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Vila Velha

O Início da Civilização Humana

EM FOCO

Aniel Ventura
Natural de Afonso Cláudio (ES), casado com Deuzeny Ribeiro, pai de Fellipe, Evangelista da Assembleia de Deus Ministério de Cobilândia, em Vale Encantado, Vila Velha (ES), Bacharel em Teologia pelo Instituto Daniel Berg.
O Início da Civilização Humana
Switzerland, nasce do sol. | Foto: Pixabay

Escola Dominical – Comentário de apoio: Lição 8 do 1º trimestre de 2020 – O Início da Civilização Humana.

Por Aniel Ventura

A queda do ser humano foi uma tragédia, vieram as enfermidades, os desentendimentos, as tristezas, homicídios, perversão e a violência. O projeto de civilização da sociedade foi comprometido e vilipendiado. A solução imediata de Deus, foi um dilúvio universal, para punir os ímpios, e mostrar que ele tem controle sobre a criação e os atos dos homens, haja vista a salvação de Noé um homem que andava com Deus, onde a humanidade pôde ter um recomeço, surgindo uma nova civilização, a qual logo corrompeu-se também no pecado. No entanto, Jesus Cristo a semente da mulher pôde proporcionar remissão dos pecados através do seu sacrifício vicário, assim a salvação foi garantida a todos os que creem nele.

I – A origem da civilização humana

[…] Conjunto das características próprias da vida intelectual, social, cultural, tecnológica etc., que são capazes de compor e definir o desenvolvimento de uma sociedade ou de um país. Condição daquilo que se encontra em avanço; desenvolvimento cultural; progresso.

Tipo de sociedade e/ou de cultura que se desenvolve a partir da influência de um povo, numa certa época, cujas características específicas serão transmitidas às gerações que se seguirão […].

O casamento é uma vocação, um convite de Deus para a demonstração, a todo o mun­do, da mais elevada forma de amor mútuo (Gn 2.23,24; Ef 5,21ss). Também é o meio correto de se gerar filhos (Gn 33.5; 48.4; Dt 28.4; Js 24.3,4; Sl 127.3), e alimentá-los física e espiritualmente, é o ambiente mais propício para lhes ensinar a Palavra de Deus (Dt 6.7-20; 11.18-21; Pv 22.6) e treiná-los a ser bons cidadãos (Pv 13.24; 19.18; 22.15; 23.13; 29.15,17). A família oferece suporte para que o indivíduo se desenvolva na sociedade em que vive, física, intelectual e espiritual.

“Maldita é a terra por causa de ti” (Gn 3.17). Apesar da maldição não ter recaído diretamente sobre o homem, e sim sobre a terra, causaria muitos problemas a ele, produzindo espinhos e cardos. A vida do homem seria marcada pelo trabalho, de onde obteria o seu sustento. Ele comeria o pão com esforço próprio, alusivo ao suor do rosto. E, após muita luta, canseira e enfado, viria de forma inevitável a velhice e a morte.

Deus fez referência apenas aqui a espinhos e cardos, isso significa que, antes da queda, não existiam plantas tóxicas, e o trabalho não traria stress como hoje em dia (Gn 2.15).

II – Civilização e conflito

Caim, o filho mais velho de Adão era agricultor. Abel, o mais moço, pastor de ovelhas.  Estas ocupações eram igualmente indispensáveis, para a sobrevivência, e desenvolvimento da sociedade naqueles dias.

Elas refletem meramente uma diferença de interesses entre os dois irmãos, não o caráter ou a importância deles.

Caim foi o primeiro a fundar uma (Gn 4.17) cidade, e a deu o nome de seu filho Enoque. Provavelmente era um povoado pequeno. Talvez, um assentamento de várias famílias, no entanto foi chamado de cidade, o que implica uma organização com moradias permanentes em um espaço fechado, diferente das tendas dos pastores nômades. Possivelmente aqui é o berço da civilização, das ocupações específicas e também das artes (Gn 4.20-22).

Em Gênesis 4.19-21, é contada a história de Lameque, famoso descendente de Caim, este não é o Lameque filho de Matusalém (Gn 5.28-31). O descendente de Caim era habilidoso, porém arrogante e vingativo. Ele casou-se com duas mulheres, isso foi um atentado deliberado por subverter o padrão de união estabelecido por Deus, que prevê o casamento entre um homem e uma mulher (Gn 2.24).

Apesar da severidade do pecado de Caim, Deus abençoou a sua posteridade, dando lhes habilidades na agricultura, pecuária, na música e nas artes. Jabal é o pai dos que moram em tendas e criam rebanhos. Jubal, é o pai de todos que tocam harpa e flauta. Tubalcaim, foi mestre de toda obra de cobre e de ferro, visto no futuro como o “pai” dessa arte (Gn 4.20-22).

III – O Deus que intervém na civilização

Após o pecado do homem, Deus por Sua grande misericórdia, não o destruiu, mas o chamou para conversar, com o objetivo de resgatá-lo (Gn 3. 10-12). Deus veio falar com Caim, quando este matou seu irmão Abel, não para afugentá-lo, mas para que ele fizesse a coisa certa! No entanto ele ficou zangado.

O pecado estava batendo a porta do seu coração, à espreita para entrar e atacá-lo como um leão. Ele é exortado a resistir ao mal; dessa forma seria bem aceito por Deus.

Vemos aqui a misericórdia divina que vai além do que podemos imaginar. Doutra forma, o homem e a mulher teriam sido exterminados imediatamente após o seu delito.

No período antediluviano, a maldade do homem foi tanta, que Gênesis 6.6 registra que: “Arrependeu-se o Senhor de haver feito o homem sobre a terra, e pesou-lhe em seu coração”. A maldade, a degeneração humana entristeceu o coração do Criador a ponto de ele pensar em destruir a humanidade. A linguagem aqui é “antropopática” [antropo=homem; phatos=sofrimento, paixão], onde Deus é descrito com sentimentos humanos (Gn 1.31).

[Pelo uso dos verbos hebraicos traduzidos como arrependeu-se (“nacham” – sofrer pesar, lamentar-se) e pesou-lhe (“atsab” – estar magoado)] é descrito o sofrimento do Senhor, que havia desejado o bem da humanidade, no entanto foi decepcionado. [Contudo, Deus não se arrepende como o ser humano o faz, (Nm 23.19)]. Deus guardou Noé para iniciar uma nova humanidade, que culminou em Jesus Cristo, o salvador do mundo. Quando alguém confia nele, independente da sua transgressão, este nasce de novo, recebe uma nova vida espiritual e eterna, dada pelo próprio Deus.

O foco aqui não está na nossa fé, mas em Cristo, o autor e consumador da nossa fé. A fé por si só não salva. Ela é apenas o canal para aquele que salva — Jesus! “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito” […] (Jo 3.16). Neste versículo temos a maior demonstração de amor (Deus amou) – o maior contingente populacional (o mundo) – a maior expressão (de tal maneira) – a maior dádiva (Ele deu) – o maior presente (seu Filho) – a maior abrangência (todo o que nele crê) – o maior resgate (não pereça) o maior benefício (a vida eterna). Glória a Deus.

Conclusão

Desde que o homem foi criado, não vimos nele nenhuma evolução e sim involução, o pecado lhe trouxe inúmeras dificuldades, internamente, isto é em si mesmo e externamente, nos relacionamentos com seus semelhantes. Somente Deus pode entendê-lo plenamente pois é o seu criador, e lhe trata com longanimidade a fim de alcançá-lo com o seu grande e inexplicável amor. O amor de Deus não se restringe a uma nação ou a elites espirituais. O amor de Deus alcançou o mundo, este termo é alusivo à toda a criação (Rm 8.19-22; Cl 1.20). Cristo veio para que o mundo fosse salvo por ele. Mas virá segunda vez, para julgar todos aqueles que recusam a sua grande salvação (Fp 2.10,11).

Bibliografia
– Dicionário Online de Português – dicio.com.br

– O Novo Comentário Bíblico AT – Earl D. Radmacher, H. Wayne House, Ronald Allen
– O Novo Comentário Bíblico NT – Earl D. Radmacher, H. Wayne House, Ronald Allen
– Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal – CPAD

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