Mauritânia e a perseguição aos cristãos
Os cristãos constituem apenas uma fração muito pequena da população. (Foto: Portas Abertas)

Na Mauritânia, por conta de tradições culturais e étnicas, mulheres e homens cristãos enfrentam desafios relacionados a casamento e trabalho.

A Mauritânia é completamente dominada pelo islamismo. A influência e proeminência de versões mais austeras e intolerantes do islã tornaram-se cada vez mais visíveis. A atividade e ajuda de países árabes da região do Golfo têm sido significativas neste processo. Os cristãos constituem apenas uma fração muito pequena da população.

A média de pressão aos cristãos permanece muito alta, passando de 11,4, referente ao ano anterior, para 13,3. O motivo para isso é o aumento da pressão em todas as esferas da vida. Destaca-se o enrijecimento das leis de blasfêmia e apostasia. Além do acesso a mais informações sobre a condição dos cristãos no país.

Embora os níveis de pressão sejam muito altos ou extremos, a pior situação está na vida privada e família. Isso reflete a enorme pressão com que os convertidos precisam lidar. Na cultura tribal da Mauritânia, deixar o islamismo não é apenas uma traição religiosa, mas também à tribo e família.

É compreensível que em tal cultura não haja espaço para alguém ser batizado ou ter um casamento ou funeral cristão. A pontuação para violência foi de zero para 0,5. Entretanto, essa pontuação baixa pode ser ainda devido à falta de relatos de incidentes no país.

Como mulheres e homens cristãos enfrentam a perseguição

Por causa da sociedade tribal, mulheres estão sujeitas a autoridade de seus pais e maridos. Deixar o islamismo significa desrespeitá-los e trazer vergonha à honra da família. Isso resulta em severas consequências, já que a maioria das meninas e mulheres são totalmente dependentes financeiramente das famílias.

Em geral, mulheres podem facilmente receber o divórcio e a poligamia ainda é praticada. Mulheres convertidas que são divorciadas acabam sem meios de sobreviver.

A maioria das mulheres não tem escolha quanto ao casamento. Mulheres convertidas não casadas podem ser forçadas a se casar com homens muçulmanos. Justamente para mantê-las sob a influência da vida familiar islâmica, além de enfrentar abuso sexual e assédio.

Os homens também enfrentam situações desfavoráveis. O governo da Mauritânia segue uma tendência, nos últimos anos, de excluir africanos étnicos do trabalho. Além de forçar trabalhadores imigrantes a pagarem grandes taxas para se manterem no país.

Caso essa situação não seja revertida, muitos cristãos africanos subsaarianos serão forçados a fugir ou viver vidas muito difíceis.

Essa é uma questão de direitos humanos e raciais que se espalha pelo país e atinge também os cristãos. Já que muitos deles são étnicos e não descendentes de árabes.

Homens convertidos trazem vergonha sobre suas famílias e podem ser excluídos, perdendo todo o respeito e status na sociedade. Eles também podem enfrentar abuso físico.

Ore pela Igreja Perseguida na Mauritânia

Ore para que a igreja na Mauritânia cresça em maturidade e que os cristãos coloquem sua confiança somente no Senhor. Peça pela vida dos cristãos analfabetos, a maioria mulheres, pois elas buscam a Deus com acesso limitado às Escrituras. Clame por iniciativas de negócios que não ajudem apenas financeiramente os cristãos, mas também busquem discipulá-los. Assim serão ajudados a crescerem espiritualmente através do trabalho.

Adaptado com informações da Portas Abertas
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