Israel aprova vigilância em massa em telefones para rastrear coronavírus

Como medida de vigilância, o Shin Bet poderá acessar os dados dos telefones celulares do país por 30 dias. O Ministério da Saúde disse que está considerando aumentar as restrições e colocar Israel inteiro em quarentena.

Israel está realizando vigilância em massa de civis em um novo esforço para rastrear digitalmente pacientes com coronavírus por meio de seus telefones celulares.

O gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu aprovou a medida de emergência na noite de segunda-feira (16) depois de dizer que esperaria até que um subcomitê do parlamento votasse no regulamento antes de aplicá-lo.

Netanyahu disse durante uma conferência de imprensa que seu gabinete discutiu a vigilância em massa por seis horas e prometeu: “haverá uma supervisão rigorosa” deste sistema para garantir que não seja abusivo.

A agência de segurança Shin Bet de Israel, responsável por rastrear e caçar terroristas, coletará informações dos celulares das pessoas e entregará essas informações ao Ministério da Saúde.

A Shin Bet será capaz de rastrear os movimentos daqueles que são portadores do vírus para garantir que cumpram as leis de quarentena e ver com quem eles interagiram. A agência enviará uma mensagem para pessoas próximas às pessoas com o vírus dizendo que elas também precisam entrar em quarentena, informou o The Times of Israel.

O diretor do Shin Bet, Nadav Argaman, divulgou um comunicado dizendo que sua agência não se apegará a nenhuma das informações e que haverá limites na tecnologia de vigilância. Mas, não especificou os limites.

O Shin Bet poderá acessar os dados dos telefones celulares do país por 30 dias. Quem for pego violando a quarentena será tratado pela polícia, não pela Shin Bet.

“Guerra contra um inimigo invisível”

Netanyahu está enquadrando a luta contra o coronavírus como uma “guerra” contra “um inimigo invisível”.

Nesta terça-feira (17) pela manhã, 304 pessoas foram diagnosticadas com o coronavírus. Quatro pacientes estão em estado crítico, 11 são moderados e os demais são casos leves. 

O Ministério da Saúde disse na segunda-feira que está considerando aumentar as restrições e colocar Israel inteiro em quarentena.

“Podemos pedir às pessoas que saiam menos de casa e apenas para as tarefas necessárias. O governo está considerando um isolamento geral para todos os cidadãos e, se isso acontecer, todos os grupos etários serão solicitados a ficar em casa até novo aviso”, afirmou o vice-diretor geral do ministério, Itamar Grotto, na segunda-feira.

Grotto disse que o ministério estava “planejando uma supervisão maior para a população com mais de 70 anos, que está em risco. Estamos nos preparando agora para que os hospitais possam atender os pacientes que precisarão de tratamento. A maioria dos pacientes menos urgentes estará em hospitalização domiciliar, a menos que não possam ser hospitalizados em casa por razões socioeconômicas ou familiares”.

Até o momento, todas as instituições de ensino estão completamente fechadas, incluindo creches e programas para jovens. Todas as reuniões de grupos com mais do que 10 pessoas são estritamente proibidas.

Todos os centros de entretenimento, cinemas, bares, restaurantes e salas de jantar de hotéis também devem ser fechados.

Locais públicos, locais históricos, piscinas, academias, salões, barcos públicos e teleféricos também estão fechados.

Supermercados e farmácias permanecerão abertos.

Com informações do CBN News

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