Governo testa balão que poderá levar internet a comunidades remotas

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Balão, Internet, Ciência e Tecnologia

Foi lançado no dia 15 de novembro, em Cachoeira Paulista (SP), o projeto Conectar, que busca levar o sinal de internet às comunidades distantes dos centros urbanos por meio de balões equipados com um sistema de comunicação. O equipamento de tecnologia aeroespacial, testado com sucesso, é uma das apostas do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) para ampliar o acesso à rede mundial de computadores no país.

O teste do Aeróstato Brasileiro de Banda Larga (ABBL), desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCTI), foi realizado por volta das 11h no pátio do instituto. Equipado com transceptores, o balão foi içado a 240 metros de altura, conectando-se por rádio a um ponto fixo no município e preso a um veículo.

Os ministros da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, e das Comunicações, Paulo Bernardo, e o presidente da Telebrás, Caio Bonilha, acompanharam o teste.

Já no auditório, a conexão gerada pelo balão propiciou a realização de duas teleconferências via Skype, uma a 2,5 quilômetros (km) e outra a aproximadamente 30 km do Inpe.

Os ministros foram convidados a participar da teleconferência e conversaram com uma equipe do instituto instalada na sede da Canção Nova, em Cachoeira Paulista, e com outra em Passa Quatro (MG).

Conexão

A qualidade da conexão foi elogiada pelo ministro Raupp. Ele ressaltou que, caso novos testes comprovem a eficácia e viabilidade do dispositivo, ele poderá ser uma importante ferramenta para a ampliação do acesso à internet no país. “O sucesso deste primeiro teste evidencia que vale a pena investirmos em tecnologia nacional. Espero que o projeto continue avançando para que futuramente colabore para as regiões mais afastadas, como por exemplo, a amazônica, terem um eficaz sinal de internet”, disse.

O ministro Paulo Bernardo, além de revelar sua torcida para que as pesquisas continuem avançando, enfatizou que a alternativa é bem vista pelo governo, pois não agride o meio ambiente. “Pelo que nos foi apresentado, essa é uma tecnologia totalmente limpa. Certamente esta opção é muito mais barata e versátil para atender regiões afastadas e até mesmo inóspitas”, comentou.

“Os pesquisadores podem ter certeza que o governo continuará financiando alternativas tecnológicas que possam garantir uma maior qualidade de vida à população. Um grande exemplo é a nossa busca pela construção do satélite geoestacionário”, frisou.

De acordo com o coordenador do projeto no Inpe, José Ângelo Neri, o equipamento tem potencial para colaborar consideravelmente com o PNBL. “Através do balão, a conexão em banda larga usando radiofrequência atinge uma maior área de cobertura em comparação às torres convencionais. Assim, essa alternativa pode ser feita com custo competitivo em relação às tecnologias existentes, além do sinal ser até melhor”, destacou.

Um dos pontos destacados durante o evento foi a importância da parceria entre governo federal, CPqD e empresas especializadas, para o desenvolvimento da iniciativa.

Próximo passo

De acordo com os coordenadores do projeto, a próxima etapa do Conectar será a realização de uma série de estudos para tentar prolongar o período de suspensão do balão. Atualmente, o equipamento consegue armazenar um volume de gases suficiente para aproximadamente uma semana.

Texto: Ascom do MCTI

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