Jesus, o Homem Perfeito
Imagem ilustrativa | Foto: Pinterest

Escola Dominical – Comentário de apoio: Lição 12 do 1º trimestre de 2020 – Jesus, o Homem Perfeito.

Por Aniel Ventura

Lucas inicia seu Evangelho explicando que, ele mesmo não era uma testemunha ocular do ministério de Jesus, porém, seu desejo é que os relatos das testemunhas oculares fossem escritos com exatidão e que os fundamentos da fé cristã fossem deixados como um legado às gerações futuras. O nascimento de Jesus foi como o de qualquer criança, aprendeu a engatinhar, a sentar-se, a andar e a correr. Ele aprendeu se alimentar e a falar, Jesus era uma criança típica de sua época ademais, sem pecado, e certamente com uma sabedoria notável para a sua idade (Lc 2.52).

I – Jesus, Verdadeiro Deus

Cristo é a imagem visível do Deus invisível (Cl 1.15). O filho já estava com o pai, mesmo antes de toda criação existente, sendo assim, Ele é supremo sobre tudo que existe e tem toda a prioridade e autoridade de um príncipe primogênito na casa de um rei (Hb 1.2). Ele veio do céu, e não do pó da terra (1 Co 15.47), por isso é Senhor de todos (Rm 9.5; 10.12; Ap 1.5; 17.14). Ele está acima de toda a criação, incluindo o mundo espiritual.

Dessa forma toda a plenitude da Divindade está nele (Cl 1.19), Paulo explicou que todas as coisas que há nos céus e na terra foram criadas por Cristo, tanto aquelas que podem ser vistas como aquelas que não podemos ver, o mundo visível e o invisível. Por ser o Criador do mundo, todos os poderes, sejam as forças espirituais que os colossenses queriam estudar ou qualquer força material, estavam sob a autoridade final de Cristo. As palavras de Paulo refutam a falsa doutrina de que Cristo era um de muitos intermediários e que os anjos deveriam ser adorados. Ele é o Senhor de tudo e de todos, toda glória seja dada a ele para todo sempre.

Cristo é o mistério que esteve oculto desde os séculos e em todas as gerações, e que, agora, foi manifesto aos seus santos, isto é a igreja (Cl 1.26, 27). Como Deus ele teve pai e não teve mãe, como homem ele teve mãe e não teve pai, como Deus ele foi gerado pelo Espírito Santo, mas como homem ele nasceu de uma mulher, cresceu e se desenvolveu vivendo em família, como Deus perdoou pecados, como Deus recebeu adoração, mas como homem teve fome, teve sede, sentiu cansaço, foi tentado, humilhado, condenado, crucificado, morreu e foi sepultado. Mas como Deus, ao terceiro dia, ele ressuscitou e está vivo assentado à destra de Deus pai e intercede por nós (Rm 8.34).

II – Jesus, Verdadeiro Homem

O segundo versículo do evangelho de João realça a verdade de que o Verbo, Jesus, estava no princípio com Deus. Um equivocado ensino, chamado “arianismo”, desenvolveu-se no quarto século do cristianismo, onde Ário, o pai dessa heresia, era sacerdote em Alexandria (no Egito). Ele ensinava que Jesus, o Filho de Deus, não era eterno, mas havia sido criado pelo Pai e que Jesus não era Deus por natureza. Mas no Concílio de Nicéia no ano 325 d.C., Atanásio derrotou Ário num debate onde foi adotado o Credo Niceno estabelecendo o ensino bíblico de que Jesus tem a “mesma essência do Pai”. Ainda hoje há resquícios, dessa heresia em diversas seitas, no entanto, o evangelho de João declara que Jesus é Deus (Jo 1.1). Cristo está presente em toda a Bíblia Sagrada. No Gênesis ele é a semente da mulher, no Êxodo ele é o cordeiro pascal, nos profetas ele é o messias prometido, nos evangelhos ele é o salvador do mundo, nas epístolas ele é o cabeça da igreja, no Apocalipse ele é o alfa o ômega, o princípio, o fim, o primeiro, o derradeiro, ele é o Cristo, o Messias prometido que virá para reinar para todo sempre (Ap 1.18; 21.6; 22.13).

Em João 1.14, O Verbo se fez carne, isso é impressionante, apesar da sua familiaridade. Compreender o seu significado irá incrementar ainda mais nossa admiração. Quando Jesus nasceu, Ele não era parte homem e parte Deus, Ele era completamente humano e completamente divino (Cl 2.9). Antes da sua vinda, as pessoas só podiam conhecer a Deus parcialmente, mas, em Cristo, as pessoas podem conhecer a Deus plenamente porque Ele se tornou visível e tangível (Hb 1.1-3). Cristo é a perfeita expressão de Deus sob a forma humana.

A intervenção de Deus na história humana mudou o mundo e quando chegou o tempo certo (a plenitude dos tempos), Deus enviou seu Filho à terra. Diversos fatores presentes no império romano certamente ajudaram à rápida transmissão da mensagem do Evangelho. A civilização grega forneceu uma língua que se espalhou em grande parte do mundo conhecido como a língua principal de todos os povos. Os romanos trouxeram paz a todo o seu império e construíram um sistema de estradas que tornavam as viagens terrestres mais rápidas e seguras do que jamais tinham sido, em meio a tudo isso Deus havia chamado Israel com um triplo propósito. Deus chamou Israel para mostrar-lhes o seu poder, podemos ver isso através dos milagres realizados na saída dos hebreus do Egito (Ex 14.21). A chamada de Israel também foi para que recebessem a palavra de Deus e a mesma fosse proclamada ao mundo (Rm 3.1,2). E para que através deles viesse o Messias, o Cristo o salvador do mundo (Mt 1.21; Lc 2.1-7).

III – Jesus, O Homem Perfeito

Jesus, ao encontrar a mulher Samaritana no poço de Jacó, algo raro acontece ali, pois era incomum que um homem se dirigisse a uma mulher, porém Jesus lhe disse: “Dá-me de beber”. Essa frase revela, a sua verdadeira humanidade; Ele estava realmente cansado e sedento. Apesar da mulher ter ficado assustada com esse pedido, ela continuou a conversar com Ele (Jo 4.7-9).

Jesus é descrito por Paulo, como o último Adão, um epíteto asso­ciado com a sua obra salvífica e redentora e com a função de “primeiro homem” de uma comunidade regenerada. “Porque, assim como todos morrem em Adão assim também, todos serão vivificados em Cristo” (1 Co 15.22; 15.45; Rm 5.12-17). A vida que Jesus viveu demonstrou, seu poder e perfeição, tudo o que Deus projetou para que o primeiro Adão e os demais homens na terra. Em outras palavras, Jesus cumpriu, em vida, as potencialidades do Adão não-caído, da mesma maneira que pela morte Ele restabeleceu todo o gênero humano a essas potencialidades.

O historiador Flávio Josefo estimava que oitenta e três sumos sacerdotes serviram a Israel, desde o primeiro sumo sacerdote, Arão, até a queda do segundo Templo, em 70 d.C. Cada um serviu em seu ofício, e por fim morreu, mas, Jesus permanece eternamente, contrastando as muitas pessoas com aquele que é perfeito (Hb 1.1-3). Todo sumo sacerdote passaria o seu ofício para o seu sucessor, Cristo não; o seu sacerdócio é perpétuo. Somente Jesus é qualificado para se tornar um sacerdote perpétuo para toda a raça humana (Hb 7.24).

Jesus é o sumo sacerdote que nos convinha porque Ele é:

  • Santo, significa que Jesus não conheceu pecado (Hb 4.15).
  • Inocente, significando que Ele não tem maldade e é completamente irrepreensível (Jo 8.46).
  • Imaculado, isto é, Ele permanece puro mesmo quando lida com pessoas pecadoras em um mundo corrompido (1 Pe 1.4).
  • Separado dos pecadores, a vida sem pecado de Jesus o separa da criação pecadora.
  • Feito mais sublime do que os céus. Ele é maior do que qualquer outro sumo sacerdote, porque Ele representa as pessoas na própria sala do trono de Deus (Hb 7.26; 1 Tm 2.5).

Conclusão

Jesus, é o nosso exemplo em tudo, ele concluiu a sua carreira de maneira perfeita e está agora na linha de chegada. Todos os cristãos devem olhar para Ele, afastando os olhos de quaisquer distrações ou opções. Nossa fé depende dele, do início ao fim. Jesus foi o primeiro a obedecer perfeitamente a Deus, e desta forma ele iniciou o novo concerto (Hb 2.10; 6.20), ele definiu o curso da fé, correu a carreira em primeiro lugar, hoje ele espera que nos juntemos a Ele, pois isso incentiva-nos ao longo de toda a caminhada. Ele é que nos leva ao alcance de nossos objetivos, porque Ele foi feito o perfeito Sumo Sacerdote, por meio do seu sofrimento e obediência (Hb 2.10; 5.8). Jesus suportou o sofrimento da cruz pelo gozo que lhe estava proposto. Ele não olhou para os seus desconfortos terrenos, mas manteve seus olhos fixos nas realidades espirituais invisíveis.

Como Cristo, nós devemos perseverar em tempos de sofrimento, olhando para Ele como o nosso modelo e concentrando-nos no nosso destino celestial, Aleluia!

Bibliografia
– Comentário Bíblico N.T. Aplicação Pessoal – vol.1 – CPAD

– Comentário Bíblico N.T. Aplicação Pessoal – vol.2 – CPAD
– O Novo Comentário Bíblico N.T. Earl D. Radmacher, Ronald B. Allen e H.
– A Bíblia Através dos Séculos – Antônio Gilberto – CPAD
– Teologia do Antigo Testamento – Roy B. Zuck – CPAD

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