Igreja anglicana do Distrito Federal celebra primeiro casamento gay
Cerimônia realizada neste sábado (27/04/2019) é a primeira em Brasília desde que a religião aprovou a união entre pessoas do mesmo sexo. Foto: Reprodução

“A revelação da Bíblia foi em um contexto, uma realidade que a gente precisa atualizar”, disse o líder da Igreja em Brasília

Pela primeira vez, duas pessoas do mesmo sexo se casam num templo da Igreja Anglicana do Distrito Federal, desde que a religião aprovou a união homoafetiva, em setembro de 2018. A cerimônia ocorreu na noite desse sábado (27/04/2019), na Catedral da Ressurreição.

A cerimônia lembra muito um casamento católico. Há momentos de leituras bíblicas, sermões, votos matrimoniais, entre outros elementos litúrgicos.

A reverenda Tati Ribeiro, reitora da Catedral da Ressurreição, diz que a comunidade anglicana de Brasília é muito diversa. “Temos crianças, jovens, adultos, idosos, pessoas LGBT, héteros. Nós acreditamos que o amor de Deus é para todos e procuramos tratar com igualdade e respeito. Ninguém é melhor do que o outro, nem mais importante”, resume a reverenda.

Autorização da Igreja Anglicana

Em 2018, após 21 anos de debate, a Igreja anglicana no Brasil autorizou a realização de casamento entre pessoas do mesmo sexo. A resolução foi tomada em Brasília no dia 2 de junho, em uma assembleia-geral com os representantes da religião pelo país. Foram 57 votos a favor, 3 contrários e 2 abstenções.

Com a experiência de 15 anos liderando a Igreja em Brasília, o bispo Maurício Andrade afirmou na época da liberação que enxerga essas medidas com naturalidade. “Nós temos a ação de acolher as pessoas como elas são. Sem nenhuma exclusão. Temos a compreensão de que todas as pessoas são parte dessa extensão do amor de Deus”.

Segundo ele, deve existir, sim, uma preocupação em rever alguns conceitos ultrapassados. “A revelação da Bíblia foi em um contexto, uma realidade que a gente precisa atualizar. O problema é que atualizam para muitas coisas, mas para outras, não. Existe uma seletividade, o que faz com que muitas vezes as igrejas reforcem o sentimento de culpa nas pessoas”.

Fonte: JMNotícia
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