Japão: Aécio vence disparado em 20 seções eleitorais de Nagoia

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Os eleitores brasileiros elogiaram a rapidez com que puderam votar para presidente no primeiro turno

Japão: Aécio vence disparado em 20 seções eleitorais de Nagoia
A votação transcorreu tranquila nas seções eleitorais em Nagoia – Foto: Antônio Carlos Bordin/Alternativa

Nagoia / Japão – Os eleitores brasileiros elogiaram a rapidez com que puderam votar para presidente no primeiro turno da eleição realizado neste domingo (5) em Nagoia (Aichi). É verdade que muitos enfrentaram horas na fila – e a chuva – para chegarem até as suas seções eleitorais. Mas minutos depois já estavam votando.

Em 20 seções eleitorais em Nagoia, Aécio teve 2.227 votos, contra 897 de Marina e 356 de Dilma. Os números não são oficiais e não incluem as urnas do Banco do Brasil em Nagoia nem das cidades da jurisdição do Consulado local, como Suzuka (Mie), Toyohashi (Aichi), Takaoka (Toyama) e Hiroshima.

O cônsul de Nagoia, Arnaldo Caiche D’Oliveira disse que a eleição transcorreu sem maiores problemas. “Muita gente veio mais cedo para votar, talvez com receio de que começasse a chover forte à tarde, devido ao furacão”, acredita.

Kenji Katayama, 38, de Hino-cho (Shiga), foi um dos que chegou cedo, às 5h, no Consulado para votar. “Esperei três horas para entrar, mas quando fui votar não demorei nem dois minutos”, disse, acrescentando o seguinte: “Eu não conheço os candidatos, já que não resido há anos no Brasil. Para mim, o voto deveria ser facultativo”, disse.

Já Tetsuro Kobori, 58, de Nagoia (Aichi), disse que tem votado para presidente desde 1998. “Acompanhei todas as notícias sobre a eleição. Para mim, não basta criticar no Facebook. É preciso exercer o direito ao voto para você ter a consciência do dever cumprido”, acredita.

Um eleitor que votou pela segunda vez para presidente foi Ademar Miyano, 63, de Nagashima (Mie). Ele disse que acompanhou o noticiário político do Brasil. “E com base no que pesquisei, votei no candidato que achei ser o melhor. Espero que, se eleito, faça um bom governo”, frisou.

Nos 20 anos em que está no Japão, Fredy Nomura, 37, de Komaki (Aichi), disse que ficou uma hora na fila até conseguir votar. “Quando entrei na minha seção, foi rápido até demais”, comentou. Mas ele acredita que no mundo da política há muita dissimulação. “O candidato sempre fala o que o povo quer ouvir. Não fala o que realmente pretende fazer”, acredita, lembrando que, por isso, votou em um candidato que, no dito popular, “é o menos pior”.

Um pensamento semelhante teve o eleitor Luiz Fuji, 65, de Nagoia (Aichi). Ele acredita que “os candidatos a presidente do Brasil deixaram a desejar. Mas temos que votar em alguém”.

Outra eleitora em Nagoia foi Luciana Aparecida Shimizu, 39, de Kani (Gifu), que considerou a votação uma chance “importante para ajudar o Brasil a mudar”. Segundo ela, sua pesquisa na internet sobre o perfil dos candidatos a ajudou a fazer sua escolha. “Não dá para saber ao certo como um candidato governará, se eleito. Mas acredito que as coisas vão melhorar”, disse.

O eleitor Rogério Kawaguti Santos, 32, apareceu no Consulado de Nagoia de quimono. Ele é faixa roxa de caratê e havia acabado de participar de um campeonato de Komaki, no qual ganhou uma medalha de ouro e outra de bronze. “Ao terminar minha participação lá, vim correndo para o Consulado. Eu me informei sobre os candidatos pela internet, mas votei conforme um pedido dos meus familiares no Brasil”, disse.

Fonte: Alternativa

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