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Libertos do Pecado para uma Nova Vida em Cristo

EM FOCO

Aniel Ventura
Natural de Afonso Cláudio (ES), casado com Deuzeny Ribeiro, pai de Fellipe, Evangelista da Assembleia de Deus Ministério de Cobilândia, em Vale Encantado, Vila Velha (ES), Bacharel em Teologia pelo Instituto Daniel Berg.
Libertos do Pecado para uma Nova Vida em Cristo
Capa da Lição – Libertos do Pecado para uma Nova Vida em Cristo | Foto: Reprodução

Escola Dominical – Comentário de apoio da Lição 5, do 2º trimestre de 2020 – Libertos do Pecado para uma Nova Vida em Cristo.

Por Aniel Ventura

Os crentes salvos são libertos do pecado e colocado sob o prisma de uma nova vida, esse fato levou Paulo a exortar os seus ouvintes a fazer uma reflexão.

Assim como noutro tempo eles serviam à impureza, hoje servem à justiça, pois a vida fora de Cristo caracteriza-se por um ciclo constante de maldade e desespero. Este é um trágico resultado daqueles que rejeitam a revelação de Deus.

No entanto a graça veio e mudou a história, pois na esfera da graça, a vida consiste numa progressão de santidade e fidelidade a Deus (Fp 1.6).

I – A antiga natureza morta em ofensas e pecados

Paulo mostra em “Efésios 2”, cinco características dos seres humanos sem a regeneração em Cristo.

1) morte es­piritual (2.1). Este é um estado de separação de Deus, criado pelas “ofensas e pecados”. Na frase “estando vós”, (2.1) Paulo refere-se aos leitores gentios, mas quando diz “todos nós” (2.3), inclui ele mesmo e os demais judeus.

2) Aqueles que estão longe de Cristo seguem “o curso deste mundo” (2.2). Essa é uma referência à maneira, caráter e influência da humanidade não regenerada durante a presente era de pecado (Gl 1.4; 1 Jo 2.15-17).

3) A humanidade não regenerada está sob o domínio do “príncipe das potestades do ar” (2.2b). Este príncipe é Satanás, que por usurpação, reina como o deus deste mundo na atmosfera da terra, no espaço sideral (2 Co 4.4).

4) Pessoas sem Cristo, indistintamente têm uma propensão a andar nos desejos da carne, fazendo a vontade carne (ou seja natureza pecaminosa) e dos pensamentos (2.3).

5) Todas as pessoas sem Cristo são “por na­tureza, filhos da ira” (2.3d). Esta condição existe porque através de Adão “o pecado veio ao mundo” (Rm 5.12) e to­dos os seus descendentes herdaram, consequentemente, a natureza pecadora, isto é, a propensão ao pecado, transformando-se em transgressores passível de punição (3.9,10,23).

A expressão “ofensas e pecados” (2.1) descrevem o horizonte da morte para o pecador. A Palavra “ofensas” (gr.παράπτωματα, paraptomata) refere-se a tropeçar no pecado, o que é universalmente verdadeiro para toda a humanidade pelo fato de ser descendente de Adão.

“Pecados” (gr. αμαρτίαi, hamartiai) é uma palavra mais comum no Novo Testamento e está relacionada a “pecar como um hábito” ou ao “pecado como um poder” (gr.παράπτωματα), sob a imagem de ‘queda’, pode levar consigo uma alusão aos desejos da carne… enquanto (gr. αμαρτίαi), sob a imagem de ‘errar o alvo’, pode designar mais os desejos da mente, os pecados de pensamentos e de ideias, de propósitos e inclinações.

II – Vivificados pela graça

Três palavras importantes e fundamentais no evangelho: “salvação”, “graça”e “fé”.

1) Salvação (gr. σωτηρία, soteria). “Livramento ou libertação”, uma palavra bastante abrangente, que envolve mais do que absol­vição ou perdão. Paulo usa essa palavra para se referir à libertação da morte pelo pecado (2.1), pelo curso deste mundo (2.2), pelo domínio de Satanás (2.2) e pela ira de Deus (2.3).

2) Graça (gr. χάρις, charis). É a iniciativa mi­sericordiosa e amorosa que Deus nos oferece para proporcionar a salvação através de Cristo, como uma dádiva gratuita.

3) Fé (gr. πίστις, pistis) representa nossa resposta à graça de Deus, uma resposta que foi possível pela graça, o meio em que recebemos a dádiva gratuita de Deus, que é a salvação em Cristo. Fé significa crer firmemente e confiar humildemente em Cristo como nosso Redentor e Libertador (Hb 11.1-6).

Nossa salvação vem exclusivamente da graça de Deus. Ela foi reservada para esse fim por meio da fé de cada um de nós (Tt 2.11). Paulo é incisivo ao afirmar que absolutamente nada é de nossa autoria – nem a salvação, nem a graça, nem mesmo a fé exercida para receber a salvação. Pelo contrário, tudo é uma oferta de Deus. A salvação não vem da autoconfiança ou individualismo, mas da iniciativa de Deus. É um presente para ser aceito com gratidão (Rm 10.17; I Co I.29-3I; Cl 2.16).

Em Efésios 2.12.13, Paulo fez uma descrição ponderada da triste condição dos não-judeus, ressaltando que eles não tinham esperança, pois Deus não havia lhes estendido a mão para estabelecer uma relação fundamentada em uma aliança. No entanto, o sangue de Jesus Cristo po­de trazê-los de volta ao seu Criador, através da aliança inaugurada na cruz, recebendo a promessa de estar ao seu lado, no céu (Ap 3.21).

III – A salvação não vem das obras

A salvação de Deus é proporcionada a todas as pessoas indistintamente. Deus, através da sua graça, enviou Cristo à terra; por essa causa, a salvação está disponível a todos os homens. A graça de Deus manifestou-se em Cristo, referência à sua encarnação (Tt 2.11-13). Esta mensagem chegou a ilha de Creta com Paulo e Tito, o que nós mal conseguimos imaginar o seu impacto! Os que respondem positivamente à graça de Deus são transformados; os que rejeitam a mensagem, sofrerão consequências funestas (Mc 16.16).

As palavras de Paulo não deixam dúvidas – se a salvação é pela graça de Deus e é aceita através da fé, então “não é uma recompensa”. Se a salvação pudesse ser conseguida através de boas obras, as pessoas, “se envaideceriam” comparando a boa qualidade das suas obras, com a dos demais. A salvação não é algo meritório, e sim um dom de Deus, o que consequentemente leva o cristão à prática de boas obras.

Porém ninguém jamais pode ser bom o suficiente para agradar a um Deus santo. Todo esforço e orgulho humano é posto de lado ao oferecer gratuitamente a salvação a todos. Enfim a salvação é dada às pessoas com base somente na graça e favor de Deus (Ef 2.8,9).

Conclusão

Podemos concluir que a graça de Deus realmente realiza algo surpreendente, transformando homens ímpios em santos, e puderam alcançaram um nível de relacionamento com Deus jamais alcançado pelo antigo povo. Ter o Espírito Santo habitando em nosso interior é o privilégio proposto pela graça. E não somente isso, mas nos tornamos coerdeiros de Cristo e membros do seu corpo (Ef 3.6). Tudo por conta da graça de Deus.

Bibliografia
– O Novo Comentário Bíblico N.T. – Earl D. Radmacher, Ronald B. Allen e H

– Comentário Bíblico Pentecostal do Novo Testamento – CPAD
– Comentário Bíblico N.T. Aplicação Pessoal – Vol. 2 – CPAD
– Dicionário Bíblico Wycliffe – Charles F. Pfeiffer
– Maravilhosa Graça – José Gonçalves – 2016 – CPAD

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