Liberdade de expressão na França, desde que não seja religioso

Por Robson Aguiar

Em 2004, o parlamento francês aprovou por 494 a favor, contra 36 votos, uma lei que proibiu os alunos de escolas públicas usarem qualquer símbolo religioso enquanto estivessem na instituição de ensino.

A argumentação é que os religiosos tumultuavam as aulas ao discutirem temas que envolviam suas orientações religiosas.

O fato levou muitas famílias judias a retirarem seus filhos de escolas do governo e os matricularem em educandários judaicos, o mesmo aconteceu com outras famílias de outras religiões.

Mas, a grande pergunta é se os franceses lutam tanto pela liberdade de expressão, porque proibir manifestações de cunho religioso? Não fazem parte do direito de expressão?

Não parece contraditório, pregar que não quer que a religião influencie seus cidadãos, quando isso reflete censura a opinião e livre pensamento?

Não está se mexendo com isso na liberdade e no direito de escolha?

Pelo visto, existe um seleto grupo de franceses que ditam o que é, e o que não é liberdade de expressão, e os demais vão à praça dizer “Je suis gouvernement”.

Atualmente, manifestações prol palestina, também estão proibidas, então perguntamos, onde está a liberdade de expressão? Parece que a única liberdade que alguns franceses não querem abrir mão, é o da chacota, do escárnio público e da humilhação alheia.

Robson Aguiar

Com informações de Exame e JornalQ

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