O perdão foi grande, por isso, ela o amou muito!

O perdão foi grande, por isso, ela o amou muito!
Imagem ilustrativa / Reprodução

A mulher pecadora, que entrou na casa de Simão, o fariseu, e ungiu os pés do Senhor Jesus com puro nardo, óleo perfumado de altíssimo valor, guardado em um vaso especial, de alabastro, não se importou com a reprovação dos convidados, antes, teve a ousadia de se aproximar do Mestre, diante de todos que conheciam o seu modo de viver (Lucas 7.36-50).

Durante séculos houve um erro na tradução desse texto. A correção dele agora aparece em muitas versões recentes (JB, NRSV, NIV).

A mulher não está oferecendo seu amor com a esperança de receber perdão. Ao contrário, ela está reagindo ao fato de já ter recebido o perdão e, por isso, tem muito amor para oferecer, como assinalou Ibn al-Tayyib, no século 11, em Bagdá, que ela tinha ouvido e crido. Ele diz:

“Não há dúvida de que a mulher já tinha ouvido antes a pregação do Cristo,
fora profundamente tocada por ela, crera e se arrependera,
e estava esperando uma oportunidade de demonstrar visivelmente
os seus agradecimentos a Cristo,
de confirmar o perdão de seus pecados e sua salvação”.

Na visão dos rabinos (mestres religiosos da época de Jesus), Deus se preocupava com os justos que cumpriam a Lei. Mas, na visão de Cristo, Deus se preocupava com todo humano pecador independentemente do status social.

Criticar Jesus é muito mais fácil do que lidar com a própria incapacidade de aceitar o perdão e reagir com amor. “Negar a mensagem e atacar o mensageiro” é a ordem do dia a dia em nossa sociedade.

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