O que precisamos saber sobre o Lugar Santíssimo
Santo dos Santos, local de intimidade mais importante e cobiçado pelos israelitas.

Subsidio da Lição 8: “O que precisamos saber sobre o Lugar Santíssimo”.

É de conhecimento geral e principalmente de todos os professores que na lição sete nossa visão esteve focada na parte que antecede o Lugar Santíssimo que passaremos a estudar agora.

Nesta oitava lição estaremos com o pé no degrau central que nos elevará ao “Everest máximo’ do Tabernáculo – o Santo dos Santos, local de intimidade mais importante e cobiçado pelos israelitas.

Existem pelo menos duas formas básicas de olharmos para o Tabernáculo. A primeira é a visão que temos de fora para dentro; e a segunda, de dentro para fora. Olhar de fora implica desejar a presença que está escondida no interior do Tabernáculo, porém, a ideia de olhar de dentro para fora tem relação mais com Deus do que com os homens.

O foco central de quem chegava até a porta do tabernáculo era alcançar a arca da aliança símbolo principal e único da presença de Deus que se achava escondida dentro da casa típica de ouro (mais precisamente atrás do véu. Por outro lado, já está comprovado que nem todos, a não ser o sumo sacerdote, poderia ter acesso a este esconderijo. É sobre este esconderijo sagrado que trataremos agora.

O superlativo em pauta – “Santíssimo”.

A ideia passada por este superlativo é de algo magistral e perfeito. Os textos hebraicos e gregos põem esta expressão como sendo a própria santidade de Deus materializada entre os homens. Ou seja, o termo santíssimo implica alguma coisa que está na posição mais alta no que tange a santidade. Neste caso o que se entende é que o próprio Deus estava lá do outro lado do véu a espera do sumo sacerdote.

Uma única mobília no Lugar Santíssimo – “a Arca”.

Pela leitura de Êxodo 40.3,21 entende-se que o Tabernáculo fora inaugurado com a entrada da Arca para o seu interior.

O único móvel que entrou para o Lugar Santíssimo foi à Arca. Ela representava o trono de Deus entre o povo de Israel. Em outras palavras, podemos afirmar que a arca era a principal base do Tabernáculo, sem ela todo o esqueleto do mesmo com seus outros utensílios iam ao chão.

Os únicos elementos com permissão de atravessar para o outro lado, e que estavam no interior da Arca do Testemunho, foram: “a Tábua da Lei (que representava o testemunho de Deus e o poder de sua palavra como mestra guia do povo); o Pote de Ouro com o maná (que representava Deus como o principal sustentador de seu povo); e as Varas de Arão (que apontava para a autoridade de Deus sobre os seus ministros). Estes elementos podem representar outros fatores, entretanto, o sentido primitivo da questão se refere a Deus.

A luz original da glória de Deus – “esta era responsável por irradiar todo o interior do Lugar Santíssimo”.

Do Lugar Santíssimo para fora era o Candelabro que iluminava, porém, em se tratando do Santíssimo Lugar a glória de Deus emanada dele mesmo assumia este papel de iluminação. Isso mostra que toda glória de vaidade humana que pudesse ser transmitida pelo sumo sacerdote, ali dentro seria ofuscada e abatida pela excelência da glória de Deus.

De mãos vazias no interior do Tabernáculo não serve –  “era preciso ter sangue nas mãos”.

“Mas, no segundo, só o sumo sacerdote, uma vez no ano, não sem sangue, que oferecia por si mesmo e pelas culpas do povo” (Hb 9.7).

Existia uma “senha” que o sumo sacerdote levava para dentro do Lugar Santíssimo, e esta era o sangue inocente dos animais sem defeitos. Sem este, ele não seria bem recebido com o bem-vindo divino. Toda esta ideia de sangue envolvia o protótipo futurístico do poderoso sangue de Jesus que seria derramado na cruz e apresentado ao Pai, quando o mesmo regressasse para os céus após seu sacrifício. Jesus também foi e é Sumo Sacerdote, e ele não chegou de mãos vazias na presença de seu Pai no eterno Santo dos Santos (Salmo 110.4).

Um local quadrilátero – “isso envolvia a Arca”.

O sangue era espargido sobre o propiciatório ou tampa da arca por sete vezes. Isso era processado nos quatro cantos do baú sagrado.

Sabemos que a arca era composta por três camadas, sendo que duas eram repetidas.

A primeira camada era ouro, a segunda era madeira e a terceira ouro novamente.

Aqui esta arca aponta para as duas naturezas do Filho de Deus: a divina, baseada no ouro; e a humana, baseada na madeira. Notem que a madeira ficava escondida entre o ouro. Neste aspecto temos o propósito inicial de Deus de alcançar pessoas nos quatro cantos da terra. Isso se baseia na expressão quadrilátera do próprio Santíssimo Lugar e bem como nos quatro diferentes lados da arca. Ou seja, Deus sairia de seu santo lar eterno – os céus, e se revelaria entre nós, com base na expressão Emanuel que significa Deus conosco.

Ali não se matava cordeiro – “não existia derramamento de sangue dentro do Lugar Santíssimo”.

Não havia necessidade de se matar cordeiros dentro do Santo dos Santos. Na verdade, o sumo sacerdote deveria chegar ali com o sangue nas mãos, e não levar o animal amarrado em cordas para ali ser morto. Este ato fugiria totalmente da ordem do culto dada por Deus a Moises antes mesmo que o Tabernáculo fosse erigido.

Este ato apontava exatamente para a nova aliança que seria selada com o sangue do Cordeiro de Deus perfeito, chamado Jesus. Ou seja, depois que Jesus foi imolado na cruz, não se necessita mais que animais sejam mortos no afã de purificar pecados de muitos: o sangue de Jesus foi e é a suficiência (João 1.29).

O Segundo Tabernáculo Hb 9.6,7.

Percebam que o Santíssimo Lugar também era denominado de “o segundo Tabernáculo”. Ou seja, era mesmo um local reservado unicamente para Deus receber aqueles que com ele queriam realmente ter intimidade. Outro fator interessante é que este segundo Tabernáculo aponta o próprio céu, onde Deus habita com suas miríades de anjos.

Fazendo uma hermenêutica mais apurada poderíamos também dizer que o Átrio e o Lugar Santo representam os templos secundários onde reunimos para adorar ao criador, e que o Santo dos Santos seria o eterno Tabernáculo onde estaremos futuramente prestando a Deus uma eterna e ininterrupta adoração por toda a eternidade.

Para refletir: “Mentes brilhantes se apagam quando o seu dono pensa que não precisa mais aprender” (Eneias S. Ribeiro).

Leia também:
– Lição 6 – As Cortinas do Tabernáculo
– Lição 7 – O Lugar Santo
Saiba mais sobre o autor: Enéias S. Ribeiro
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