O Ministério de Profeta

Estaria ultrapassado o ministério do profeta do Novo Testamento na atualidade? Seria um título do Novo Testamento dado ao pregador? O ministério profético tinha um destaque notável na Igreja Primitiva, cabia-lhe a função especial, através do Espírito Santo, de edificar, exortar e consolar (1 Co 14.3). Não significa simplesmente pregar ou ensinar a Palavra de Deus, mas a missão de receber diretamente do Espírito Santo, pelo dom da profecia, a habilidade de transmitir a Palavra do Senhor. Em nossa cultura, a ideia que se tem do profeta é daquele que revela ou prediz o futuro. Nos dias primitivos da igreja, vemos esse ministério bastante ativo, em que a vontade e a mente do Senhor eram expostas através dos verdadeiros profetas.

I. O PROFETA DO ANTIGO TESTAMENTO

1. Conceito

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A palavra hebraica para profeta é “Nabi”. Etimologicamente, a definição é incerta, porém, diversos significados lhe são atribuídos, entre os quais, “chamado por Deus” e “orador”. A palavra “profeta” tem o sentido de porta-voz divino, entretanto, os primeiros profetas foram os patriarcas, desde Adão até Moisés (Gn 20.7). O profeta Samuel foi muito influente em Israel, tendo sido seguido pelos profetas Elias, Eliseu e Davi.  Daí surgiram os profe­tas maiores e menores, maiores e menores em influência e os que deixaram maiores e menores registros.

2. O ofício

O profeta como mensageiro de Deus, cuja missão era levar o povo a obedecer à vontade do Todo-Poderoso. Quem porventura ouvisse esse porta-voz teria sucesso; pois o verdadeiro profeta comunicava o que havia ouvido de Deus, falava somente o que o Senhor lhe havia falado. (Dt 18.18; 2 Cr 20.20).

3. O profetismo

Foi a partir do profeta Samuel que teve início o movimento profético formal em Israel. Com Elias, ele se desenvolveu ainda mais. A partir do ministério de Samuel, surgiram as escolas de profetas e os profetas da corte – os que atuavam junto aos reis (1 Sm 10.5-10). Alguns desses profetas não apenas aconselhavam os soberanos, mas também eram seus escrivães. Alguns exemplos são: Samuel, Natã e Gade fizeram vários registros reais.

II. O PROFETA EM O NOVO TESTAMENTO

1. A importância do termo “profeta” em o Novo Testamento

Paulo, em (1 Co 14.30), dá a entender que o profeta exerce sua função quando o Espírito Santo lhe inspira repentinamente uma mensagem advinda duma súbita revelação e este por obediência ao impulso do Espírito, transmite a mensagem de Deus.

2. O ofício do profeta neotestamentário

O ministério de profeta é colocado entre outros ministérios por sua utilidade na edificação da igreja, inclusive, no Novo Testamento, a pregação pode receber impulso profético na transmissão das verdades divinas. O “profeta” na igreja é indispensável, e não meramente um prognosticador tentando predizer o futuro, nem um guia da igreja em negócios particulares. O profeta também não é simplesmente um pregador, mas o pregador pode exercer, na pregação, o ministério profético.

3. O objetivo do dom ministerial de profeta

O profeta de Deus interpreta o sentimento do Espírito Santo para o povo. É um ministério com função poderosa, à parte da pregação. Quando o Espírito Santo dá uma mensagem ao profeta, e este a transmite com suas palavras essa profecia, ou mensagem divina, interpreta o desejo de Deus para a igreja. O ofício de profeta existe não para acrescentar outra verdade fora das Escrituras sagradas, mas para edificar, exortar e consolar fundamentados nas verdades já reveladas na Bíblia.

III. DISCERNINDO O VERDADEIRO PROFETA DO FALSO

1. Simplicidade x arrogância

O apóstolo Pedro instrui os crentes a não crer em tudo o que ouvem só pelo fato de dizer que é uma mensagem de Deus. Deveriam verificar a mensagem para ver se ela é verdadeiramente do Senhor. Uma maneira é verificar se ela passa pelo crivo da Palavra de Deus, a Bíblia. Inclui também, o compromisso dos professores com Cristo, o seu modo de vida, e o fruto dos seus ministérios (1Pe 2.19; 3.23, 24; 4.6).

2. Pelos frutos os conhecereis

O falso profeta é o que está interessado em mostrar-se a si mesmo, transmitir suas próprias ideias e difundir sua própria versão da verdade; o autêntico profeta deseja a anulação de si mesmo (Jo 3.30). O verdadeiro profeta é o que difunde a verdade de Deus e de sua palavra.

3. Ainda sobre o falso profeta

Os falsos profetas podem até tentar, mas, não são capazes de imitar perfeitamente a verdade, porque quem exerce os seus sentidos espirituais, Deus pode lhe revelar a mentira. Entretanto, um profeta fiel ao Senhor valia mais do que todos eles (Ap 3.22).

CONCLUSÃO

Segundo o que Paulo escreveu em (Ef 4.11,12), os ministérios são dados para construir o corpo de Cristo. O objetivo aqui era, levar os crentes a buscar ser um cristão autêntico e estar preparados para o serviço cristão, a fim de fortalecer a igreja de Cristo. Dessa forma podemos estar certos de que haverá um trabalho ativo e frutífero para o Senhor, com o resultado de um crescimento sadio e um verdadeiro avivamento (Ef 4.12). À medida que as almas são ganhas, irão se fortalecer pelo serviço unificador da igreja, para glória de Deus.

Bibliografia
Efésios – William Barclay – The Letter to the Ephesians – Tradução – Carlos Biagini

Comentário Bíblico Beacon – Romanos 1° e 2° Coríntios – Vol. 08 – CPAD
Comentário Bíblico Beacon – Gálatas a Filemon – Vol. 09- CPAD
O Governo Divino em Mãos Humanas – Osiel Gomes – CPAD
Comentário Bíblico Pentecostal do Novo Testamento – CPAD
Comentário Bíblico Efésios – Elienai Cabral – CPAD
Comentário Bíblico A.T. Matthew Henry – CPAD

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