Número de divórcios cai no Estado do Espírito Santo

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Número de divórcios cai no Estado do Espírito Santo

Levantamento mostra que casos registrados nos cartórios do Estado este ano caíram em comparação à média dos últimos 4 anos

O número de divórcios no Estado caiu este ano em comparação com os últimos quatro anos, considerando a média anual. Em 2014, foram 884 casos de divórcio em janeiro. Em 2013, foi registrada uma média de 1.152 casos por mês. Já a média de 2012 foi de 1.151 casos; a de 2011 foi de 1.040 casais divorciados por mês; e 2010 apontou uma média de 909 casos mensais de divórcio.

Os dados são de um levantamento realizado pelo Sindicato dos Notários e Registradores do Espírito Santo (Sinoreg-ES). Se for considerar apenas o mês de janeiro, a queda nos casos de divórcios foi ainda maior nos últimos dois anos. Os 884 casos de casais divorciados de janeiro deste ano apontam uma queda comparando com o mesmo período do ano passado, quando foram registradas 1.069 separações. Em 2012, o mesmo mês registrou um total de 891 casais que colocaram um ponto final no casamento.

Segundo o presidente do Sino-reg-ES, Fernando Brandão Coelho Vieira, nos últimos anos houve um “boom” de casos de divórcio, mas a demanda foi se normalizando e agora o número de casos é menor. Ele explicou que antes era mais difícil para conseguir o divórcio.

Como o processo era burocrático e lento, as pessoas se separavam, mas não regularizam a situação perante a Justiça e permaneciam casadas no papel. Porém, a legislação sofreu mudanças e tornou o processo do divórcio mais fácil. “Antes existia uma demanda reprimida de pessoas querendo se divorciar, pois era um processo lento e burocrático. Com isso o número de casos era crescente, mas só passou a ser comprovado no papel após a mudança da legislação, quando passou a ser possível entrar com pedido de divórcio até nos cartório”, disse.

Justificativa

De acordo com a advogada Kelly Andrade, muitos casais estão adotando a união estável para selar a união entre os dois e acabam não oficializando o casamento perante o juiz, o que pode justificar a queda nos números, já que esse tipo de situação não entra na estatística do divórcio quando há separação. “Mais casos de união estável contribuem na redução do número de casos de divórcio”, disse.

Já a advogada Ivone Vilanova acredita que a estabilidade financeira que as famílias estão atingindo contribuiu. “Nas classes C e D, onde aconteciam muitas separações por conta de desemprego, a situação mudou. Eles permanecem empregados e casados”.

Número de divórcios cai no Estado do Espírito Santo

Casais buscam ajuda contra brigas

Com as dificuldades enfrentadas pelos casais no dia a dia, muitos têm buscado ajuda de especialistas para superar os conflitos dentro de casa e não chegar ao ponto de ter que colocar um fim na relação. Para os terapeutas familiares, essa tem sido uma saída inteligente encontrada por eles.

Segundo a terapeuta familiar Anna Eliza Simonetti, alguns casais escolhem o divórcio para resolverem os seus problemas. Mas ela disse que a crise pode ser benéfica para o casal, dependendo da forma como o casal lida com ela. “A crise não é tão ruim. Ela pode ser uma possibilidade de crescimento e amadurecimento. É uma oportunidade para o casal fazer mudanças necessárias. A crise denuncia pontos de conflitos que demonstram em que cada um precisa crescer e melhorar como ser humano”, alertou.

Anna Eliza disse que quando um casal consegue perceber que não está resolvendo sozinho os seus conflitos, é importante buscar ajuda. “O objetivo da terapia é proporcionar aprendizagens para o casal”, afirmou.

De acordo com a terapeuta familiar Débora Monteiro, o grau de tolerância entre os casais está baixo. “Os casais estão buscando ajuda para resolver problemas pequenos. É preciso ter jogo de cintura, tem que saber ouvir e ceder”, ponderou.

Já o terapeuta familiar Cláudio Miranda diz que o dialogo é a melhor forma de manter um casamento saudável. “O casal que tem disponibilidade interna para conversar sobre suas questões vive melhor, mas quando isso não é possível, buscar ajuda é uma boa saída.”

Fonte: Jornal A Tribuna

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