O Lugar Santo

0
O Lugar Santo
Ilustração do interior do Tabernáculo: Lugar Santo e Santo dos Santos (Reprodução)

Subsídio da lição 7: “O que precisamos saber sobre o Lugar Santo”.

Este recinto fechado conhecido como “Lugar Santo”, fazia parte do interior do Tabernáculo e era um dos lugares mais cobiçados depois do “Santo dos Santos”. É interessante notar a ideia salvífica que passam as três principais peças que estavam depois do átrio.

Como já foi recitado na lição interior não eram todos os israelitas que podiam ver o que estava acontecendo do outro lado dos dois véus interiores. Aqueles véus e cortinas separavam o santo do profano, o incorruptível do corruptível, o imutável do mutável, e o criador da criatura.

Para estar dentro do Tabernáculo Deus “separou a dedo” as pessoas que exerceriam o trabalho de sacrifício, semanal, e anual a favor de si mesmo e da nação de Israel inteira.

Aliados aos três elementos temos mais dois que ficaram para trás (o Altar dos Holocaustos e a Pia de água). Lembrando que os sacerdotes só chegaram até os três elementos posteriores por que sacrificaram os seus egos no altar da morte e se banharam por inteiro na água santa providenciada por ordem divina.

No Átrio temos o numero dois e no Santo Lugar temos o numero três. Vejamos, portanto, uma explicação mais apurada referente a esta ideia tríplice.

Candelabro

Depois da arca, o Candelabro era o objeto mais importante dentro do santuário. Sem sua presença os administradores do culto judaico não conseguiriam seguir em frente com o ritual sagrado. Eles não poderiam jamais trabalhar no escuro. Pregar e cultuar com o candelabro apagado dentro do templo gera bagunça e desordem.

Subsídio da lição 6: “O que precisamos saber sobre o Lugar Santo”.
Depois da arca, o Candelabro era o objeto mais importante dentro do santuário.

Só lembrando que no interior deste candeeiro encontramos três vezes o numero sete, e cada um deles representa a plenitude das obras do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Confira a matemática:

a) 5 mais 2 que é igual a sete;

b) 4 mais 3 que é igual a sete;

c) 6 mais 1 que é igual a 7.

Isso implica dizer que todo o nosso culto deve ser devotado dentro do templo às três pessoas da Santíssima Trindade. Não poderia haver espaço para alimentar as vontades próprias daqueles que estavam na responsabilidade do culto ao eterno. O fator mais importante é que a principal função do Candelabro dento do Tabernáculo era transmitir luz e tornar todos os outros elementos de culto visíveis aos olhos dos trabalhadores afim de não gerar obscuridade e contradição na oferenda.

A Mesa dos Pães

A mesa servia para manter suspenso do chão o alimento sagrado dos sacerdotes, eles não colocavam a boca no chão para pegarem o pão, havia uma hierarquia que deveria ser seguida e respeitada no interior da casa. Esta, portanto pode nos dar a ideia da cruz, e os Pães que sobre ela estava representava Jesus suspenso na mesma cruz simbolizada pela mesa. Isso implicar dizer que para chegarmos a Deus primeiro precisamos nos alimentar do pão – Jesus – que pela cruz passou e que lá foi partido por nós.

Os diferentes nomes da mesa nas Escrituras:

1) mesa dos Paes da presença, Ex 25.30;

2) mesa de madeira de acácia, Ex 25.23; 37.10;

3) mesa de ouro puro, Lv 24.6;

4) mesa, Ex 39.36; 40.4,22;

5) mesa de ouro, 1 Rs 7.48.

A Septuaginta traduz esta mesa como sendo “madeira incorruptível’. A madeira aponta para a natureza humana de Jesus. A incorruptibilidade dela diz respeito a impecabilidade do Filho de Deus. O termo mesa aparece 97 vezes nos dois Testamentos, sendo 59 no AT e 38 no NT. O total geral de referencias relacionadas ao termo é de 115.

Uma terminologia mais precisa afirma que existem duas palavras hebraicas e duas gregas envolvidas neste verbete:

1) Mesab, mesa redonda (circulo). Esse termo este ter hebraico aparece por apenas uma vez com esse sentido;

2) Shulcahan, este termo explica as seguintes referencias Ex 25.23. 30; 26.35; 30.27; 40.4,22,24; Lv 24.6; Nm 3.31; 4.4; Jz 1.7; 1Sm 20.29, 39; 2Sm 9.7-13; 19.28; 1Rs 2.7; 4.27; 7.48; 2Rs 4.10; 1Cr 28.16; 2Cr 4.8,19; 9.4; 29.18; Ne 5.17; Jó 36.16; Sl 23.5; 69.22; Pv 9.2; Is 21.5; 28.8; Ez 23.41; 34.20; 44.16; Dn 11.27;  Ml 1.7,12;

E os termos gregos:

1) Kline (divá) que os antigos usavam como mesa deitadas de lado. Palavra grega empregada or 9 vezes Mt 9.26; Mc 4.21; 7.4,30; Lc 5.18; 8.16; 17.34; Ap 2.22; e

2) Trápeza (que é simplesmente mesa comum). Este é um verbo que ocorre 14 vezes no Novo Testamento.

Informações essenciais

a) Mesas de rituais – no ritual dos hebreus, bem como de outros povos, as mesas sempre estiveram presentes, a partir da construção do Tabernáculo;

b) Mesas para comer – as residências de pessoas comuns, no antigo oriente, próximo e médio, com um mínimo de utensílios domésticos;

c) Mesas de cambistas – essas eram mesinhas, parecidas com banquetes, por detrás das quais os cambistas judeus costumavam sentar-se, enquanto trocavam as moedas por outras utilizáveis no templo de Jerusalém;

d) Usos figurados – Pv 9.1,2; Lc 13.29; 22.30; Mt 8.11; Ez 39.20; 1Co 6.2.

Altar de Incenso

No Altar dos Holocaustos, que já ficou para trás, avistamos o símbolo da cruz. Neste outro altar temos a representatividade da oração intercessória de Cristo na mesma cruz. O fator interessante neste altar é que ele ficava no centro do Tabernáculo: “entre o Átrio, a primeira divisão, e o Santo dos Santos, a terceira divisão”. Haviam dois altares no Tabernáculo de Moisés: “o de bronze e o de ouro”. O Altar de Bronze era para o holocausto e estava localizado no pátio, à porta do Tabernáculo. O Altar de Ouro era para queimar incenso e estava posicionado diante do véu, no Lugar Santo. Este altar é chamado por diversos nomes nas Escrituras:

1) altar do incenso, Ex 30.27 e 31.8;

2) altar de ouro para o incenso, Ex 40.5;

3) altar de ouro, Ex 39.38; 40.26;

4) altar de ouro diante do trono, Ap 8.3;

5) altar que pertencia ao santuário interno, 1 Rs 6.22;

6) altar que está perante o Senhor, Lv 16.12,18;

7) altar de madeira de acácia para queimar incenso; Lv 4.7. Todo cristão deve parar neste altar para orar a Deus e conseguir deste o acesso de entra para o outro lado do véu.

Nota:

O véu que no Antigo Testamento servia para separar, cobrir e aproximar, agora não existe mais como impedimento.

– O sangue de Jesus foi a navalha que rasgou, de cima para baixo, o véu de separação que havia entre o judeu antigo e o próprio Deus.

– O véu “rasgado de baixo para cima” fala de obras que perecem, e ao mesmo tempo nos faz lembrar das falíveis e impotentes folhas de figueiras que Adão e Eva coseram para cobrir sua nudez. Nossas obras não tapam nossas vergonhas espirituais, só a pele de cordeiro é capaz de fazê-lo.

Para refletir: “O verdadeiro mestre pode até ficar sem papel, mas a tinta da criatividade jamais lhe faltará” (Eneias S. Ribeiro).

Bibliografia
– Enciclopédia de Bilia teologia e filosofia vol. 4 M a O – R. N. Champlin Ph.D.
– O tabernaculo de Moises – Kevin J. Conner
Leia também:
– Lição 5 – A Pia de Bonze: Lugar de Purificação
– Lição 6 – As Cortinas do Tabernáculo
Saiba mais sobre o autor: Enéias S. Ribeiro
DEIXE UM COMENTÁRIO_____________________________
Siga Seara News no Twitter, no Facebook e Instagram
“O primeiro portal cristão no Estado do Espírito Santo”

DEIXE UM COMENTÁRIO

Escreva seu comentário!
Por favor, digite seu nome