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O cristão deve comemorar o Natal?

A celebração acontece há mais de 1.600 anos no dia 25 de dezembro

EM FOCO

Jhones Bazelatto
Teólogo, educador cristão multidisciplinar, presbítero na Assembleia de Deus, com formação em Teologia pela EBTGAB (Escola Bíblica de Teologia Gustav Albin Bérgstron).

O Natal é uma data comemorativa que aponta para o nascimento de Jesus Cristo, cuja celebração acontece há mais de 1.600 anos. Contudo, a Bíblia não menciona o dia exato do seu nascimento.

Jhones Bazelatto

O que é o natal?

A palavra “Natal” do latim: Natale – significa “dia do nascimento”, logo, Natal se refere a nascimento ou ao local onde alguma pessoa nasceu. Por exemplo, a expressão “cidade natal” indica a cidade onde um determinado indivíduo nasceu.

Natal é uma data comemorativa que aponta para o nascimento de Jesus Cristo. Esta celebração acontece há mais de 1.600 anos no dia 25 de dezembro.

A origem do natal referente ao dia 25 de dezembro

Essa comemoração em sua origem trata-se de uma homenagem ao “nascimento” do deus da pérsia chamado “Mitra”, que representava a luz. O símbolo de Mitra era o touro, usado também nos sacrifícios à divindade, a morte do touro, que representaria a Lua.  Culto a Mitra chegou à Europa lá pelo século 4 a.C., quando Alexandre, o Grande, conquistou o Oriente Médio. Centenas de anos depois, soldados romanos viraram devotos da divindade. E ela foi parar no centro do Império.

Mitra, então, ganhou uma celebração exclusiva: o Festival dos solstícios – Sol Invicto, que foi oficializada no dia 25 de dezembro no ano 274 a.C pelo imperador romano Aureliano.

A palavra solstício vem do latim “Sol”. Esse festival foi criado devido ao Solstício de inverno, que é um fenômeno astronômico onde o Sol atinge o maior grau de afastamento angular do equador, dando o inicio do inverno, que ocorre normalmente entorno do dia 22 de dezembro no hemisfério norte e 21 de junho no hemisfério sul.  Porque que eles celebravam? Porque com o termino desse fenômeno, representava para eles o ponto de virada das trevas para luz, o “renascimento” do sol. Após o inverno a certeza de colheita era muito grande, então elas faziam festas, na Mesopotâmia, a celebração durava 12 dias. Já os gregos aproveitavam o solstício para cultuar Dionísio, o deus do vinho. Então no dia 25 de dezembro se comemorava o nascimento do deus sol.

Também nessa data existia o festival de saturnália, para homenagear saturno o deus da agricultura, que durava uma semana, começava no dia 17 até o dia 25 de dezembro.  O feriado era celebrado com um sacrifício no Templo de Saturno, no Fórum Romano, com um banquete público, seguido de troca de presentes em privado. Escravos eram considerados livres, O ponto inicial dessa comemoração eram os sacrifícios ao deus. Enquanto isso, dentro das casas, todos se felicitavam, comiam e trocavam presentes”, e os mais animados se entregavam a orgias dizem os historiadores. As casas eram enfeitadas.

A visão do natal na contextualidade moderna

Papal Noel: Essa imagem fictícia e comercial que existe hoje foi associada à pessoa de São Nicolau de Mira. Um bispo que ficou conhecido por sua caridade e afinidade com as crianças. Devido à sua imensa generosidade e aos milagres que lhe foram atribuídos.

Três moças da cidade de Myra (onde hoje fica a Turquia) estavam na pior. e as garotas só viam um jeito de sair da miséria: entrar para o ramo da prostituição. Foi então que, numa noite de inverno, um homem misterioso jogou um saquinho cheio de ouro pela janela (alguns dizem que foi pela chaminé) e sumiu. Na noite seguinte, atirou outro; depois, mais outro. Um para cada moça. Aí as meninas usaram o ouro como dotes de casamento – não dava para arranjar um bom marido na época sem pagar por isso. E viveram felizes para sempre, sem o fantasma de entrar para a vida, digamos, “profissional”. Tudo graças ao sujeito dos saquinhos. O nome dele? – Papai Noel.

Pelo costume de sempre presentear crianças no período natalino, a partir do século 12 freiras passaram a entregar presentes em nome de São Nicolau, essa pratica começou a se torna forte em toda Europa. Foi então que um professor da literatura grega de Nova Iorque, Clemente Clark Moore século 18, criou então a característica desse personagem fictício Papai Noel.

Enfeites natalinos Arvores de Natal: A historia diz que a criação da arvore de natal se caracterizou na Alemanha por Martinho Lutero, ao andar pela floresta de pinheiros, logo ficou fascinado com o céu estrelado sobre os pinheiros, decidiu enfeitar uma arvore em homenagem a Jesus, Sendo ele a Estrela maior.

  • Porém essa tradição de arvores, já vinha das festas dos saturnalias, onde eles colocavam mascaras sobre uma arvore.
  • As interpretações mais extremas de que as arvores representam um martírio, e as bolinhas como enfeites a cabeça dos apóstolos.
+ Natal: O menino nascido na manjedoura é a esperança do mundo caído!

O dia da celebração do nascimento de Jesus

A Bíblia não diz nada sobre o dia exato em que Jesus nasceu e por isso a comemoração do Natal não fazia parte das tradições cristãs no início.

  • Como o cristianismo já havia sido implantado em Roma, com o intuito de converter os pagãos para o cristianismo, os lideres religiosos associaram essa festa pagã a uma festa religiosa. Utilizaram do festival dos solstícios em adoração ao Sol, e associaram alusões e simbolismos a Cristo como “O sol da justiça” (Ml 4.2), a “Luz do mundo” (Jo 8.12).

“Associado ao deus-sol, Jesus assumiu a forma da luz que traria a salvação para a humanidade”, diz o historiador Pedro Paulo Funari, da Unicamp.

No ano 221 d.C., o historiador cristão Sexto Júlio Africano, foi o idealizador de colocar o nascimento de Jesus no dia 25 de dezembro. A igreja aceitou a proposta e, a partir do século 4, quando o cristianismo virou a religião oficial do Império. E aceita pelo papa Júlio I, sendo mais tarde oficializado como feriado.

O cristão pode comemorar o Natal?

Embora o natal tenha origem pagã, essas raízes hoje já estão tão distantes que morreram com a cultura passada e seus significados, atualmente, já não existem mais, como a cultura dos deuses ancestrais dos povos antigos.  O Natal hoje é uma data comemorativa que simboliza o nascimento de Jesus Cristo, e esta celebração acontece há mais de 1.600 anos no dia 25 de dezembro.

E vimos que pela historia, a origem dessa data se originalizou em uma homenagem ao “nascimento” do deus da pérsia chamado “Mitra”, que representava a luz, oficializado na civilização e cultura romana pelo imperador Aureliano século 2 d.C

E como o cristianismo já havia sido implantado em Roma, os líderes religiosos tiveram o intuito de converter os pagãos para o cristianismo, associando a celebração do nascimento de Cristo ao dia 25 de dezembro, mesmo período em que essas festas pagãs eram celebradas.

Então devemos celebrar o natal, porque é uma festa cristã de contra posição a festa pagã romana. Esse foi o intuito da dos lideres cristãos, de estabelecer uma festa religiosa para que todos fossem influenciados ao cristianismo. A quem não celebra o natal porque a data não correlaciona com a data verdadeira do nascimento de Cristo, e porque a bíblia não revela qual foi o dia. Em (Rm 14.5-6) Paulo diz que todos os dias são dias para adoração a Deus, não importa qual seja, o dia 25 embora não seja a data verídica do seu nascimento, é uma data que foi escolhida e conhecida mundialmente.

Devemos celebrar o natal, para falarmos do nascimento de Cristo, (Sua encarnação), embora a bíblia manda celebrarmos a sua morte e ressurreição (a Santa Ceia). Porém sem a encarnação de Cristo não haveria evangelho, todas as profecias do antigo testamento estão ligadas a encarnação de Cristo como o salvador, a doutrina da encarnação de Cristo é fundamental para o cristianismo e suas doutrinas. É por isso que nessa data é celebrado, pregado e anunciado o seu nascimento!


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