Joe Biden faz pronunciamento sobre a crise no Afeganistão
“A verdade é: a situação se desenrolou mais rapidamente do que esperávamos”, admitiu Biden. | Foto: Youtube

“Os americanos não podem e não devem lutar e morrer em uma guerra que os próprios afegãos não querem lutar”, disse Biden.

O presidente Joe Biden voltou à Casa Branca na segunda-feira para falar à nação sobre a saída dos EUA do Afeganistão. Disse que enfrentava as alternativas de um acordo para retirar as forças dos EUA ou enviar milhares de soldados americanos de volta para uma “terceira década” de guerra. O presidente disse que não repetirá os erros do passado.

“Estou triste pelas cenas que estamos vendo, mas não me arrependo”.

Biden afirmou que jamais haveria um bom momento para a retirada militar do Afeganistão, o que explica por que a ocupação durou 20 anos. O democrata disse, porém, que ele não passaria a um quinto presidente a tarefa de tomar tal decisão nem envolveria mais as forças armadas americanas em “uma guerra civil em outro país”.

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Biden afirmou que os objetivos americanos no país foram cumpridos. Segundo ele, para os EUA era fundamental impedir que o Afeganistão funcionasse como um Estado protetor para a organização fundamentalista Al Qaeda e capturar seu líder, Osama Bin Laden, considerado o artífice dos ataques de 11 de setembro de 2001 no território americano.

O democrata disse que o foco de sua gestão está em impedir “atos terroristas” dentro dos EUA e que a condição no Afeganistão não faz parte das prioridades de “segurança nacional”.

“Nosso objetivo nunca foi construir um país”, afirmou o presidente americano.

Biden interrompeu as férias em Camp David, Maryland, para fazer o pronunciamento de menos de 20 minutos à nação, durante o qual tentou defender que não houve erro na retirada de cerca de 2 mil soldados do país, nem na subsequente necessidade de enviar 6 mil homens para garantir a evacuação da Embaixada americana quando a situação se complicou.

Os soldados dos EUA deixaram o país em julho e a expectativa dos americanos era de que o governo nacional, treinado e equipado pelos americanos, fosse capaz de resistir às investidas do grupo islâmico Talibã, que controlava o país até 2001, quando os EUA invadiram o Afeganistão. Para surpresa da Casa Branca, não foi o que aconteceu.

“A verdade é: a situação se desenrolou mais rapidamente do que esperávamos”, admitiu Biden.

O presidente americano chegou a dizer que as últimas ações foram “duras e bagunçadas”. Ele, no entanto, não reconheceu nenhum erro em sua estratégia e optou por culpar os afegãos pelos desdobramentos das últimas semanas.

Segundo Biden, o governo do país não quis se engajar em negociações diplomáticas com o Talibã nem foi capaz de resistir ao avanço militar do grupo fundamentalista islâmico.

“Os americanos não podem e não devem lutar e morrer em uma guerra que os próprios afegãos não querem lutar”, disse Biden.

Fonte: Texto BBC / Vídeo Poder360

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