Novo patamar de telefonia 5G e a inclusão digital no Brasil
Segundo a Antel a tecnologia 5G será implantada no Brasil entre 2021 e 2022. | Foto: Pixabay

A nova tecnologia será fundamental para o funcionamento de robôs numa fábrica ou para máquinas de semeadura e distribuição de fertilizantes na agroindústria.

A expectativa no início do ano era de que o primeiro leilão das faixas de uso do espectro de ondas seria realizado em novembro próximo, mas há ceticismo em relação a essa data por parte, por exemplo, do senador Jean Paul Prates (PT-RN).

Um dos reforços ao ingresso do país na quinta geração da telefonia foi dado pelo ministro das Comunicações, Fábio Faria, em seu discurso de posse no dia 17 de junho. Ele relacionou o 5G à “inclusão digital”, lembrando os efeitos do isolamento social provocado pela Covid-19.

É uma questão de sobrevivência para a economia brasileira. Não adotá-lo poderá significar perder mercado para as exportações e incorrer em outros atrasos — observa o consultor legislativo do Senado Rodrigo Abdalla, engenheiro elétrico de formação e que vem de um período de quatro anos na assessoria do Conselho Diretor da Anatel.

De acordo com Abdalla, a indústria, por exemplo, precisará do 5G se quiser elevar sua produtividade, obter ganhos de escala e reduzir custos. A nova tecnologia será fundamental para o funcionamento de robôs numa fábrica ou para máquinas de semeadura e distribuição de fertilizantes na agroindústria.

Mas a alta confiabilidade das transmissões de dados em 5G alcançará campos até agora pouco explorados. Um deles, que ficou mais em evidência por causa do novo coronavírus, é a telemedicina. Equipes de cirurgiões terão de contar com redes altamente confiáveis e que deem respostas rápidas, na casa de milésimos de segundos, para executarem operações delicadas e inclusive evitar riscos a seus pacientes.

As estradas e rodovias têm uma cobertura muito precária hoje. Isso também vai ter de mudar — diz o consultor. Aplicações como o controle de equipamentos de trânsito, carros autônomos, computadores, guindastes portuários e fornos elétricos caseiros estão abrigadas sob o rótulo da ‘internet das coisas’, em inglês IOT (internet of things). O número de dispositivos que poderão ser gerenciados por meio dos sinais do 5G é incalculável.

A comunicação, que já está em uso na China, em países da Europa e algumas cidades norte-americanas, é do tipo multiconectiva. As máquinas conversam com seus gestores, mas também conversam entre si (M2M – Machine to Machine), numa versão hipermoderna dos antigos apólogos, embora costurando narrativas curtas, fragmentadas, prenhes de objetividade e, ao fim, sem nenhuma lição de moral.

Sempre dentro do voo da comunicação sem fio, o passo seguinte, 6G, vai se apoiar em inteligência artificial, com máquinas decidindo o que fazer em relação a outras máquinas, mas essa é uma história na qual o Brasil vai demorar um pouco a entrar, conforme Abdalla. Na visão dele, mesmo em relação ao 5G, o nível de investimentos é tão alto que “não dá para correr muito rápido”. As estimativas desses investimentos variam de R$ 20 bilhões a R$ 35 bilhões.


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