O difícil labor dos últimos dias

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O difícil labor dos últimos dias

“Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos” (2 Tm 3.1).

Tempo difícil esse em que estamos vivendo. É com pesar que vemos tantos dos nossos irmãos se apostatando da fé, e seguindo caminhos traiçoeiros. Como se não bastasse, ainda arrebanham outros para os acompanharem, sendo que assim todos cairão no abismo (Lc 6.39). Os homens de agora são amantes do dinheiro, e não têm compromisso com a Palavra. As exceções são cada vez mais raras.

Possuir templos lotados tem um grande significado. É a marca do sucesso. A vida de piedade se tornou antipática. Não há lugar para a vida de oração, jejum, louvor…

O sofrimento já não pode ser mencionado em muitas igrejas. É um pessimismo falar sobre cruz, dor, disciplina. O que está na moda é a Confissão Positiva, ou seja, “o homem mandando em Deus”, fazendo determinações, campanhas de autoajuda.

Os templos abandonaram a simplicidade, e se tornaram megaigrejas, onde ninguém conhece ninguém. Onde um pastor não apascenta as ovelhas, e não toma parte de suas aflições. Milhares de pessoas entram e saem das igrejas da mesma forma que entraram, mas precisam disfarçar suas dores e dizendo que tudo está bem, que foram curadas, libertas, transformadas. Não querem ser diferentes. Nada de assumir que estão sendo enganados e se enganando. Isso até nos lembra do antigo conto de Hans Christian Handersen “A Roupa Nova do Rei”, onde um monarca vaidoso achou que tinha comprado o tecido mais precioso da terra, um tecido que só os sábios podem ver,  e saiu nu pelas ruas. Seus súditos afirmavam que estava vendo a roupa, (que na verdade não existia), porque ninguém queria ser considerado como um tolo. Foi uma criança que desmascarou toda a situação quando gritou: O Rei está nu!

É do conhecimento de todos que a propaganda enganosa perpetuada em muitos movimentos, chamados por alguns de igrejas. Mas, quantos se levantam contra tudo isso? Quem tem tido coragem de dizer que as pessoas estão sendo iludidas?

Qual dos pregadores está tendo a ousadia de falar que os sofrimentos sempre farão parte da nossa vida?

Quantos se levantam contra os mercadores do templo, e os expulsam?

É. Realmente. Como bem nos disse o apóstolo Paulo, estamos vivendo os últimos dias, e são tempos trabalhosos. Os verdadeiros cristãos não conseguem descansar. É trabalho o tempo todo! As heresias se alastram como um fogo estranho dentro da Igreja. É como erva daninha. Não podemos deixar de combater o bom combate. Nessa hora, Deus conta conosco. Munidos com a Bíblia Sagrada, levantemo-nos para assumir nossas posições no exército de Cristo.

Essa é a hora mais escura! É um tempo difícil. Mas é possível ser vencedor. Mesmo em meio às ondas bravias, Cristo está em nosso barco. A Igreja verdadeira prossegue seu ritmo, invisível, mas poderosa. Ganhando almas até mesmo entre os “cristãos” professos, que nunca se encontraram com Cristo. Avante, povo de Deus. Brevemente seremos recompensados!

“Amados, procurando eu escrever-vos com toda a diligência acerca da comum salvação, tive por necessidade escrever-vos e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos” (Jd. 3).
 

Claudio AraújoCláudio Araújo
Evangelista na Assembléia de Deus/CIADESPEL,
formado em Contabilidade, Direito e Teologia.
Professor e Coordenador de Curso Teológico no CETADEB.

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