Marco Feliciano: ‘Vou torcer contra a Seleção’

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“A única forma de tirar o PT do poder é com o fracasso na Copa”

Marco Feliciano: ‘Vou torcer contra a Seleção’

"Eu amo o Brasil, amo meu País, mas vou torcer para a Seleção perder. Porque assim o povo vai acordar e perceber os bilhões que foram jogados fora pelo governo do PT".

Em Vitória-ES, o jornal A Tribuna, na edição desta segunda-feira (10/03), publicou uma entrevista com o pastor e deputado federal Marco Feliciano, que falou sobre seu trabalho, eleição e planos. Seara News reproduz fielmente o texto da matéria feita por Felipe Izar, onde o deputado esclarece o motivo de torcer contra a Seleção Brasileira na Copa do Mundo.

O deputado disse que a única forma de tirar o PT do poder é com o fracasso na Copa. Ele também falou que é perseguido por gays.

O pastor e deputado federal Marco Feliciano (PSC) ficou por quase um ano à frente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara Federal. No comando, criou polêmica e bateu o pé contra a união gay, liberação da maconha e o aborto.

Marco Feliciano: ‘Vou torcer contra a Seleção’Disse ter sido perseguido pelo movimento de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais, e transgêneros (LGBT), mas ter resistido. “Nem eles conseguiram me derrubar. Sofri muito, mas fiquei firme, mesmo sem poder sair  às ruas com medo da minha família ser alvo de violência”.

Hoje, o deputado afirma que sua participação no Congresso fez a comunidade evangélica ganhar consciência política. “O que representa um brinde aos valores da família tradicional”, frisou.

Disse ainda rejeitar Dilma e o PT e que a única forma de o pais acordar é ser derrotado na Copa do Mundo. Vai tentar reeleição à Câmara Federal neste ano, mas já vislumbra concorrer à presidência do país em 2018.

Leia a entrevista na íntegra:

O que representou para os evangélicos sua passagem pela Comissão de Direitos Humanos?

Eu bati o pé. Representei, como havia prometido, a ideologia cristã. Lutei contra projetos fabricados por deputados da esquerda, que ferem a família tradicional. É isso. Fui eleito por 211.855 eleitores e os representei muito bem.

Como agiu logo que foi eleito para o cargo?

Tomei posse (como deputado) no dia 2 de fevereiro de 2011. No dia 3, eu coloquei minha equipe para sondar todos os projetos que feriam a liberdade de expressão da Igreja.
Resultado: eu me tornei, talvez, o maior inimigo dos grupos que militam contra nós, como o LGBT. Mas olha, nem o LGBT me derrubou. Eles são radicais mas não têm maioria nacional.

O senhor disse que foi perseguido pelo movimento. Ainda é?

Sim. O grupo LGBT me persegue em todo lugar que vou.

E no Congresso, o que enfrentou?

Em dois anos e meio eu fui para o enfrentamento contra o aborto.
Eu me juntei à Igreja Católica, por exemplo, e pedi o impeachment do ministro Marco Aurélio Melo em 2012, quando deputados alegaram que o ministro teria emitido juízo de valor em entrevistas, sobre o aborto de fetos anencéfalos e, com isso, supostamente ter antecipado o seu voto em julgamento.

Qual foi a principal consequência do trabalho do senhor?

Foi tudo muito bom para meu partido. No início, quando a indicação para a Comissão caiu no PSC, todo mundo surtou. Sabiam que eu era um guerreiro.

Que não era pacato, que eu não iria à Brasília para fazer jogo de cena. Hoje, vamos ter um candidato à presidência pela minha luta, pela minha firmeza. E ele é o pastor Everaldo (Pereira).

Além disso, dei consciência política ao povo evangélico e fiz a própria Igreja começar a se manifestar mais nesse cenário, como faz o pastor Silas Malafaia.

Se o pastor Everaldo não for ao segundo turno, vai apoiar Marina e Eduardo Campos?

Bom, a única coisa que sei é que vou lutar contra o PT. Afinal, nós não temos oposição. Não temos direita. Precisamos de políticos que realmente defendam sua bandeira.
A Dilma poderia ter sofrido impeachment há dois meses. Ela emprestou R$ 1 bilhão para Cuba e o que sai do cofre publico deve passar pelo Senado.
Isso não aconteceu. Repito, não temos oposição, mas sim quem chuta com os dois pés. E eu também culpo os políticos evangélicos anteriores que estavam lá, mas não lutavam por nossa causa.

O senhor acredita em uma derrota da presidente Dilma Rousseff?

Olha, se o Brasil perder a Copa, talvez seja a única chance de derrubar o governo.
Eu amo o Brasil, amo meu País, mas vou torcer para a Seleção perder. Porque assim o povo vai acordar e perceber os bilhões que foram jogados fora pelo governo do PT.
Gente, não sei como um político pode ter a coragem de apoiar o PT. Eu apoiei em 2010 até porque o (José) Serra estava do outro lado, mas eu era um ignorante político.

E agora?

Estou aprendendo política ainda. Esse é o meu primeiro mandato. Eu leio de dois a três livros por mês, de filosofia, antropologia, e, claro, de política.
E vou continuar no combate a esse progressismo. Ninguém aguenta mais a apelação contra a família, tanto apelo sexual. Professores sofrem com a violência nas escolas. E muito mais.

Então, Feliciano para presidente?

Eu assumo, com humildade, que hoje não tenho capacidade intelectual para assumir o cargo. Mas, como disse, estou estudando muito e aprendo rápido.
Então, vou para reeleição como deputado federal e, talvez, se meu partido entender assim, posso tentar a eleição para presidente em 2018.

Para este ano, o senhor acredita no crescimento da bancada evangélica no Congresso, que hoje tem 73 parlamentares?

Política é um caixinha de surpresa. Mas, com o pé no chão, acredito em um crescimento de 30% só que o meu desejo não é apenas esse. É que a bancada aumente com qualidade, não apenas em quantidade. Tem político evangélico do PT, como Nilton Lima, que não vota com a gente para nada. Neste caso, o partido é mais importante que a religião.

Fonte: A Tribuna, 10/03/2014

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