A ideologia de gênero pretende que, em educação, os pais não tenham nenhum controle sobre os filhos

O perigo da ideologia de gênero nas escolas

Por Esmael Almeida

A promessa do governador Paulo Hartung, de realizar uma gestão com maior promoção do desenvolvimento social, com foco prioritário na área da Educação, certamente que coincide com o que temos proposto durante os nossos mandatos e com o clamor da sociedade civil brasileira por uma Educação de qualidade. São muitos os problemas que estão presentes na educação brasileira, especialmente na educação pública. E aqui no Estado não é diferente.

São diversos os fatores que proporcionam resultados negativos, desde os baixos salários, professores frustrados que não exercem com profissionalismo ou também esbarram nas dificuldades diárias da realidade escolar, além dos pais que não participam na educação dos filhos, entre muitos outros agravantes. As avaliações da educação, com as exceções já conhecidas, sempre apresentam números desanimadores, e esta situação insustentável não pode continuar.

Para tentar mudar esta realidade, Paulo Hartung já anunciou em suas metas de Governo, o uso do Programa Estadual de Direitos Humanos (PeDH) – que é uma réplica do Plano Nacional de Educação (PNE), que apresenta 10 diretrizes e 20 metas para as políticas voltadas à educação no próximo decênio, incluindo a destinação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a educação pública e/ou privada.

Desde que foi enviado ao Congresso Nacional em 15 de dezembro de 2010, temos acompanhado e avaliado o PNE. Igualmente, acompanhamos a tramitação aqui no Estado, do PeDH (Programa Estadual de Direitos Humanos-ES) e o PeEDH (Plano Estadual de Educação em Direitos Humanos-ES), documentos que têm como base as suas respectivas versões nacionais, sendo extraídos os eixos e adaptados à realidade capixaba.

Nesse exame ao PeDH e ao PeEDH, detectamos um ponto grave em uma destas propostas: a inclusão da ideologia de gênero, que pode ser introduzida já nos primeiros anos de ensino das crianças em escolas capixabas. Isto significaria aa perda do controle dos pais sobre a educação dos filhos, a extinção da família. Como o PeDH tem que ser aprovado até junho, fica a nossa preocupação.

Não tenho dúvidas de que a maioria da população capixaba rejeita a ideologia de gênero em nosso sistema de ensino. Razão porque, em nome da sociedade, pedimos ao governador Paulo Hartung e ao Secretário de Educação, Haroldo Correa, que reavaliem o PeEDH, principalmente as expressões “gênero”, “igualdade de gênero” e “orientação sexual”. Como se sabe, esta ideologia de gênero pretende que, em educação, os pais não tenham nenhum controle sobre os filhos. Nas escolas, as crianças aprenderão que não há uma identidade masculina nem uma feminina, que homem e mulher não são complementares, que não há uma vocação própria para cada um dos sexos e, finalmente, que tudo é permitido em termos de prática sexual.

Esmael AlmeidaEsmael Almeida
é deputado Estadual e Engenheiro Sanitarista

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