Líder católico no Iraque teme pelo país após a morte de Qasem Soleimani
Uma grande multidão compareceu ao funeral de Qasem Soleimani em Teerã | Foto: Reuters

Durante a homilia na solenidade da Epifania, o patriarca pediu a cristãos e muçulmanos no Iraque para rezarem pela paz.

Louis Raphael Sako, patriarca católico de Bagdá, descreveu a situação no Oriente Médio após a morte do principal líder militar do Irã como um “vulcão prestes a entrar em erupção”.

Qasem Soleimani foi morto na sexta-feira passada em um ataque aéreo dos EUA autorizado pelo presidente Donald Trump. O Irã a promete vingança.

Durante a homilia na Solenidade da Epifania, Sako pediu a cristãos e muçulmanos no Iraque para rezarem pela paz, pois pessoas inocentes serão combustíveis para o “fogo”.

“O batismo de Jesus Cristo revelou a extensão do amor de Deus pelo ser humano que Ele criou, a fim de viver uma relação fraterna de amor e paz entre si”, disse ele.

Na semana passada, em um comunicado, Sako disse que os iraquianos “ainda estão em choque” pelo assassinato de Soleimani.

“Eles temem que o Iraque se torne um campo de batalha, em vez de ser uma pátria de soberania, capaz de proteger seus cidadãos e sua riqueza”, afirmou.

“Em circunstâncias tão críticas e tensas, é aconselhável realizar uma mesa-redonda para todas as partes envolvidas terem um diálogo razoável e civilizado que poupe o Iraque das consequências inesperadas”.

“Imploramos ao Deus Todo-Poderoso que conceda ao Iraque e à região uma vida pacífica, estável, segura e ‘normal’ pela qual ansiamos”.

Uma grande multidão compareceu ao funeral de Soleimani em Teerã na segunda-feira. Seu sucessor, Esmail Ghaani, prometeu que “certamente serão tomadas medidas”.

“Deus Todo-Poderoso prometeu se vingar, e Deus é o principal vingador”, disse ele, de acordo com o The New York Times.

A filha de Soleimani, Zeinab, em seu discurso, alertou sobre um “dia sombrio” para os EUA e Israel.

Uma fonte identificada apenas como Ali, do Global Catalytic Ministries, disse ao Mission Network News que os cristãos poderão sofrer como resultado da morte de Soleimani.

“O Irã e muitos países do Oriente Médio vêem o cristianismo como uma influência ocidental, e especialmente como uma influência dos EUA”, disse Ali, acrescentando que sempre que querem “fazer uma declaração à cultura ocidental, sempre prendem cristãos ou fazem coisas piores… vencê-los, torturá-los, matá-los”.

Fonte: Christian Today

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