Guatemala
Guatemala (Foto: Reprodução)

Com níveis de violência altíssimos, a região enfrenta grupos criminosos armados e a falta de segurança por parte do Estado

Na Guatemala, um pastor em Morales foi assassinado por dois homens que bateram à sua porta. No México, um pastor em Córdoba, no estado de Veracruz, foi sequestrado de seu carro por um grupo armado.

No último dia 22 de junho, o pastor da Igreja Pentecostal Unida em Morales, na Guatemala foi assassinado por dois homens que bateram à sua porta e pediram a ele que saísse. Ao sair, foi alvejado de tiros. Ele morreu na hora e os homens, ainda não identificados, permanecem livres.

Dias antes, em 18 de junho, o pastor de uma igreja evangélica em Córdoba, estado de Veracruz, foi sequestrado de seu carro por um grupo armado. A liderança da igreja, que não envolveu a polícia para manter a segurança do pastor, relatou alguns dias depois que o pastor havia sido libertado e deixado a área, abandonando seu ministério e a igreja que ajudou a formar.

A Guatemala está atualmente no meio das eleições e espera-se que um novo governo combata os altos níveis de corrupção, pobreza e, em particular, violência causada por grupos criminosos organizados.

Mas, expectativas semelhantes foram geradas quando Manuel Andrés López Obrador tomou posse como presidente do México em dezembro de 2018. No entanto, em apenas algumas semanas os níveis de violência voltaram a subir para níveis recordes.

Para Rossana Ramirez, analista de perseguição da Portas Abertas, as estratégias de segurança do Estado estão falhando tanto na Guatemala, como no México, no sentido de reconhecer e responder efetivamente à insegurança que afeta os cristãos. “No caso do pastor raptado, a intenção de não envolver as forças de segurança para não piorar a situação da vítima é um sinal não apenas de ineficácia do Estado, mas também do medo de represálias das autoridades locais. Os cristãos estão sendo forçados a lidar com tais incidentes de violência por conta própria”, explica.

Segundo Ramirez, os cristãos das regiões mais afetadas pela perseguição nos dois países têm que realizar suas atividades cristãs – encontros, cultos domésticos ou mesmo em templos – sem saber se serão atacados a qualquer momento. “Esses cristãos estão se expondo ao risco de lidar diretamente com grupos criminosos locais”, conta.

Fonte: Portas Abertas

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