Hezbollah deve ser classificado como terrorista pelo Brasil

Hezbollah é uma organização política e paramilitar fundamentalista islâmica xiita sediada no Líbano.

O governo brasileiro está considerando designar o movimento xiita libanês Hezbollah como uma organização terrorista. O grupo é um dos maiores inimigos de Israel, sendo responsável por ataques sangrentos ao país.

Em maio, as Forças de Israel (IDF) destruíram o maior túnel do Hezbollah, construído para matar judeus.

O túnel tinha um quilômetro e cruzava a fronteira israelense, violando a Resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU.

Os cristãos também têm sido alvos de sequestros e ataques do grupo.

Terry Waite é um cristão que foi sequestrado em Beirute, capital do Líbano, trinta anos atrás.

Servindo como colaborador no processo de paz no Líbano, Waite foi mantido em cativeiro por quase cinco anos pelo Hezbollah, enquanto tentava libertar reféns ocidentais naquele país. Ele foi ficou refém de 1987-1991.

Ao celebrar 80 anos em junho passado, refletiu sobre o poder que o perdão teve em sua vida e planeja voltar a Beirute ainda este ano para continuar a trabalhar nos esforços de construção da paz.

Alinhamento

De acordo com especialistas, a ação do governo brasileiro mostra alinhamento com a política implementada pelos EUA.

Em novembro de 2018, antes de encontro com o então presidente eleito Jair Bolsonaro, o conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, John Bolton, afirmou que o governo Donald Trump tem expectativas de que o governo brasileiro declare o Hezbollah como um aliado do terrorismo.

A decisão, no entanto, não é unânime entre os integrantes da alta cúpula do ministério das Relações Exteriores.

Uma das razões é o impacto que a medida poderá ter nas relações com o regime islâmico do Irã.

Teerã, que é um dos principais aliados do Hezbollah, importa cerca de US$ 2,5 bilhões por ano em produtos brasileiros.

Contactada pela agência Bloomberg, a Chancelaria brasileira disse que não considera o Hezbollah uma organização terrorista e que não tem planos de rever esse status.

Reportagem de O Globo diz que durante a campanha presidencial do ano passado, o deputado Eduardo Bolsonaro, cotado para se tornar embaixador brasileiro em Washington, já havia defendido uma posição mais dura contra o Hezbollah e o palestino Hamas.

Bolsonaro confirma plano para rotular Hezbollah como grupo terrorista

O presidente da República, Jair Bolsonaro, afirmou, nesta terça-feira (20), que o Brasil deve classificar o grupo libanês Hezbollah, como uma organização terrorista.

Bolsonaro disse que o Hezbollah tem informantes no país na região da Tríplice Fronteira e que, apesar de não serem organizados, são “unidos”.

Em conversa com jornalistas, segundo o jornal Folha, o chefe do Executivo falou sobre o assunto:

“Pretendo fazer isso aí. Eles são terroristas. Temos informes que têm pessoas deles por aqui também, [na] Tríplice Fronteira, grupo do crime organizado no Brasil. Eles são unidos. Podem não ser muito organizados, mas são unidos”.

Nesta segunda-feira (19), o governo do Paraguai designou o Hamas e o Hezbollah como organizações terroristas internacionais. Recentemente, a Argentina tomou a mesma decisão.

Fonte: Guiame e Renova Mídia
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