Israel se fecha diante de novos casos de coronavírus
Nenhum estrangeiro é permitido em Israel, a menos que eles possam provar que podem ficar em quarentena por um período de 14 dias. (Foto: Reprodução/ABC News)

Casos de coronavírus aumentaram para 250 em Israel e primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, declara: “Estamos em guerra com um inimigo invisível”.

O número de casos de coronavírus em Israel atingiu 250 na manhã desta segunda-feira depois que os médicos viram um pico em cerca de 50 casos em apenas 24 horas. É o maior aumento em um dia em Israel desde o início do surto. 

Das 250 pessoas infectadas pelo coronavírus, mais de uma dúzia delas são médicos suspeitos de terem sido infectados por seus pacientes. Mas o país não registrou nenhuma morte em decorrência do vírus.

Mais de 90% dos pacientes com COVID-19 em Israel apresentam sintomas de menor gravidade. Mas 11 pessoas estão em condições moderadas e cinco são críticas. Outros quatro israelenses se recuperaram do vírus mortal de acordo com o Ministério da Saúde.

Como a maioria das partes do mundo, essa pandemia obrigou os israelenses a mudar radicalmente seu modo de vida.

Não há mais negócios como de costume

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu anunciou na noite de sábado uma lista de novos regulamentos rígidos para combater a propagação do COVID-19.

Ele ordenou que todas as instituições de ensino fechassem completamente, incluindo creches e programas para jovens, começando no domingo, 15 de março. Todas as reuniões de grupos com mais de 10 pessoas são estritamente proibidas.

Todos os centros de entretenimento, cinemas, bares, restaurantes e salas de jantar de hotéis também devem ser fechados.

“É uma situação tão estranha, distópica, pior do que qualquer guerra que tivemos. Agora estamos apenas tirando comida. Estamos enviando comida, mas ninguém pede, porque as pessoas têm medo de abrir suas portas. Não há renda, estamos preocupados com aluguel, preocupados com contas, não sabemos o que vai acontecer”, disse um barman israelense chamado Avi Baruch.

Locais públicos, locais históricos, piscinas, academias, salões, barcos públicos e teleféricos também estão fechados.

Supermercados e farmácias permanecerão abertos e o governo pediu aos israelenses que não entrem em pânico e superlotem as lojas com pressa para conseguir suprimentos.

“Esta é uma batalha pela saúde pública”, disse Netanyahu no sábado. “Estamos em guerra com um inimigo invisível. Estamos nos ajustando à medida que as coisas se desenvolvem. A situação é dinâmica”. Mas, ele disse, “podemos vencer”.

O Ministério da Saúde disse que “por enquanto” as pessoas poderão trabalhar, mas instou aos empregadores que façam arranjos para que funcionários trabalhem em casa.

Nenhum estrangeiro é permitido em Israel, a menos que eles possam provar que podem ficar em quarentena por um período de 14 dias.

Israel se fecha diante de novos casos de coronavírus
Passageiro no trilho leve de Jerusalém cobrindo a boca e o nariz. (Foto: Reprodução/CBN News)

Vigilância em massa para rastrear o vírus

Ontem (15), o governo israelense aprovou uma medida para permitir que o serviço de segurança Shin Bet de Israel realize vigilância em massa nos telefones israelenses, sem a permissão de um tribunal, provocando preocupações de privacidade entre o público.

A proposta precisará da aprovação final de um subcomitê do Knesset (Parlamento de Israel) antes de ser aplicada.

O Shin Bet poderá acessar os dados do telefone celular para rastrear os movimentos daqueles que são portadores do vírus. O intuito é garantir que eles cumpram as leis de quarentena e para ver com quem eles interagiram.

A Shin Bet enviará uma mensagem para as pessoas próximas às pessoas com o vírus, informando que elas também precisam entrar em quarentena.

“As informações serão fornecidas apenas ao Ministério da Saúde, para pessoas específicas com autorização de segurança, e serão apagadas imediatamente após serem usadas”, disse uma autoridade do Ministério da Justiça.

Enquanto muitos estão preocupados com o fato de o governo israelense ter acesso ao telefone de cada cidadão, o ministro dos Transportes Betzalel Smotrich disse no Twitter: “não existe e não haverá um ‘Big Brother’ no Estado de Israel”.

No entanto, alguns especialistas jurídicos israelenses não estão convencidos.

O advogado Avner Pinchuk, da Associação dos Direitos Civis de Israel, disse em comunicado que o benefício obtido com o rastreamento da doença dessa maneira “não justifica a violação grave do direito à privacidade. O perigo do COVID-19 não é apenas o próprio vírus, mas o medo de que, como parte dos esforços para superar o perigo, também perderemos nossos valores básicos como uma sociedade livre e democrática”.

Se essa medida for aprovada, os poderes do Shin Bet estão previstos para até 30 dias após a aprovação do subcomitê Knesset.

Com informações do CBN News

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