Motorista de Aplicativo propõe medidas de segurança
Motoristas querem maior integração com a Secretaria de Segurança / Foto: Ellen Campanharo

Protocolos de atuação em ocorrências e refinamento de áreas de risco na Grande Vitória estão entre as sugestões apresentadas em reunião da CPI dos Crimes Cibernéticos

Por Larissa Lacerda

Medidas de segurança para motoristas de aplicativos na Grande Vitória continuam na pauta de debate da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Crimes Cibernéticos. O colegiado reuniu representantes das plataformas Uber e 99Pop, da Associação dos Motoristas de Aplicativo do Espírito Santo (Amapes), da Polícia Civil e da Polícia Militar. Durante a reunião, realizada terça-feira (15), os convidados apontaram a necessidade de integração entre as empresas e os órgãos de segurança pública para troca de demandas e informações de maneira mais ágil e eficiente.

O diretor de relações institucionais da 99, Paulo Massi, sugeriu mais diálogo com a Secretaria de Estado de Segurança, o estabelecimento de protocolos de atuação em ocorrências e refinamento das áreas de risco na Região Metropolitana para criação de um mapa padrão.

“É interessante criar possibilidades de diálogos para troca de experiência, definição de protocolo para prevenção e também durante as ocorrências, para que possamos apoiar a investigação pela Polícia Civil. Procedimentos que possam trazer mais segurança para os nossos motoristas parceiros e usuários em geral”, apontou.

O gerente de Políticas Públicas da Uber, Pedro Santos, também salientou a necessidade de diálogo e integração com os órgãos públicos de segurança. “Sempre encontramos dificuldade na integração. E é muito importante para a empresa poder estar hoje em um ambiente para tratar esse nó. Temos cartilha de segurança que explica para os agentes de segurança pública como solicitar dados da Uber, solicitar dados dos motoristas e passageiros, por exemplo. E buscamos essa integração justamente para aprimorar nossos mecanismos e essa relação”, afirmou.

Entre as sugestões apresentadas pelo comandante da Polícia Ostensiva Metropolitana (CPOM), coronel Márcio Eugênio Sartório, estão treinamento e capacitação dos motoristas e também a possibilidade de criar medidas de identificação visual dos veículos de transporte por aplicativo para facilitar a abordagem do veículo pela PM.

“O número de assaltos a táxis diminuiu consideravelmente de 2018 pra cá, porque, por serem veículos com identificação, conseguimos fazer um mapeamento de abordagem específica. Se os carros de aplicativos também utilizassem identificação ajudaria nesse sentido. Além disso, seria interessante que os motoristas tenham acesso a cursos de treinamento com informações sobre segurança, prevenção, entre outros ensinamentos para que estejam mais bem capacitados”, sugeriu o coronel.

Já o investigador Hércules Aranda, que atua na Delegacia de Repressão aos Crimes Eletrônicos (DRCE), sugeriu a padronização das informações por parte das empresas. “Para facilitar e agilizar o trâmite burocrático entre polícia e empresa, sugiro uma padronização, via portal, uma forma facilitada de acessar os dados dos usuários e motoristas”, pontuou.

O investigador também propôs que as empresas passem a solicitar a verificação de e-mail dos usuários e também a captar o número do IMEI dos motoristas, sigla em inglês que significa em tradução livre Identificação Internacional de Equipamento Móvel.  O código funciona como um documento de identidade do celular.

Os deputados da CPI pretendem continuar os debates sobre segurança de motoristas de aplicativos. Para a próxima reunião, o colegiado vai convidar funcionários das empresas de aplicativos especializados em segurança e tecnologia. Também devem ser convidados representantes da Delegacia de Repressão aos Crimes Eletrônicos, da Delegacia de Trânsito e do CPOM.

O presidente da CPI, deputado Vandinho Leite (PSDB), falou sobre a expectativa dos próximos trabalhos. “Vamos ter um desdobramento na próxima reunião com as áreas de segurança e tecnologia dessas empresas com as forças de segurança para que possamos avançar no compartilhamento de informações, protocolos de atendimento, entre outros pontos importantes. O objetivo é aproximar as empresas da segurança pública do Estado trazendo melhoria para os motoristas de aplicativos e passageiros”, concluiu.

Fonte: Ales
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