Nem todos somos Charlie Hebdo

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Nem todos somos Charlie Hebdo
“Eu não sou Charlie”

Por Robson Aguiar

Estive ausente por alguns dias e onde estava não tinha acesso à internet, mas, pude acompanhar o triste episódio em que 17 pessoas morreram na França, vítimas de ataques terroristas.

Já adianto que repudio o terrorismo em todas as suas dimensões, desde a simples ameaça até a prática do terror.

Mas, é preciso refletir sobre o que aconteceu na França, e o que levou os irmãos Cherif e Said Kouachi a praticarem tal atrocidade. Sabemos que o terrorismo é uma arma usada já há muito tempo por grupos radicais islâmicos que querem impor sua religião através da força, acreditando que Maomé (seu profeta) lhes deixou esse legado e que Deus (Alá) está com eles.

Nós temos uma visão diferente, ensinamos que no cristianismo o amor é mais importante e não há espaço para intolerância e nem violência, entretanto, nem sempre foi assim, pois, no passado um grande número de cristãos cometeram crimes contra humanidade em suas cruzadas e inquisições.

O que nos chama atenção, é que as motivações do passado para as barbáries de cristãos eram bem menos grave do que as que os radicais islâmicos cometeram lá na França, pois em nome da liberdade de expressão, os cartunistas do jornal Charlie Hebdo, ofenderam de forma gratuita não só a religião islâmica, mas, também outras religiões como o cristianismo.

Será que temos que ridicularizar deuses e objetos de culto das religiões para demonstrarmos nossa liberdade? Não há um exagero daqueles que em busca da fama , da notoriedade e do dinheiro, humilham, ofendem, denigrem a religião dos seus semelhantes?

Aqui no Brasil, temos um ator que diz que já foi ameaçado por fazer piada denegrindo toda a Polícia Militar do Rio de Janeiro, isso fez, em nome do humor. Esse mesmo ator tem um programa na TV fechada e no youtube, onde seu tema principal é mexer com as religiões dos brasileiros.

Será que ele está certo? Quando um pastor da Igreja Universal chutou uma estátua que era objeto de culto de outra igreja, ele foi fortemente criticado pela Rede Globo e outras emissoras, o pastor sofreu punições por conta do ato e já não pertence mais ao quadro de pastores daquela igreja, no entanto, hoje, as feministas estão nuas nas ruas introduzindo em suas genitálias não apenas estátuas, mas, até crucifixo, e as autoridades não se manifestam.

Nem todos somos Charlie Hebdo
Charges de Charlie Hebdo (Reprodução)

O que quero dizer é que Nem todos somos Charlie Hebdo, que nem todos nós saímos por ai ofendendo a religião dos outros. O que aconteceu na França foi terrorismo sim, mas, gerado pelo escárnio de jornalistas e chargistas que não conhecem o limite da provocação.

Está na hora dessas pessoas pesarem na balança se estão no caminho certo, e não confundirem humor com escárnio, com depravação, com ofensa.

Os terroristas tinham uma motivação para matar, pois, depois de atirarem gritavam “vingamos Maomé o nosso profeta!” Agora, pergunto: você tem motivação para morrer?

Você pode criticar, se opor, dizer não, mas, o faça de maneira respeitosa e não desprezando os contrários como se lixo fossem, pois, o resultado poderá ser a vingança dos escarnecidos.

Robson Aguiar

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