Jó e a inescrutável sabedoria de Deus
Capa da Lição 9, do 4º trimestre de 2020 – Jó e a inescrutável sabedoria de Deus / CPAD

Escola Dominical – Comentário de apoio da Lição 9, do 4º trimestre de 2020 – Jó e a inescrutável sabedoria de Deus.

Aniel Ventura

O capítulo 28 do livro de Jó, faz menção à sabedoria e a inteligência, em conhecer e desfrutar da presença majestosa de Deus. Seu valor é incalculável e superior a todas as riquezas deste mundo. É uma dádiva do Espírito Santo que não se adquire com recursos humanos. Esta sabedoria precisa ser mais valorizada aos nossos olhos, como o é aos olhos de Deus. Jó pede como quem deseja encontrá-la, e sente-se como desesperado pela ideia de pensar em encontrá-la em outra parte que não seja em Deus, e de forma que não seja pela revelação divina.

I – A SABEDORIA VISTA COMO UM BEM NATURAL

O capítulo 28, é um hino maravilhoso de sabedoria e está dividido em três estrofes pelo refrão dos versículos 12 e 20, com o versículo 28. São perguntas retóricas feitas no primeiro refrão (v. 12) ligando as duas primeiras estrofes dando uma resposta negativa:

(1) o empenho humano pode descobrir metais preciosos, porém não pode desvendar a verdadeira sabedoria (v.1-11);

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(2) por que não conseguimos encontrar a sabedoria, porque não podemos medir o seu real valor, o seu valor é maior do que o do ouro ou o da prata ou das pedras preciosas (v.12-19).

(3) a estrofe final (v.21-28) tem uma resposta positiva às perguntas do segundo refrão (v.20): Só Deus conhece a verdadeira sabedoria, que ele entremeou no tecido da criação e revelou à humanidade (v. 28).

Este capítulo faz menção ao ferro que é tirado da terra sugerindo uma época após o início da Idade do ferro, sugerindo a data da escrita do livro de Jó (cerca de 1200 a.C.). O termo traduzido como safira provavelmente significa lápis Aazúli, [uma rocha metamórfica de cor azul utilizada como gema, mineral, ou como rocha ornamental desde antes de 7000 a.C.]. A gralha, a ave de rapina e o leão representam todas as espécies de animais. Ne­nhum animal conhece os tesouros ocultos na terra que o ser humano sabe descobrir (v.2-11).

Só Deus entende o caminho da sabedoria e sabe o lugar da inteligência. Ainda que as pessoas superem os animais em matéria de encontrar a localização de metais preciosos, entretanto, esta não pode ser encontrada em um mercado.

II – A SABEDORIA VISTA COMO UM BEM COMERCIAL

A palavra sabedoria (v. 20) está enfatizando a verdadeira sabedoria que só o Senhor conhece (v.23-27) e que as pessoas podem aprender ao relacionar-se com ele (v.28). Os últimos oito versículos do capítulo 28 contém pelo menos uma vez a palavra “não” em hebraico (Hb. Lo), mostrando a ausência da sabedoria ou o desejo de obtê-la. As perguntas a respeito de como encontrar a sabedoria e a inteli­gência (v. 12), portanto, recebem uma resposta assertiva: Não está em parte alguma da terra dos viventes. Essa sabedoria é prometida àqueles que são tementes a Deus (Pv 9.10).

O sábio, por sua vez, aceita ser corrigido e reage com gratidão ao que lhe mostra o erro. O sábio sempre aceita críticas construtivas; fica implícito que ele é uma pessoa humilde (Pv 3.7; 9.10; 11.2).

O autor do livro de Jó, expressa sua admiração pelo esforço e pela engenhosidade do homem. Dá exemplo da tecnologia da mineração e nos oferece vários retratos escritos dos engenheiros antigos no seu difícil trabalho. São elogiados pela sua persistência e coragem, porque escavar tesouros da terra é uma das mais perigosas de todas as ocupações. Entretanto, obter a sabedoria demanda muito esforço e riscos. As energias dispendidas na busca dos bens materiais serão melhor empregadas na busca da sabedoria. Essa lição é muito simples, isto é, o sucesso notável do homem com mineiro demonstra como é habilidoso e inteligente; no entanto, fracassou quanto a escavar a sabedoria.

III – A SABEDORIA VISTA COMO UM BEM ESPIRITUAL

A verdadeira sabedoria vem do temor do Senhor que nos torna cuidadosos e alertas para afastarmos do pecado. Sem esse fundamento, não existe sabedoria genuína, e nenhuma experiência salvífica resistirá às provas do tempo e da tentação. O conhecimento da vontade revelada de Deus está ao nosso alcance, e nos faz muito bem (Fp 4.7).

O real temor de Deus e a real sabedoria bíblica fazem o crente abster-se do mal, e produzem a “consolação do Espírito Santo” (At 9.31). Temer a Deus e continuar em pecado é uma impossibilidade moral. A pessoa que apregoa a majestade de Deus e a sua oposição ao mal será notada por seu esforço sincero, decisivo e total de viver separado das práticas mundanas (Sl 4.4; Pv 3.7; 8.13; 16.6; Is 1.16).

CONCLUSÃO

No livro de Jó aprendemos que as dispensações da providência são reguladas pela sabedoria suprema. Para confirmar isto, demonstra a grande quantidade de conhecimento e riqueza de que os homens podem se assenhorear. As cavernas da terra podem ser descobertas, mas os conselhos do céu só serão conhecidos dos homens se forem revelados por Deus. Os que são preguiçosos quanto as coisas de Deus, devem observar os trabalhadores das minas, considerar os seus caminhos isto pode nos tornar sábios. Que a coragem e a diligência deles – em buscar riquezas que perecem – nos envergonhe por nossa preguiça e fraqueza de coração para labutar pelas autênticas riquezas. Quão melhor é adquirir a sabedoria que o ouro! Quão mais fácil e seguro! Porém, busca-se o ouro e despreza-se a graça e as bênçãos eternas.

Bibliografia
– O Novo Comentário Bíblico A.T. Earl D. Radmacher, Ronald B. Allen e H

– Jó – Série Cultura Bíblica – Francis I. Andersen
– Comentário Bíblico de Matthew Henry – CPAD
– Bíblia de Estudo Pentecostal – CPAD

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