Jesus Cristo, e Este Crucificado – A Mensagem do Apóstolo

Jesus Cristo, e Este Crucificado - A Mensagem do Apóstolo
Cara da Lição 5 EBD Adultos – 4 Trimestre 2021

“O Apóstolo Paulo: As Lições de Vida e Ministério do Apóstolo dos Gentios Para a Igreja de Cristo”

Manoel Coutinho Pimentel Júnior
“Mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos” (1 Co 1.23).

Mais uma abençoada lição neste processo de educação permanente da maior escola do Mundo, a Escola Bíblica Dominical. Aprenderemos sobre o Cristo Crucificado e Ressurreto, que na verdade é a centro da mensagem de cruz. Aprofundaremos também, sobre a centralidade da pregação do Apóstolo Paulo, destacando as expressões chaves que ele usou na propagação da Palavra de Deus, por intermédio da inspiração do Espírito Santo, além de sublinharmos os efeitos desta fonte sanadora, a mensagem da cruz do calvário, e seus efeitos na vida dos judeus, gregos, e para a nossa vida na atualidade.

Em nosso Sitio Eletrônico: Seara News, o internauta pode acessar a lição passada quando abordamos sobre a vocação espiritual de Paulo, bem como a convocação foi feita pelo Cristo Ressurreto e os importantes aprendizados no deserto.

Paulo, mesmo com toda a bagagem de especialista na Torah, deveria experimentar um aprendizado no deserto da Arábia durante três anos para depois partir para anunciar o Evangelho de Cristo a toda criatura (Mc 16.15). O próprio Jesus a caminho de Damasco, aparece ao então perseguidor dos crentes Saulo, por meio de um resplendor de luz do céu e por meio da voz do Senhor o chamando pelo nome (At 9.3).

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A centralidade da pregação de Paulo

No início dos trabalhos de evangelização, os discípulos de Jesus se concentraram em Jerusalém, enquanto o desafio era socializar a salvação aos pecadores e penetrar no meio onde iria capilarizar de forma exponencial a mensagem pregada.

A missão de levar o Evangelho da Cruz aos judeus, mas estes pediam sinal para crerem no Messias prometido pelos profetas do Antigo Testamento, bem como para os gregos que buscavam na sabedoria, perfil deste povo, por meio dos vários pensadores e filósofos que buscavam respostas objetivas na mensagem de salvação por meio da sabedoria humana (1 Co 1.22).

A centralidade da mensagem do Apóstolo era anunciar que Jesus era o Messias prometido e Salvador do mundo, que foi morto na cruz do calvário, pela fé e por meio da Graça salva a todos. Sem dúvida alguma ele trouxe uma contribuição usado pelo poder do Espírito Santo escrevendo 13 livros dos 27 do Novo Testamento:

Epístolas Eclesiásticas:
Epístolas Pastorais:
Epístola Pessoal:
Romanos
I Coríntios
II Coríntios
Gálatas
Efésios
Filipenses
Colossenses
I Tessalonicenses
II Tessalonicenses
I Timóteo
II Timóteo
Tito
Filemom

 

Ele pregava nas sinagogas, a fim de alcançar judeus e prosélitos gentios, focando a sua pregação através da comprovação de que a nova aliança é o cumprimento das profecias da antiga dispensação. Ele utilizada as características culturais e pregava indo ao encontro das necessidades dos pecadores, aplicando essas particularidades em sua mensagem salvífica, além de manter contato por meio de cartas como vimos no parágrafo anterior, com as igrejas que havia implantado e combatendo os falsos líderes que tentavam apagar o que ele fazia.

Ele buscava orientar com cartas os pastores e estava atento as desigualdades sociais da sociedade de sua época, pregando e buscando unificar ricos e pobres, gentios e judeus entregando-lhes palavras de Salvação conforme lemos em Gálatas 3.28: “Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus”.

A morte na cruz, cujo simbolismo acabou se confundindo com a própria religiosidade cristã, era a pena de morte usada pelos romanos dois séculos a.C. para escravos e todos aqueles que não eram cidadãos do Império era uma tortura tão cruel e humilhante, porém a cruz tornou-se o epicentro da revelação do amor de Deus na Salvação dos povos.

Paulo, ao pregar a cruz, faz respondendo ao chamado do próprio Cristo, refletindo a mudança na vida demonstrando obediência à voz de Cristo: “Senhor, que queres que eu faça?” (Atos 9.6). Essa pergunta marcou o começo de seu novo relacionamento com Cristo (Gálatas 2.20). Oh glória!

O Senhor sempre esteve com o fio condutor da história em Suas potentes mãos. Ele sempre usou e usa os mais diversos meios para atingir o seu objetivo, a saber, a salvação do homem, através do seu imenso amor (Jo 3.16) e este amor estava presente na mensagem Cristocêntrica, mesmo que esta possa parecer loucura para os homens do mundo, mas para nós que somos dEle sabemos que são palavras de salvação da nossa alma.

“Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes; E Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são, para aniquilar as que são; Para que nenhuma carne se glorie perante ele” (1 Co 1.27-29).

Expressões chave na doutrina de Paulo

O comentarista destaca três expressões centrais. “O Evangelho de cristo”, “Cristo Crucificado” e “Cristo Ressurreto”. A primeira expressão, “Evangelho de Cristo” Paulo escreve aos Romanos “Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego.” (Romanos 1.16). O termo Salvação aparece 76 vezes no NT e 54 nas cartas de Paulo, foi o centro da mensagem pois ela apareceu mais de setenta por cento em relação a todas as ocorrências no Novo Testamento.

No livro de apoio deste trimestre podemos inferir que “a relação entre a cruz e o túmulo vazio de Jesus nada mais é que a expressão da significância da cruz”. “Ora, a cruz e a ressurreição formam uma unidade por isso Jesus é pregado crucificado e ao mesmo tempo ressuscitado”.

O homem transformado por Jesus no caminho de Damasco, refletia a mudança radical de vida na própria levando a mensagem do cristo crucificado, que começou a pregar na própria cidade de Damasco, o mesmo lugar em que pretendia prender os seguidores de Cristo (Atos 9.1,2), desta forma, os Judeus da diáspora estavam desconfiados se este homem estava de fato convertido e trazendo algo que cria ou estaria tramando para matá-los.

Quando lemos os livros escritos pelo Apóstolo Paulo, podemos compreender a centralidade da pregação sobre “Cristo Ressurreto”, afinal sem a ressurreição, a cruz não teria sentido, extraímos da Carta estudada hoje. “Ora, se se prega que Cristo ressuscitou dentre os mortos, como dizem alguns dentre vós que não há ressurreição de mortos? E, se não há ressurreição de mortos, também Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé” (1 Co 15.12-14)

Paulo pregava o que tinha aprendido de Cristo em sua essência. Da mesma forma, precisamos pregar a Salvação genuína do Calvário ao pecador. Não podemos nos esquecer que o centro da mensagem paulina era e é atual, nos dias em que vivemos não devemos pregar somente prosperidade, curas, sinais, maravilhas, antes da salvação, pois a Bíblia nos diz que os “sinais seguirão aos que crerem” (Mc16.17).

Não podemos pregar tradições humanas, por melhores que elas possam parecer. Nós, salvos por Jesus Cristo, devemos pregar Jesus Cristo, em primeiro lugar em nosso círculo pessoal e em nossos púlpitos, pois é do púlpito de nossas igrejas que vem o ensinamento que nos contagia positivamente ou não. Após levarmos a Palavra de Salvação, aí sim, poderão vir os demais ensinamentos, mas não antes da SALVAÇÃO! (1 Co 1.18-25; 2.1-5; Mt 28.20). A Igreja primitiva seguia após ser impactada pelo Evangelho, sob muita perseguição, (Jo 16.33), as portas do inferno não prevalecerão contra ela (Mt 16.18), pois Deus que dá o crescimento (1 Co 3.6) ela ia se multiplicando por meio da oração e do Poder do Espírito Santo (At 4.31), da comunhão (At 4.32) e da pregação da Palavra (At 4.20).

“Cristo Ressurreto” é também uma expressão chave da doutrina do Apóstolo Paulo. Os apóstolos tinham que ser testemunhas oculares do Cristo Ressurreto. A mensagem salvadora tinha por base a fé e a graça salvadora, além de ressaltar a condição pecadora do homem que pela morte e ressurreição de Cristo, centro da redenção do homem conforme lemos: “Porque assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por um homem. Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo” (1 Co 15.21,22).

Os efeitos da Mensagem da Cruz

Estes ensinamentos levavam, levam e levarão o homem a crer que a Salvação é emanada do calvário por meio do filho de Deus crucificado, ressuscitado ao terceiro dia e vivo para todo o sempre.

O apóstolo foi revestido de poder com uma unção especial e sobrenatural do Espírito, após a Imposição de mãos do Ananias, sempre pregou a Palavra fervorosamente, foi um exemplo de vida, realizava curas, sinais, milagres e maravilhas operadas por meio do Espírito Santo de Deus, que transforma a vida de quem crê no Evangelho (Rm 10.17).

Outro efeito que emerge da Mensagem da Cruz é uma vida pautada em submissão e humildade na presença do altíssimo. A mensagem da cruz nos coage a viver uma vida modesta. “Tenham uma mesma atitude uns para com os outros. Não sejam orgulhosos, mas estejam dispostos a associar-se a pessoas de posição inferior. Não sejam sábios aos seus próprios olhos” (Rm 12:16).

A salvação da humanidade está no Plano do Eterno e nós precisamos pensar sempre no próximo e desejar para ele o que já alcançamos que é a salvação. Paulo disse a Timóteo 4.16 “Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Continua nesses deveres; porque fazendo assim, salvarás tanto a ti mesmo, como aos teus ouvintes”.

Por fim, os efeitos da Mensagem da Cruz se revelam por meio de uma vida cheia do Poder do Espírito Santo de Deus, dedicada na obra de evangelização, arrebatando as almas do reino das trevas para o Reino de Deus, pois que age assim é sábio (Pv 11.30). Ainda no livro de provérbios lemos: “O coração do homem pode fazer planos, mas a resposta certa dos lábios vem do Senhor”.

Quando a nossa vontade está no centro do propósito do Senhor em nossa vida, o Senhor atravessa conosco em qualquer circunstância adversa que possamos passar, nos abençoa mesmo em meio de perseguições, tribulações, sofrimento, ou qualquer tipo de incidente que possa ocorrer em nossa vida!

O Senhor Jesus nos convida a também fazer parte desta história de redenção da humanidade e promete: “Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém” (Mt 28.20).

Bibliografia
– CLAUDIONOR, Correia de Andrade, Dicionário Teológico: 26 Ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.

– ANDRADE, Claudionor de. Paulo em Atenas. 2 ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1986
– Revista Ensinador Cristão, Rio de Janeiro: CPAD. N.º 87, p. 38.
– – Declaração de Fé das Assembleias de Deus, 11 ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2021

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