O Ministério de Evangelista

Dentre os cinco ministérios mencionados em Efésios, temos os “Evangelistas”. Paulo escreve a Timóteo dizendo: “Faz a obra de evangelista” (2Tm 4.5). E como é a obra desse servo do Senhor? O que sabemos é que eles eram pessoas simples, não tinham o prestígio e a autoridade dos apóstolos enviados diretamente pelo Senhor; tampouco possuíam a influência dos profetas inspirados pelo Espírito; no entanto eram chamados e vocacionados por Deus, portadores da mensagem das boas novas a um mundo corrompido pelo pecado. No Novo Testamento os evangelistas, eram os servidores anônimos que levaram o nome de Cristo ao mundo.

I. JESUS ENVIA OS SETENTA (Lc 10.1-20)

A urgência da missão dos discípulos é vista quando Jesus começa a dar suas instruções (Lc 10. 2). “Grande é, em verdade, a seara” significa que o empenho precisa ser grande, para reunir almas para o Reino de Deus. O momento é propício para levar a mensagem de Jesus as pessoas, mas os trabalhadores são poucos, porém, os setenta discípulos deveriam orar a Deus, o Senhor da Seara, para que trabalhadores fossem enviados para compartilhar as boas-novas reunindo almas para o seu Reino. Hoje não é diferente, busquemos a Deus a esse favor.

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O ministério não é um mar de rosas (Lc 10.3). Quando os setenta discípulos partiram, eles deveriam ver a si mesmos como “cordeiros no meio de lobos”. “Lobos” aqui se refere ao perigo, porém, a adversidade àqueles que levam o evangelho, não dá ao discípulo a desculpa para abandonar a missão. Pois Cristo prometeu estar conosco todos os dias (Mt 28.20).

Os discípulos pregavam o evangelho com ousadia e poder para que a Palavra pregada fosse acompanhada por sinais e pródigos. Em (Lc 1.35 e 9-34), a “sombra” pode se referir à presença e ao poder de Deus. As curas feitas pela sombra de Pedro são semelhantes ao poder de cura das roupas de Jesus, quando os enfermos o tocavam (Mc 6.56) e dos lenços e aventais de Paulo (At 19.12). Jesus salva aqueles que creem no evangelho, cura os doentes e liberta os oprimidos.

II. A GRANDE COMISSÃO (Mt 28.19,20; Mc 16.15-20)

A Comissão de Jesus foi abrangente e com uma mensagem concisa do Evangelho, onde enfatizavam os ensinos e a autoridade de Cristo. Jesus não recebeu esta autoridade com a ressurreição; Ele a recebeu ainda antes, isto é, durante o seu ministério. Ele perdoou pecados (Mt 9.6), curou os doentes, exerceu poder sobre a natureza (Mt 14.22-34) e ensinou com autoridade dizendo que tudo poderia passar, porém, “As minhas palavras não hão de passar” (Mt 24.35).

O Pai deu ao Filho autoridade sobre o céu e a terra. Diante dessa autoridade é que Jesus ordenou a seus discípulos que formassem mais discípulos enquanto pregavam, batizavam e ensinavam. Com essa mesma autoridade Jesus também nos ordena a pregarmos o Evangelho a todos, em todos os lugares. Tem lugar para você, venha!

Deus deu a Jesus todo o poder sobre o céu e a terra. Com base neste poder, Jesus disse aos seus discípulos ide e fazei discípulos pregando, batizando e ensinando. “Fazer discípulos” significa educar novos crentes sobre como seguir a Cristo, submeter-se à soberania de Cristo e assumir a sua missão de serviço na Seara do mestre, entretanto essa missão é atual e precisa ser mais e mais levada avante.

III. O DOM MINISTERIAL DE EVANGELISTA

Os evangelistas eram ministros viajantes, semelhantes aos missionários de hoje. Muitos eram perseguidos e iam a povos não-cristãos e lhes proclamavam o Evangelho, sendo, muitas vezes, os primeiros a começar uma igreja em um lugar ou em uma casa particular (At 21.8; 2 Tm 4.5).

Aquele que é chamado para pregar o Evangelho em muitos lugares. A palavra “evangelista” provém de εὐάγγελος (“eu-angelos”), do grego koiné, que significa “boas novas” ou “boas notícias” e que também serve de base para o nome dos quatro primeiros livros do Novo Testamento bíblico chamados “Evangelhos”.

Evangelizar é levar boas novas a alguém, especificamente anunciar informações a respeito da salvação (1 Co 15.1­4). A palavra é encontrada três vezes no Novo Testamento.

O trabalho do evangelista está relacionado juntamente com os apóstolos, profetas, pastores e doutores, como aqueles que são chamados para compartilhar a construção da igreja (Ef 4.11). Filipe foi chamado de “o evangelista” (At 21.8). Porém ele era um dos sete diáconos escolhidos para ajudar os apóstolos a cuidar dos órfãos e viúvas (At 6.5). No entanto, ele foi especialmente notado por sua atividade evangelizadora.

CONCLUSÃO

A Igreja primitiva tinha bem poucos livros, pois, a imprensa foi inventada quase quatorze séculos depois. Os livros eram escritos à mão. Um livro do tamanho do Novo Testamento custava muito caro. Assim a mensagem de Cristo tinha que ser irradiada verbalmente. A transmissão oral aconteceu por muito tempo, antes que a mesma chegasse a consignar-se por escrito. Os líderes da igreja tinham uma responsabilidade enorme, ser os depositários do relato dos evangelhos. Sua missão consistia em conhecer, viver e transmitir o relato da vida de Jesus. Devemos a Deus e a eles, o fato da história de Jesus ter se perpetuado na Igreja.

Bibliografia
– Dicionário Bíblico Wycliffe – Charles F. Pfeiffer, Howard F. Vos, John Rea – CPAD

– Efésios – William Barclay – The Letter to the Ephesians – Tradução – Carlos Biagini
– Comentário do Novo Testamento aplicação pessoal – Vol. 2 – CPAD
– Comentário do Novo Testamento aplicação pessoal – Vol. 1 – CPAD
– Comentário Bíblico Pentecostal do Novo Testamento – CPAD

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