro como forma de crescimento, por exemplo.

Um outro ponto crucial em relação a não exigir demais é em relação à autoestima e ao autoconceito. Crianças que atingem objetivos para agradar os pais fazem com que suas conquistas sejam externas, ou seja, é para os pais, não para ele. Isso causa um desenvolvimento frágil da criança, que se tornará sempre dependente do que outras pessoas esperam dela.

A criança pode criar o hábito de nunca estar satisfeita com o que fez, porque será estimulado a competir em demasia. Sempre haverá pessoas com mais conquistas e o objetivo será sempre competir, sem se importar com a aprendizagem ou mesmo com o processo. Nestes moldes, a criança estará fadada à insatisfação eterna.

A insegurança é um dos piores perigos de se exigir demais dos filhos. Estarão tanto em busca da perfeição, que a ansiedade pode levara mais frequentemente à falha. Ninguém é perfeito e nem sempre conseguimos fazer algo.

Por fim, se a criança for educada com a valorização externa, a aparência, as conquistas vazias, não criará valores humanos que são importantes para as relações pessoas e o bem-estar pessoal.


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