Governadora do Huambo repudia o assassinato de Yelissa Mendes
Joana Lina, governadora da província do Huambo | Foto: Alberto Julião

Joana Lina, governadora da província do Huambo visita os pais de Yelissa, e manifesta repúdio pelo assassinato da jovem.

Nesta segunda-feira (2), a governadora da província do Huambo repudiou o assassinato da jovem Yelissa Leite Mendes, de 24 anos, por asfixia mecânica por constrição cervical, pelo suspeito do crime, o ex-namorado, e classificou o ato como “crueldade”.

Joana Lina apelou para uma “profunda reflexão” da sociedade, sublinhando que “as famílias começam a ficar afetadas” com a ocorrência destes casos.

A governadora visitou os pais de Yelissa, na residência da família e realçou que estas “situações de barbaridade” causam enorme “insegurança” social e isto “não ajuda a construir o país”.

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Enfatizou que as “famílias ficaram afetadas com estas coisas” e apelou aos pais, da província de Huambo, a estarem mais atentos aos comportamentos dos filhos.

A governadora também descreveu o comportamento do acusado pela morte Yelissa, como “anormal” e insistiu que a sociedade deve estar atenta às atitudes fora do normal. “Muitos não aceitam ouvir os conselhos dos mais-velhos”, disse Joana Lina, destacando que não se pode continuar a assistir, impávidos e serenos a estas situações na província.

“Precisamos de tomar uma atitude, passando a discutir isso com o envolvimento de todos, desde os jovens às igrejas, para reduzirmos este tipo de ações. Pode-se encontrar outras possibilidades para sermos felizes, sem a violência”, pontuou a governadora da província do Huambo.

A cobrança de uma dívida no valor de 31mil kwanzas e 100 dólares, de acordo com informações do Serviço de Investigação Criminal do Huambo, fez com que, na sexta-feira, Yelissa fosse ao encontro do ex-namorado. Ao chegar no local, no bairro Bom Pastor, na Floresta do Sacahala, a jovem professora de inglês foi agredida e asfixiada.

Saiba mais: Filha de missionários brasileiros é brutalmente assassinada em Angola

O crime

Yelissa Mendes tinha 24 anos de idade, era professora de inglês, no Instituto Politécnico do Huambo, e concluía o curso de Literatura Inglesa pelo Instituto Superior de Ciências da Educação (ISCED). De acordo com informações, após sair do trabalho, entrou em contato com a família informando que foi convidada pelo ex-namorado que pretendia liquidar uma dívida.

Governadora do Huambo repudia o assassinato de Yelissa Mendes
Yelissa foi brutalmente assassinada na noite de sexta-feira (30) | Foto: Reprodução

De acordo informações, Yelissa foi brutalmente assassinada na noite de sexta-feira (30), por asfixia mecânica, e seu corpo foi encontrado, nas proximidades da floresta do Sacahla, arredores da cidade do Huambo. O carro da jovem professora foi encontrado no interior da Lagoa do R21, a uma distância de 10 quilômetros do local do crime.

Suspeito do crime, o ex-namorado da vítima, encontra-se sob custódia das autoridades policiais, e após a instauração do processo-crime será encaminhado ao Ministério Público.

A família

Os pais da jovem, Ismael e Sibeli Mendes Ferreira, são missionários da JOCUM e que moram no país há quase 30 anos, e são os fundadores e líderes da base da missão de Huambo, em Angola.

A notícia da morte da filha mais nova do casal de missionários brasileiros, chocou, não somente as bases da JOCUM em todo o Brasil, mas a todos os departamentos e secretarias que atuam com missões no país.

Segundo informações da Jocum, após o funeral, o casal deve ir até o Camboja para encontrar a outra filha, que não conseguiu se juntar à família neste momento de luto e precisa de apoio emocional.

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