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Vila Velha

O Obreiro e a Doutrina da Justiça

Servir a Deus de maneira que vidas sejam edificadas, consolidadas e fundamentadas na excelência da sua Palavra.

EM FOCO

Silvio Vinicius Martins
Pastor, líder da Assembleia de Deus em Piaçabuçu (AL), graduado em Teologia, articulista, escritor, presidente da Comissão de Apologética da Convenção da Assembleia de Deus no Estado de Alagoas (Comadal)

A caminhada de um líder cristão não é fácil, contudo, é gratificante.

Silvio Martins

Às vezes deixo minha mente mergulhar na maravilha que é ser obreiro na casa de Deus. Poder servi-lo de maneira que vidas sejam edificadas, consolidadas e fundamentadas na excelência da Palavra de DEUS não tenho como mensurar tamanho gozo do Espírito em colaborar com a vontade divina no que diz respeito ao aperfeiçoamento dos santos em Deus.

Sabemos que a caminhada de um líder não é fácil, contudo, é gratificante. O que dizer então dos variados momentos problemáticos ocorrentes na vida dos servos e das servas de Deus e que chegam muitas das vezes ao conhecimento do líder. E aí chega o momento crucial de se exercer a justiça correta fundamentada no nosso Manual de Conduta e de Fé – A Bíblia Sagrada. Aqui não pretendo ser especialista na área, mas contribuir conjuntamente para exercermos com zelo de Deus a justiça no meio cristão, mesmo sabendo o quão falhos somos. Mas tenho em vista, o que Paulo disse aos Coríntios na sua Primeira Carta onde se lê: “Não sabeis vós que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deve ser julgado por vós, sois porventura indignos de julgar as coisas mínimas? Não sabeis vós que havemos de julgar os anjos? Quanto mais as coisas pertencentes a esta vida?” (1Co 6.2,3).

Diga-se de passagem, que não é tarefa fácil, mas de grande envergadura pois tenderá a resolver o problema da pessoa, e às vezes, não será uma decisão que agradará conforme podemos compreender em Hebreus 12.11 que diz: “E, na verdade, toda a correção, ao presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas depois produz um fruto pacífico de justiça nos exercitados por ela”.

Lembremo-nos do que Jesus falou em João 7.24 que diz: “Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça. Vejamos com isto o quanto sofremos para poder resolver alguns problemas ocorrentes seja no campo individual ou coletivo pois lutamos para ser o mais justo possível consciente de que cada caso é um caso e sendo assim, contemplado com carinho. Não podemos querer exercer a injustiça no juízo pois está escrito: Não farás injustiça no juízo; não respeitarás o pobre, nem honrarás o poderoso; com justiça julgarás o teu próximo” (Lv 19.15). Digo que não podemos querer praticar a injustiça por se ter a possibilidade de sermos tentados a fazer isto. Tenhamos sempre em mente que não existe parceria entre a justiça e a injustiça, que não existe relacionidade entre o certo e o errado baseado na palavra de 2 Coríntios 6.14: “Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?” – Deus nos ajude!

É imprescindível lutarmos com a ajuda divina para seguir unicamente a justiça no meio do povo de Deus conforme diz Deuteronômio 16.20: A justiça, somente a justiça seguirás…”. E isto de tal maneira que a nossa consciência fale fortemente em nosso interior segundo observamos em alguns textos sagrados postos para nosso autoexame:

a) Atos 24.16: “E por isso procuro sempre ter uma consciência sem ofensa, tanto para com Deus como para com os homens”;

b) Romanos 2.15: “Os quais mostram a obra da lei escrita em seus corações, testificando juntamente a sua consciência, e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os;

c) Romanos 9.1: “Em Cristo digo a verdade, não minto (dando-me testemunho a minha consciência no Espírito Santo)”;

d) 2 Coríntios 1.12: “Porque a nossa glória é esta: o testemunho da nossa consciência, de que com simplicidade e sinceridade de Deus, não com sabedoria carnal, mas na graça de Deus, temos vivido no mundo, e de modo particular convosco”;

e) 1 Timóteo 1.19: Conservando a fé, e a boa consciência, a qual alguns, rejeitando, fizeram naufrágio na fé”.

Com isto evidenciamos que todo líder deve vigiar para não ter sua consciência cauterizada: “Pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência” (1 Timóteo 4.2); para não ter a consciência contaminada: “Todas as coisas são puras para os puros, mas nada é puro para os contaminados e infiéis; antes o seu entendimento e consciência estão contaminados (Tito 1.15); e nem ter uma má consciência: “Cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé, tendo os corações purificados da má consciência, e o corpo lavado com água limpa” (Hebreus 10.22). O que precisamos é do sentimento áureo de termos uma boa consciência na confiança em nosso Deus de que estamos lutando na prática da justiça como diz Hebreus 13.18: “Orai por nós, porque confiamos que temos boa consciência, como aqueles que em tudo querem portar-se honestamente”. Triste é de uma comunidade cristã onde tem um líder que não exerce a justiça por ter sua consciência infelizmente cauterizada, contaminada e má por não buscar a direção divina na Palavra e ser dúbio nos julgamentos. Quantos males tais líderes tem proporcionado ao povo! Quantos desmantelos morais vidas tem sofridos e porque não acrescentar a demanda de mortes espirituais provocadas pela falta da justiça bíblica!

É por demais indispensável fundamentarmos o nosso cotidiano com o cuidado na praticidade da justiça por parte dos líderes para que as coisas acima citadas não ocorram. Atentemos diante disto para o perigo sempre à espreita daqueles que passam distante (Is 46.12) ou meio distante do exercício da justiça no meio do povo de Deus pois é inaceitável que o guia espiritual dos salvos queira seguir os passos de quem perverte as veredas da justiça como vemos em Provérbios 17.23: “O ímpio toma presentes em secreto para perverter as veredas da justiça. No entanto, não podemos deixar de afirmar que existe sim no meio evangélico líderes que se recusam a fazer justiça diante das situações que lhe vem ao conhecimento como se vê em Provérbios 21.7: “As rapinas dos ímpios os destruirão, porquanto se recusam a fazer justiça.

Todos sabemos que o meio cristão é visto como um lugar que se deve exercer a justiça acima de tudo, segundo compreendemos na fala de Jesus em Mateus 5.20: “Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus”. De maneira nenhuma devemos tirar a justiça do seu lugar para dar ocasião a iniquidade segundo Eclesiastes 3.16: “Vi mais debaixo do sol que no lugar do juízo havia impiedade, e no lugar da justiça havia iniquidade. Precisamos urgentemente lutar para que sejamos juízes espirituais justos sempre pregando a justiça em todos os tempos (Sl 40.9; 106.3). Porque se não fizermos isto estaremos tratando a justiça como lixo conforme Amós 5.7: “Vós que converteis o juízo em alosna, e deitais por terra a justiça, estaremos sendo inimigos da justiça como se vê em Atos 13.10: “Disse: Ó filho do diabo, cheio de todo o engano e de toda a malícia, inimigo de toda a justiça, não cessarás de perturbar os retos caminhos do Senhor?” – e seremos taxados como pessoas que não conhecem e nem entendem o que significa ser justo segundo Isaías 59.8: “Não conhecem o caminho da paz, nem há justiça nos seus passos; fizeram para si veredas tortuosas; todo aquele que anda por elas não tem conhecimento da paz”.

Acredito que o que está sendo proposto aqui concede-nos a oportunidade para refletirmos de como estamos exercendo a justiça no meio cristão em meio as problemáticas surgidas. Vale salientar aqui que, o líder não importando sua função ou cargo deve julgar com juízo de justiça segundo Deuteronômio 16.18: Juízes e oficiais porás em todas as tuas cidades que o SENHOR teu Deus te der entre as tuas tribos, para que julguem o povo com juízo de justiça. Não podemos de forma alguma ter duas medidas: uma para os irmãos e outra para a família. Essa dúbia justiça tem causado variados males na sociedade cristã, infelizmente. Gostaria até de exemplificar, mas sei que o Espírito Santo fará isto em sua mente. Semelhantemente possamos assim dizer como Jacó: “Assim testificará por mim a minha justiça no dia de amanhã, quando vieres e o meu salário estiver diante de tua face; tudo o que não for salpicado e malhado entre as cabras e moreno entre os cordeiros, ser-me-á por furto” (Gn 30.33).

Compreendamos que o Senhor nos estabeleceu para fazermos justiça conforme 1 Reis 10.9: “Bendito seja o SENHOR teu Deus, que teve agrado em ti, para te pôr no trono de Israel; porque o SENHOR ama a Israel para sempre, por isso te estabeleceu rei, para fazeres juízo e justiça”. De maneira que a nossa mente se abra na compreensão do que Abrão fez com os seus e os estimulou a agir com justiça e juízo obtendo assim testemunho do próprio Deus: “Porque eu o tenho conhecido, e sei que ele há de ordenar a seus filhos e à sua casa depois dele, para que guardem o caminho do SENHOR, para agir com justiça e juízo; para que o SENHOR faça vir sobre Abraão o que acerca dele tem falado” (Gn 18.19). Ora, precisamos através de nosso exemplo incutir na mente dos nossos e posteriormente da igreja a prática da justiça com amor segundo depreendemos em Hebreus 1.9: Amaste a justiça e odiaste a iniquidade…”.

Esperamos em Deus de que não apenas nossos familiares, mas que a igreja também contemple que lutamos para exercer a justiça como foi com Davi: “E disse Salomão: De grande beneficência usaste tu com teu servo Davi, meu pai, como também ele andou contigo em verdade, e em justiça, e em retidão de coração, perante a tua face; e guardaste-lhe esta grande beneficência, e lhe deste um filho que se assentasse no seu trono, como se vê neste dia” (1 Rs 3.6), e “Reinou, pois, Davi sobre todo o Israel; e Davi fazia direito e justiça a todo o seu povo (2 Sm 8.15).

Possa ser que tenha alguém que fique a indagar a maneira sobre como tentamos resolver as situações complicadas surgidas no arraial dos santos. Contanto, se não for a sabedoria de Deus ofertada para nos ajudar a desenrolar os problemas estaremos enrascados: “E todo o Israel ouviu o juízo que havia dado o rei, e temeu ao rei; porque viram que havia nele a sabedoria de Deus, para fazer justiça (1 Rs 3.28). É preciso ao líder se vestir da justiça (Jó 29.14 – Vestia-me da justiça, e ela me servia de vestimenta…”) de maneira que peça sempre ao Senhor da justiça que o guie nela (Salmos 5.8: “SENHOR, guia-me na tua justiça…”) por ter pleno saber que o Senhor é justo e ama a justiça (Salmos 11.7: “Porque o SENHOR é justo, e ama a justiça; o seu rosto olha para os retos”). Não apartemos da responsabilidade e da seriedade de exercer a justiça. A justiça não pode andar separada da misericórdia!

Somos cientes de que haverá resultados na praticidade da justiça como apresenta-nos os textos sagrados a seguir:

a) Provérbios 10.2: “Os tesouros da impiedade de nada aproveitam; mas a justiça livra da morte;

b) Provérbios 11.5: A justiça do sincero endireitará o seu caminho, mas o perverso pela sua falsidade cairá”;

c) Provérbios 11.6: A justiça dos virtuosos os livrará, mas na sua perversidade serão apanhados os iníquos”;

d) Provérbios 11.18: “O ímpio faz obra falsa, mas para o que semeia justiça haverá galardão fiel;

e) Provérbios 11.19: “Como a justiça encaminha para a vida, assim o que segue o mal vai para a sua morte”;

f) Provérbios 12.17: O que diz a verdade manifesta a justiça, mas a falsa testemunha diz engano”;

g) Isaías 32.17: “E o efeito da justiça será paz, e a operação da justiça, repouso e segurança para sempre”.

Diante disto, sejamos conscientes de que o Senhor nos pagará segundo a justiça praticada segundo vemos em 1 Samuel 26.23: O SENHOR, porém, pague a cada um a sua justiça e a sua lealdade…” e a declaração enfática do Salmista em 2 Samuel 22.21 nos mostra isto: Recompensou-me o SENHOR conforme a minha justiça; conforme a pureza de minhas mãos me retribuiu”.

Mediante o exposto neste material acredito que continuaremos na clareza da prática da justiça para que o nome do Senhor seja glorificado em nossa vida. Que seja Deus conosco sempre!


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