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Vila Velha

Intervenção do Estado na liderança de Igreja no Iraque preocupa a comunidade cristã

A decisão do governo preocupa os cristãos iraquianos

EM FOCO

Paulo Pontes
Paulo Ponteshttps://www.searanews.com.br
Fundador e CEO da Seara News Comunicação, jornalista, cidadão vilavelhense, natural de Magé (RJ), pastor, teólogo (Teologia Pastoral e Catequética), presidente do Diretório da SBB-ES, autor do livro Você Tem Valor, membro da Assembleia de Deus em Cobilândia, Vila Velha-ES.

Em um ato sem precedentes no Iraque, o presidente do país, Abdul Latif Rashid, destituiu o líder cristão de uma igreja histórica local por meio de um decreto publicado em 11 de julho. O líder destituído, Louis Raphael Sako, recebeu a notícia de que precisava deixar a casa pastoral em Bagdá, a capital do país, após a interferência estatal.

Louis expressou sua preocupação com a atitude do governo em uma carta aberta, destacando que não recebeu qualquer explicação para essa intervenção. Ele chegou a pedir esclarecimentos ao presidente, mas suas perguntas continuam sem resposta.

Possível retaliação

A suspeita de retaliação surgiu quando, algumas semanas antes da interferência presidencial, o líder cristão discordou pacificamente de um aliado do presidente, Rayan al-Kaldani, conhecido por liderar o movimento Babilônia e ser associado a um partido político que não dá a devida importância às minorias religiosas perseguidas, incluindo os cristãos. Essa divergência pode ter influenciado a decisão do presidente.

Com a falta de esclarecimentos e expulso de sua residência, o líder cristão foi forçado a se estabelecer na região do Curdistão enquanto aguarda respostas. Essa interferência estatal na liderança religiosa é algo inédito no Iraque e está causando grande preocupação na comunidade cristã local.

Mobilização da Portas Abertas

Em resposta à situação, a organização Portas Abertas Internacional emitiu uma declaração oficial em 3 de agosto, pedindo a reconsideração da decisão do presidente. A intervenção vai contra a Constituição do Iraque, que garante a autonomia das igrejas em relação ao Estado, e representa uma forma discriminatória de tratamento às minorias religiosas não muçulmanas.

Os representantes da Portas Abertas expressaram sua preocupação com a falta de resposta do governo aos pedidos de esclarecimento e ao silêncio do parlamento e do primeiro-ministro diante dessa questão. Eles apelam à comunidade internacional para que se manifeste contra essas violações constitucionais e em defesa da liberdade religiosa no Iraque.

O Iraque abriga uma das comunidades cristãs mais antigas, com várias igrejas históricas, mas também é um dos 50 países listados na Lista Mundial da Perseguição 2023, onde os cristãos enfrentam perseguição. Essa medida de interferência estatal representa uma séria ameaça à existência dos cristãos no Iraque, especialmente no contexto pós-invasão do Estado Islâmico.

Com informações da Portas Abertas

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