O Início da Civilização Humana
Switzerland, nasce do sol. | Foto: Pixabay

Escola Dominical – Comentário de apoio: Lição 8 do 1º trimestre de 2020 – O Início da Civilização Humana.

Por Aniel Ventura

A queda do ser humano foi uma tragédia, vieram as enfermidades, os desentendimentos, as tristezas, homicídios, perversão e a violência. O projeto de civilização da sociedade foi comprometido e vilipendiado. A solução imediata de Deus, foi um dilúvio universal, para punir os ímpios, e mostrar que ele tem controle sobre a criação e os atos dos homens, haja vista a salvação de Noé um homem que andava com Deus, onde a humanidade pôde ter um recomeço, surgindo uma nova civilização, a qual logo corrompeu-se também no pecado. No entanto, Jesus Cristo a semente da mulher pôde proporcionar remissão dos pecados através do seu sacrifício vicário, assim a salvação foi garantida a todos os que creem nele.

I – A origem da civilização humana

[…] Conjunto das características próprias da vida intelectual, social, cultural, tecnológica etc., que são capazes de compor e definir o desenvolvimento de uma sociedade ou de um país. Condição daquilo que se encontra em avanço; desenvolvimento cultural; progresso.

Tipo de sociedade e/ou de cultura que se desenvolve a partir da influência de um povo, numa certa época, cujas características específicas serão transmitidas às gerações que se seguirão […].

O casamento é uma vocação, um convite de Deus para a demonstração, a todo o mun­do, da mais elevada forma de amor mútuo (Gn 2.23,24; Ef 5,21ss). Também é o meio correto de se gerar filhos (Gn 33.5; 48.4; Dt 28.4; Js 24.3,4; Sl 127.3), e alimentá-los física e espiritualmente, é o ambiente mais propício para lhes ensinar a Palavra de Deus (Dt 6.7-20; 11.18-21; Pv 22.6) e treiná-los a ser bons cidadãos (Pv 13.24; 19.18; 22.15; 23.13; 29.15,17). A família oferece suporte para que o indivíduo se desenvolva na sociedade em que vive, física, intelectual e espiritual.

“Maldita é a terra por causa de ti” (Gn 3.17). Apesar da maldição não ter recaído diretamente sobre o homem, e sim sobre a terra, causaria muitos problemas a ele, produzindo espinhos e cardos. A vida do homem seria marcada pelo trabalho, de onde obteria o seu sustento. Ele comeria o pão com esforço próprio, alusivo ao suor do rosto. E, após muita luta, canseira e enfado, viria de forma inevitável a velhice e a morte.

Deus fez referência apenas aqui a espinhos e cardos, isso significa que, antes da queda, não existiam plantas tóxicas, e o trabalho não traria stress como hoje em dia (Gn 2.15).

II – Civilização e conflito

Caim, o filho mais velho de Adão era agricultor. Abel, o mais moço, pastor de ovelhas.  Estas ocupações eram igualmente indispensáveis, para a sobrevivência, e desenvolvimento da sociedade naqueles dias.

Elas refletem meramente uma diferença de interesses entre os dois irmãos, não o caráter ou a importância deles.

Caim foi o primeiro a fundar uma (Gn 4.17) cidade, e a deu o nome de seu filho Enoque. Provavelmente era um povoado pequeno. Talvez, um assentamento de várias famílias, no entanto foi chamado de cidade, o que implica uma organização com moradias permanentes em um espaço fechado, diferente das tendas dos pastores nômades. Possivelmente aqui é o berço da civilização, das ocupações específicas e também das artes (Gn 4.20-22).

Em Gênesis 4.19-21, é contada a história de Lameque, famoso descendente de Caim, este não é o Lameque filho de Matusalém (Gn 5.28-31). O descendente de Caim era habilidoso, porém arrogante e vingativo. Ele casou-se com duas mulheres, isso foi um atentado deliberado por subverter o padrão de união estabelecido por Deus, que prevê o casamento entre um homem e uma mulher (Gn 2.24).

Apesar da severidade do pecado de Caim, Deus abençoou a sua posteridade, dando lhes habilidades na agricultura, pecuária, na música e nas artes. Jabal é o pai dos que moram em tendas e criam rebanhos. Jubal, é o pai de todos que tocam harpa e flauta. Tubalcaim, foi mestre de toda obra de cobre e de ferro, visto no futuro como o “pai” dessa arte (Gn 4.20-22).

III – O Deus que intervém na civilização

Após o pecado do homem, Deus por Sua grande misericórdia, não o destruiu, mas o chamou para conversar, com o objetivo de resgatá-lo (Gn 3. 10-12). Deus veio falar com Caim, quando este matou seu irmão Abel, não para afugentá-lo, mas para que ele fizesse a coisa certa! No entanto ele ficou zangado.

O pecado estava batendo a porta do seu coração, à espreita para entrar e atacá-lo como um leão. Ele é exortado a resistir ao mal; dessa forma seria bem aceito por Deus.

Vemos aqui a misericórdia divina que vai além do que podemos imaginar. Doutra forma, o homem e a mulher teriam sido exterminados imediatamente após o seu delito.

No período antediluviano, a maldade do homem foi tanta, que Gênesis 6.6 registra que: “Arrependeu-se o Senhor de haver feito o homem sobre a terra, e pesou-lhe em seu coração”. A maldade, a degeneração humana entristeceu o coração do Criador a ponto de ele pensar em destruir a humanidade. A linguagem aqui é “antropopática” [antropo=homem; phatos=sofrimento, paixão], onde Deus é descrito com sentimentos humanos (Gn 1.31).

[Pelo uso dos verbos hebraicos traduzidos como arrependeu-se (“nacham” – sofrer pesar, lamentar-se) e pesou-lhe (“atsab” – estar magoado)] é descrito o sofrimento do Senhor, que havia desejado o bem da humanidade, no entanto foi decepcionado. [Contudo, Deus não se arrepende como o ser humano o faz, (Nm 23.19)]. Deus guardou Noé para iniciar uma nova humanidade, que culminou em Jesus Cristo, o salvador do mundo. Quando alguém confia nele, independente da sua transgressão, este nasce de novo, recebe uma nova vida espiritual e eterna, dada pelo próprio Deus.

O foco aqui não está na nossa fé, mas em Cristo, o autor e consumador da nossa fé. A fé por si só não salva. Ela é apenas o canal para aquele que salva — Jesus! “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito” […] (Jo 3.16). Neste versículo temos a maior demonstração de amor (Deus amou) – o maior contingente populacional (o mundo) – a maior expressão (de tal maneira) – a maior dádiva (Ele deu) – o maior presente (seu Filho) – a maior abrangência (todo o que nele crê) – o maior resgate (não pereça) o maior benefício (a vida eterna). Glória a Deus.

Conclusão

Desde que o homem foi criado, não vimos nele nenhuma evolução e sim involução, o pecado lhe trouxe inúmeras dificuldades, internamente, isto é em si mesmo e externamente, nos relacionamentos com seus semelhantes. Somente Deus pode entendê-lo plenamente pois é o seu criador, e lhe trata com longanimidade a fim de alcançá-lo com o seu grande e inexplicável amor. O amor de Deus não se restringe a uma nação ou a elites espirituais. O amor de Deus alcançou o mundo, este termo é alusivo à toda a criação (Rm 8.19-22; Cl 1.20). Cristo veio para que o mundo fosse salvo por ele. Mas virá segunda vez, para julgar todos aqueles que recusam a sua grande salvação (Fp 2.10,11).

Bibliografia
– Dicionário Online de Português – dicio.com.br

– O Novo Comentário Bíblico AT – Earl D. Radmacher, H. Wayne House, Ronald Allen
– O Novo Comentário Bíblico NT – Earl D. Radmacher, H. Wayne House, Ronald Allen
– Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal – CPAD

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