Linha direta para denúncias de atividades religiosas na China

Atividades religiosas que não estejam “de acordo com os regulamentos nacionais do Partido Comunista Chinês” devem ser denunciadas. A linha direta está disponível para qualquer pessoa.

Autoridades de Xangai na China, anunciaram a abertura de uma linha direta para cidadãos denunciarem qualquer atividade religiosa sem autorização. Tais como evangelismo, distribuição de material ilegal e realização de eventos não aprovados.

O anúncio foi feito pelo Departamento de Trabalho da Frente Unida e pelo Departamento de Assuntos Étnicos e Religiosos.

No anúncio foi dito que a linha direta estaria disponível para qualquer pessoa. Assim, quem quiser pode relatar atividades religiosas que não estejam de acordo com os regulamentos nacionais do Partido Comunista Chinês. Podendo também ser denunciado atos contra os direitos e interesses legítimos dos cristãos patrióticos”, como reporta o site UCANews.

Mas cristãos locais se preocupem com uma potencial volta à Revolução Cultural de Mao Tsé-Tung. Um porta-voz da Portas Abertas disse que isso é improvável. Para ele o país de hoje, é muito diferente do que era na década de 60.

“O clima atual na China não é propício para uma Revolução Cultural. Também não está claro que o governo queira levar o país de volta aos dias antigos. Seu principal objetivo é estreitar o controle do país, o que inclui adorar o partido e o presidente. Além da sinização”, diz o porta-voz.

Igrejas forçadas a se adaptar à sociedade socialista

O Partido Comunista da China, sob a liderança do presidente Xi Jinping, está em uma campanha de sinização. O objetivo é fazer com que as religiões não nativas da China se adaptem à sociedade socialista chinesa.

Em 2018, foi relatado que equipes de três oficiais do governo monitoraram grupos religiosos em Wenzhou, província de Zhejiang. Enquanto isso, a avaliação de desempenho da polícia de Dalian, na província de Liaoning, agora quantos cristãos foram presos. Principalmente os que fazem parte do que a China considera rituais. Como por exemplo a Falun Gong (prática espiritual chinesa) e a Church of the Almighty God (Igreja do Deus Todo-poderoso).

Principalmente desde a introdução da revisão dos regulamentos sobre religião, a pressão sobre os cristãos chineses e igrejas aumentou. A perseguição inclui batidas policiais durante cultos, fechamento de igrejas e de organizações administradas por igrejas. Além da prisão de pastores e proibição de menores de participarem de atividades da igreja.

Diante desse contexto, o país, que ocupa a 27ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2019, precisa de nossas orações.

Clame para que os cristãos perseguidos tenham liberdade de expressar a fé, bem como de compartilhá-la livremente. Interceda para que a igreja não se intimide diante dessas investidas. Mas, ao contrário, seja cada vez mais fortalecida, mantendo os olhos fitos em Jesus.

Adaptado com informações da Portas Abertas
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