Meriam Ibrahim é acusada de falsificar documentos

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A sudanesa foi acusada de falsificar documentos para deixar o país, disse seu advogado à BBC. Meriam foi detida na terça-feira (24), um dia após um tribunal tê-la libertado, anulando a pena de morte imposta por ela ter renunciado ao islã.

Meriam Ibrahim é acusada de falsificar documentos

Meriam Ibrahim portava documentos de viagem de emergência emitidos pelo Sudão do Sul quando foi detida no aeroporto de Cartum, no Sudão, ao tentar embarcar com sua família para os Estados Unidos.

A embaixada do Sudão do Sul em Cartum disse que os documentos de viagem são verdadeiros. O marido dela, Daniel Wani, é cristão de origem do Sudão do Sul e cidadão americano.

Os EUA disseram estar trabalhando para a libertação de Meriam.

O advogado dela, Elsherif Ali, disse à BBC que a Autoridade Nacional de Segurança e Inteligência do Sudão havia apresentado uma denúncia contra Meriam por falsificação de documentos. Segundo ele, ela estaria detida em uma delegacia de Cartum.

Acredita-se que marido e os dois filhos estejam na Embaixada, informou o correspondente da BBC Mohamed Osman, em Cartum. Eles haviam sido detidos no aeroporto com Meriam, mas foram liberados.

Com a agência de inteligência do Sudão envolvida no caso, uma solução deverá ser mais difícil e complicada, disse o correspondente da BBC.

Mais cedo, uma autoridade do Ministério de Relações Exteriores sudanês disse que Meriam era sudanesa e que não deveria usar um documento de viagem emitido por outro país, com um visto americano. Deverá ser exigido que Meriam solicite um passaporte e um visto de saída para sua libertação.

Grupos de direitos humanos acusam o governo sudanês de repressão.

Fonte: Portas Abertas

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