Massacre da Praça da Paz Celestial

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CSW convoca Governo Chinês a respeitar os direitos de seus cidadãos no Aniversário do massacre da Praça da Paz Celestial

Massacre da Praça da Paz CelestialFamosa imagem que percorreu todo o mundo: Manifestante anônimo e fila de tanques em protestos na Praça da Paz Celestial, em 4 de junho de 1989.

No vigésimo quinto aniversário do massacre da Praça da Paz Celestial, a CSW convoca o governo chinês a respeitar os direitos de seus cidadãos e permitir que os defensores dos direitos humanos possam realizar suas atividades sem represálias.

Em 4 de junho de 1989, a repressão brutal do governo aos protestos democráticos de grupos estudantis de Pequim demonstrou como os líderes poderiam ir longe para eliminar qualquer um que fosse considerado ameaça à sua autoridade, mesmo se isso violasse os direitos humanos de seus cidadãos. Mesmo agora em 2014, violações contra o direito de liberdade de religião ou crença ainda ocorrem, e aqueles que defendem os direitos de outros enfrentam detenção arbitrária, aprisionamento, intimidação e tortura.

Nos últimos dias, advogados de direitos humanos chineses, ativistas e artistas foram detidos e desapareceram por ofensas tão pequenas quanto o simples fato de comentar o que aconteceu naquele 4 de junho de 1989. Os que foram liberados receberam um alerta para não participar de qualquer tipo de atividade que relembre o evento.

Simultaneamente à repressão da liberdade de expressão, os dois últimos meses têm sido um momento de demolições forçadas de igrejas e símbolos religiosos em Zhejiang. Dezenas de igrejas tiveram partes da sua estrutura removidas ou demolidas na Província de Zhejiang, enquanto outras sofreram ameaça. As igrejas afetadas eram tanto Católicas quanto Protestantes, registradas e não registradas. Algumas tiveram sua fachada retirada, enquanto outras foram totalmente demolidas; quase todas tiveram ordem para retirar símbolos religiosos, na maioria das vezes, a cruz.

Aqueles que defendem os direitos de outros, incluindo o direito à liberdade de religião ou crença, geralmente enfrentam severas represálias. O advogado de direitos cristão Gao Zhisheng, conhecido por seu trabalho defendendo vítimas de violações de liberdade religiosa e outros grupos sociais vulneráveis, continua na prisão após desaparecer em abril de 2010. Desde janeiro de 2013, ninguém pode visitá-lo ou manter contato com ele. Sua família está profundamente preocupada com sua saúde e segurança pessoal.

O Diretor Executivo da CSW, Mervyn Thomas, disse: “No aniversário da tragédia da Praça da Paz Celestial, pedimos ao governo chinês que respeite integralmente os direitos de seus cidadãos, inclusive o direito de liberdade de religião ou crença, e permita que advogados e ativistas possam defender o direito de outros. Nós também pedimos ao governo que encerre o silêncio imposto sobre o assunto de 4 de junho e permita aos parentes das vítimas falar publicamente, além de conduzir uma completa e imparcial investigação dos acontecimentos de junho de 1989”.

Fonte: Assessoria de Imprensa – ANAJURE

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