O Perdão Libertador

“E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores” (Mateus 6.12).

01h45, Madrugada de sexta para o sábado e eu aqui escrevinhando enquanto escuto no headphone músicas de hillsong.

Uma das coisas mais difíceis de se praticar como preceito bíblico, é o perdão. As feridas da alma são muito difíceis de curar e as cicatrizes deixadas por uma ofensa são como queloides cuja saliência e visibilidade incomoda.

“O irmão ofendido é mais difícil de conquistar do que uma cidade forte; e as contendas são como os ferrolhos de um palácio” (Provérbios 18.19).

Só mesmo quem já sofreu uma decepção, quem já foi traído, caluniado, difamado, ferido por quem mais amava ou tinha em grande estima, é que pode entender bem o sentido dessas letras.

Não foi por acaso que Cristo inseriu na oração base o pedido de perdão ao Pai, até parece que Jesus queria que praticássemos com Deus essa postura, que exige humildade e coragem, para também direcionarmos ao próximo.

“Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós” (Mateus 6.14).

“Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas” (Mateus 6.15)

A exigência para recebermos de Deus o perdão, é perdoarmos aos nosso ofensores.  As benção celestes não são liberadas, enquanto não liberamos para os que nos fazem mal, o perdão.

“Olhai por vós mesmos. E, se teu irmão pecar contra ti, repreende-o e, se ele se arrepender, perdoa-lhe” (Lucas 17.3).

“Deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão e, depois, vem e apresenta a tua oferta” (Mateus 5.24).

O pior disso tudo, é que além da comunhão com o Pai ficar comprometida, quando não perdoamos, muitos males psíquicos e conseqüentemente físicos acaba nos sobrevindo. Desde a insônia até o terrível câncer podem ser causados pela amargura.  Sem contar que o escritor ao Hebreus diz que muitos podem ser contaminados com as doenças da alma, (Hebreus 12.15).

Apesar da dificuldade que temos para ministrar o perdão, não há como convivermos com a falta dele. Como cristãos, temos que superar esse mal chamado ódio, rancor e ressentimento, e temos que deixar que o Espírito Santo que habita em nós, mude o nosso caráter, nossa personalidade, para não cairmos na falácia de estarmos trabalhando em vão  com obras que serão testadas o fogo.

Quando perdoamos, nos libertamos de uma prisão espiritual e quebramos correntes que estão envolvendo nossos corações, tiramos um fardo de nossos ombros que nos fazia ficar para trás na caminhada para Sião.

2015, seja um ano de perdão, ano de reconciliação, ano de novidades, de amizades renovadas, de recomeço, de amores reconquistados, de lares refeitos, de ministérios reerguidos.

“E, se pecar contra ti sete vezes no dia, e sete vezes no dia vier ter contigo, dizendo: Arrependo-me; perdoa-lhe” (Lucas 17.4).

Robson Aguiar

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