MMA e o crente

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MMA

Por Robson Aguiar

Desde criança, tenho simpatia por arte marcial. Quando me converti, acabei me afastando, até porque praticava capoeira, e a ligação dessa arte com o candomblé era muito forte. Outras artes marciais, como karatê e Taekendo também tem ligações com a religião pagã oriental.

Quando me tornei policial, ainda na escola, acabei sendo obrigado a praticar arte marcial novamente, pois era matéria do curso. Após dez anos de serviço, depois de fazer curso de defesa pessoal e combate com faca, resolvi voltar a treinar e hoje treino Jiu jitsu.

Essa arte marcial tem me ajudado muito no meu serviço, pois evita o uso da arma letal. Também tenho ajudado muito meus companheiros de farda, passando para eles algumas dicas de imobilização e condução.

Dou esse testemunho, para relatar que nem tudo na arte marcial é violência. Na verdade o propósito maior deve ser de defesa e não de ataque. Os neo gladiadores, estão demonstrando no octógono a luta em sua plenitude, apesar do sangue, aqueles homens são preparados para estarem ali, mesmo quando desmaiam, o que é comum no jiu jitsu.

Há todo um cuidado para evitar que aconteçam acidentes, médicos e UTI estão prontos para darem assistência. Apesar das fortes imagens, o atleta tem controle de suas ações e sabe até onde pode ir. Além do mais o árbitro está lá para preservar a inegridade física do lutador.

Mas, será que existe base bíblica para treinar arte marcial, observemos o texto que se segue “E estavam ali os três filhos de Zeruia, Joabe, Abisai, e Asael; e Asael era ligeiro de pés, como as gazelas do campo” (2 Samuel 2:18).

Claro que ligeiro de pés, é figura de linguagem, mas, vemos ai homens que tem preparo para batalha, e ganharam destaque em Israel. Então, eu diria que nas Forças Armadas, bem como nas policias e outras áreas de segurança, a arte marcial é muito bem vinda.

Por outro lado, além da segurança que fornece ao praticante, outro beneficio é o do preparo físico, pois, faz parte do treinamento.

Só recomendo, que se tenha cuidado com o lado espiritual que as vezes o mestre ou professor quer passar para os alunos. É preciso ter cuidado, principalmente com a filosofia da arte. Às vezes a yoga é introduzida como parte do treinamento, mas, quem é cristão, deve procurar uma academia que não exija tal prática.

O outro lado que pode ser abordado, e de fato já foi pela irmã Rô, em seu Blog, é do testemunho do lutador, ou praticante da arte. A exemplo disso Victor Belford, vem dando testemunho nesse esporte há muito tempo e o nome do Senhor tem sido glorificado por meio desse atleta.

Finalizando, Em qualquer outra arte marcial, existem acidentes, mesmo em torneios olímpicos, então não vejo sustentação bíblica de que um cristão não possa figurar entre os que praticam artes marciais, tal como MMA.

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