Norte-coreana arrisca sua vida e viaja para ser batizada
A Coreia do Norte permanece pelo 19º ano consecutivo como o país número um em perseguição aos cristãos.

A coreana Bon-Hwa* sabia que a decisão de se batizar poderia levá-la até mesmo à pena de morte pela ditadura norte-coreana, mas isso não a intimidou.

Uma jovem norte-coreana arriscou sua vida viajando por horas para ser batizada. Ela sabia que corria riscos pois o batismo é um ato ilegal na Coreia do Norte, mas mesmo assim não desistiu. Ela esperou dois anos até esse momento.

” – Você acredita que Jesus é o Salvador da sua vida?

– Sim

– Você acredita que somente através do sangue de Jesus você pode entrar no céu após a morte?”

– Sim

– Você aceita que é pecadora e só pode ser salva pelo nome de Jesus?

– Sim”.

Para Bon-Hwa, a importância desse momento que ela havia esperado por tanto tempo era mais do que a jovem podia imaginar. Ela não suportou e rompeu em lágrimas.

Projeto para mulheres

Há dois anos, Bon-Hwa participou de sua primeira reunião secreta do projeto ‘Women to Women’ da Missão Portas Abertas, organizada especificamente para mulheres norte-coreanas que escaparam de seu país para uma vida melhor e agora vivem ilegalmente na China.

Mulheres norte-coreanas como Bon-Hwa são frequentemente capturadas por traficantes de pessoas e vendidas para prostituição ou casamentos com chineses.

Ajudar refugiados norte-coreanos é proibido na China e considerado um crime sujeito a punições pesadas. Os parceiros do ministério Portas Abertas assumem esse enorme risco de cuidar de uma série de casas seguras para os cristãos norte-coreanos, além de apoiar mulheres que são forçadas a se casar.

Bon-Hwa conheceu Jesus nesta reunião secreta e logo estava implorando para ser batizada. As outras mulheres em seu grupo eram crentes há mais tempo que ela e já haviam sido batizadas.

Ela queria tanto ser batizada que não podia esperar mais”, disse o pastor parceiro da Portas Abertas que a batizou.

Momento ímpar

Normalmente, batizar norte-coreanos é ilegal e arriscado. Exige algum planejamento. Como eles não conseguiram batizar Bon-Hwa na cidade onde ela vivia, com medo de serem capturados e repatriados de volta à Coréia do Norte, as três pessoas envolvidas – Bon Hwa, o pastor e a líder do grupo – viajaram separadamente para uma casa segura da Portas Abertas em uma área remota.

“Demorou muitas horas para chegar ao local”, disse um pastor parceiro da Portas Abertas.

Ele descreve o batismo de Bon-Hwa como um “momento sagrado”. Vestido com um terno preto com gola branca, ele abriu a pequena cerimônia com uma oração e depois batizou a jovem “em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”.

Juntos na minúscula sala de estar, os três crentes se levantaram e recitaram o Credo Apostólico: “Eu creio em Deus Pai, criador do céu e da terra e em Jesus Cristo, nosso Senhor…”.

Não havia fotos, certificado de batismo, nem outras ovelhas celebrando, porque isso seria muito arriscado. Mas naquele lugar minúsculo, no meio do nada, três cristãos estavam em solo sagrado.

“Eu tive que me conter e me concentrar nos passos da cerimônia”, disse o pastor. “Ou então, eu mesmo teria chorado muito e muito alto. Foi um momento tão bonito e um privilégio batizar uma crente norte-coreana nessas circunstâncias”.

Desde seu batismo, Bon-Hwa agora pode recitar todo o Salmo 119, Romanos 8 e outros capítulos da Bíblia. Ela tem plena consciência de que pode ser presa a qualquer dia, mas segue com fé em Jesus.

*Nome fictício adotado por razões de segurança.
Com informações do Guiame

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