Minha crônica sobre o filme “A Caminho da Fé”
Chiwetelu Ejiofor interpreta o pastor Carlton Pearson em “A Caminho da Fé” | Foto: Divulgação

O bispo Pearson fica confuso e começa a questionar Deus pelo fato de milhares de pessoas estarem condenadas ao inferno por morrerem sem ouvir o evangelho.

Robson Aguiar

Carlton Pearson foi um pastor pentecostal norte americano com formação teológica na Faculdade Oral Robert. Nos anos 90 conseguiu erguer um grande Ministério. Liderava a Higher Dimensions Igreja Família, que foi uma das maiores igrejas em Tulsa, Oklahoma.

Sua igreja reunia um bom número de membros negros e brancos (na época em que o racismo ainda era forte nos EUA). O filme “A CAMINHO DA FÉ” mostra um pouco de sua história.

Podemos ver que em dado momento de sua vida, o bispo Pearson fica confuso e começa a questionar Deus pelo fato de milhares de pessoas estarem condenadas ao inferno por morrerem sem ouvir o evangelho.

Apropriando-se de alguns textos bíblicos isolados como 1Jo 2.1-2; 1Tm 2.4 e afirmando que Deus falou com ele, o bispo passa a pregar que todos os homens estão salvos (Mensagem Universalista). Com isso ele nega também de forma indireta o próprio inferno.

Os textos de Romanos 10.9; Atos 3.19; Daniel 12.1-2; e Apocalipse 20.15 foram ignorados pelo reverendo. A partir daí boa parte dos membros vão embora da igreja até o reverendo ficar sem público.

Querendo ser mais misericordioso do que Deus o líder religioso quando inquirido pelo conselho de bispos comparou a justiça dos homens com a de Deus…

“Se os homens não querem que ninguém vá para o inferno, por que Deus iria querer?”

Mas vejam o que diz a Bíblia sobre nossa justiça: Nossas justiças são como o trapo da imundícia (Pano que enrolava as feridas do leproso) – Isaías 64:6.

Para finalizar, sem querer ser prolixo, outra questão levantada no filme é sobre o homossexualismo. Um jovem músicos da igreja vive um drama por ser gay e ouvir que a Bíblia condena a prática homossexual.

O bispo sabe da angustia do rapaz que tem medo de ir para o inferno e o consola afirmando que Deus o salvará mesmo assim.

O humanismo e a mensagem de inclusão passam a ser o novo tema e bandeira do pastor que começa a ser convidado para pregar em igrejas liberais e “inclusivas”

Assistindo o filme me lembrei de três religiosos de nossa época: Hermes Fernandes, Caio Fábio e Ricardo Gondim.

A película está disponível na NETFLIX.

R.A


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2 COMENTÁRIOS

  1. Você poderia ter ido mais profundamente em sua análise… existe um comentário muito interessante na Bíblia Evangelismo em Ação: “Deus me criou assim, um homossexual, portanto ele não quer que eu mude”. Versa sobre eles acharem que não tem escolha, mas é interessante que o comentarista diz que Deus não criou uma pessoa para ser adúltera, alcoólatra ou viciado em droga essa é uma opção exclusiva da pessoa. De qualquer forma, parabéns pela introdução ao que será um bom debate em algum momento.

  2. Deus é muito claro em sua palavra, não vejo dificuldade em entender que imoralidade é pecado, e leva pro Hades. O problema , a dificuldade está nas mentes pecaminosas de pessoas que não conseguem compreender que Deus condena o pecado, e ama o pecador, para que ele se arrependa e deixe o pecado. Enquanto a pessoa viver neste mundo tem a oportunidade de pedir forças a Deus e deixar a imoralidade, por que depois da morte física vem o juízo, alias este é o sentido da vida, sermos LAPIDADOS para entrar no céu.
    Deus é SANTO, SANTO e, SANTO! E para entrar na céu e morar com Ele um dia, é preciso ser SANTO!(Separado do pecado). Ninguém nasce homossexual, ninguém nasce pedófilo, ninguém nasce lésbica, ninguém nasce ladrão, ninguém nasce viciado em drogas… isso é oriundo da PROMISCUIDADE através da sujeira impetrada pela pornografia hodierna e tão divulgada. A imoralidade pode ser combatida, mas é preciso se CONVERTER. Fiquem na paz. Uma abraço a todos.

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