Michelle Bolsonaro, a discreta primeira-dama do Brasil

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Michelle Bolsonaro, a discreta primeira-dama do Brasil
Michelle Bolsonaro ao lado do marido e do vice-presidente Hamilton Mourão. (Foto: Eraldo Peres /AP)

Evangélica, Michelle realiza trabalhos voluntários na igreja, principalmente de educação à comunidade surda.

Michelle Bolsonaro (38) mostrou que não tem medo dos holofotes. Em um gesto inédito na história das posses presidenciais recentes do país, a mulher de Jair Bolsonaro discursou no parlatório do Palácio do Planalto antes do marido durante a cerimônia de posse presidencial, nesta terça-feira, 1º de janeiro de 2019.

A primeira-dama do Brasil se manifestou em libras – a língua de sinais para surdos -, público para qual ela faz trabalho voluntário, e agradeceu a todos que demonstraram apoio nos dias em que o marido ficou internado após o atentado a faca em Juiz de Fora (MG), em setembro do ano passado. A fala da primeira-dama foi a surpresa de uma posse que, em geral, seguiu o roteiro.

A performance desenvolta diante da multidão chamou a atenção para o papel de Michelle no Governo do marido.

Evangélica, Michelle realiza trabalhos voluntários na igreja, principalmente de educação à comunidade surda. É com esse público, aliás, que costuma ter maior proximidade nos cultos de domingo da Igreja Batista Atitude, no Recreio, na zona oeste do Rio de Janeiro, para onde vai duas vezes por semana, sempre acompanhada de seguranças. A mulher do capitão da reserva, que atua como intérprete, aprendeu o alfabeto em libras com um tio surdo e, depois, seguiu estudando por conta própria pela internet. A linguagem que se tornou obrigatória nos principais discursos de Bolsonaro na campanha e até nas lives do Facebook entraria para a história das posses brasileiras.

Antes da Igreja Batista Atitude, a primeira-dama frequentou por muitos anos a Assembleia de Deus Vitória em Cristo, também na Barra, que tem como pastor Silas Malafaia. Foi ele quem celebrou a união religiosa dela com Bolsonaro, em 2013. “Ela é uma menina que gosta de servir. Na minha igreja, pegava cesta básica, achava coisas para bazar. Mas não é boba: sabe se expressar e construir relacionamentos”, disse o pastor Malafaia, em entrevista à Folha de S. Paulo. “Ela não carrega maquiagem e não é sofisticada, mas nem precisa. Michele tem uma beleza natural”, completou o pastor.

De origem humilde, Michelle nasceu em Ceilândia, perto de Brasília, e é filha de Maria das Graças Firmo Ferreira e do cearense Vicente de Paulo Reinaldo, motorista de ônibus, conhecido como “Paulo Negão”. A primeira dama tem fama de rígida na educação.

Avessa, até agora, aos holofotes, Michele acompanhou de longe a campanha do marido, aparecendo publicamente em eventos e atos de campanha somente na reta final da corrida presidencial. Após a vitória de Bolsonaro, no entanto, ela já havia começado uma fase de maior exposição.

No final do ano passado, Michelle chamou a atenção também ao usar uma camiseta com a frase “se começar nesse tom comigo, a gente vai ter problema”, bronca dada pela juíza Gabriela Hardt ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante depoimento sobre o sítio de Atibaia.

Enquanto se desenha o lugar de Michelle no Governo, a imprensa tenta apreender qual será a relação da primeira-dama com as redes sociais, o local preferido pelo marido e família para comunicar com os eleitores. Atualmente, Michelle tem um perfil de Instagram privado e dezenas de perfis fakes em outras plataformas digitais.

Com informações de ElPaís

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