Irã aumenta a perseguição contra os Cristãos
A perseguição religiosa em países islâmicos, como o Irã, tem sido motivadas por ações como o evangelismo | Foto: Reprodução

Muitas vezes, os cristãos presos só podem ser libertados depois de pagar uma fiança elevada. Normalmente, envolve grandes quantias de dinheiro, que podem chegar a 200 mil dólares, a perseguição aos cristãos no Irã, geralmente, força aos familiares a entregar títulos de casas e, às vezes, negócios. As pessoas liberadas sob fiança nem sempre sabem quanto tempo a propriedade será mantida. Essa incerteza pode silenciá-los devido ao medo de perder suas propriedades.

O regime iraniano coloca pressão, às vezes com ameaças, em cristãos que foram presos por participar de igrejas domésticas ou atividades evangelísticas; eles são “convidados” a deixar o país e, portanto, perder a fiança.

Em um esforço para impedir a influência ocidental, o governo limitou a velocidade da internet e proibiu a posse de antenas parabólicas. Sites cristãos sobre evangelização foram bloqueados.

Discursos de ódio contra cristãos iranianos, especialmente protestantes, aumentaram durante o período de análise da Lista Mundial da Perseguição 2020, na forma de material multimídia publicado pelo governo e discursos anticristãos de imãs. Os tipos de perseguição predominantes no Irã são opressão islâmica e corrupção e crime organizado. 

Opressão Islâmica

O islamismo xiita é a religião oficial do Estado e todas as leis devem ser consistentes com a interpretação oficial da Sharia (conjunto leis islâmicas). A Constituição proíbe o parlamento de aprovar leis contrárias ao islamismo e os estados de criarem emendas para disposições relacionadas ao “caráter islâmico” do sistema político ou legal ou para a especificação do islamismo xiita como religião oficial. Para guardar as ordenanças do islamismo e garantir a compatibilidade com a legislação aprovada pelo parlamento, um Conselho de Guardiões, que consiste em estudiosos e clérigos xiitas deve revisar e aprovar todas as legislações.

O Conselho de Guardiões também revisa todos os candidatos para os mais altos cargos públicos, como presidência e parlamentares. Isso explica porque mesmo os reformistas do governo são conservadores e porque os cristãos e outras minorias religiosas são impedidas de assumir altos cargos e outras posições de influência ao sistema.

Na visão do governo, e na visão de alguns da sociedade em geral, persas étnicos são por definição muçulmanos, e por isso persas étnicos cristãos são considerados apóstatas. Isso torna quase todas as atividades cristãs ilegais, especialmente quando ocorrem em língua persa, seja evangelismo, treinamento bíblico, publicação de livros cristãos ou pregação em persa. Entretanto, a sociedade iraniana é muito menos fanática que sua liderança.

Paranoia Ditatorial

O zelo para manter o poder é misturado com a opressão islâmica. O regime islâmico almeja acima de tudo proteger os valores da Revolução Islâmica de 1979. O cristianismo é considerado uma influência ocidental condenável e uma constante ameaça à identidade islâmica da República. Apenas as comunidades histórias de armênios e assírios são aceitas como cristãos pelo regime, embora sejam tratadas como cidadãos de segunda classe. Qualquer outra forma de cristianismo é classificada como uma perigosa influência ocidental, o que explica porque muitos cristãos, especialmente convertidos do islamismo, são condenados por crimes contra a segurança nacional.

Teerã, capital do Irã no Oriente Médio, atualmente é chefiado pela República islâmica presidencialista. O país tem uma população de 82,8 milhões de pessoas. Possui religiões como o Islamismo, zoroastrismo, cristianismo e judaísmo, dentre as quais a população cristã é de aproximadamente 800 mil. Entre os principais idiomas falados estão o Persa, Azeri, Curdo, Gilaki, Mazandarani, luri, Balúchi e o Árabe.


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