A galinha pintadinha promove ocultismo entre nossos filhos?

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A galinha pintadinha promove ocultismo entre nossos filhos?

Por Silvio Santo da Costa

“Não porei coisa má diante dos meus olhos. Odeio a obra daqueles que se desviam; não se me pegará a mim” (Sl 101.3).

A última polêmica que envolve crentes e seus filhos e o mundo da animação gráfica voltada ao gênero infantil é a da galinha pintadinha. Nas últimas semanas as redes sociais vêm reproduzindo o testemunho de uma mãe evangélica que acredita haver uma “maldição” nos vídeos. Postado primeiramente em 27/9/13 no fórum de mães do site “Baby Center”, em poucos dias começou a ser reproduzida freneticamente na internet. Classificada por muitos como “bobagem” ou “loucura”, o depoimento foi inclusive retirado do ar pelo site. Mas transcrições da mensagem e capturas de tela foram mantidas e copiadas e a compartilhamos no fim deste artigo.

Quem teve filhos de 2006 pra cá já deve ter comprado e levado pra casa a fim de entreter os pequenos algum dos vídeos desta diferente galinha bicolor (não existe galinha que naturalmente seja pintada de azul e branca – talvez seja essa a genialidade atrativa e comercial do personagem que tanto espaço tem conquistado). Galinha pintadinha é um fenômeno de mídias, de faixa etária (até adultos curtem) e, sobretudo uma brilhante criação de fazer muito dinheiro. Soube que já existem mais de 600 produtos licenciados ao personagem galináceo.

Permita-me lembrá-lo de observações que envolveram outras animações e que segundo ensinadores como o Dr. Josué Yrion, foram feitas (as animações) sob inspiração satânica e com foco em influenciar e destruir crianças e famílias. Não curto excesso alarmista, a menos que tenhamos provas cabais para nos pronunciarmos a respeito de qualquer desconfiança ou polêmica. Cito como referência de hiper-valorização de causa a Nova Era. Pelos meados da década de 90 por todos os cantos do Brasil havia seminários sobre a Nova Ordem Mundial.

Mostravam-nos em apresentações visuais os símbolos satânicos da Nova Era espalhados por tudo quanto era lado, de todas as formas em quase todos os lugares e meios: da Pepsi à Hellmann’s; dos códigos de barras ao supercomputador de Bruxelas; das roupas da Zoomp à nota de um dólar americano com o símbolo maçom da pirâmide com o olho que tudo vê; da pomba com o ramo no bico à metamorfose da borboleta aquariana; da ONU à possível eleição do Lula (naquela época ainda um mero sindicalista). Era o sistema filosófico/teológico da Era de Aquário e seus afins ideológicos dominando o nosso mundo.

Quase duas décadas depois o prenúncio do reino do Anticristo por meio da Nova Era se estagnou; os seminários sobre o tema se acabaram praticamente, os livros sobre o assunto já não são novidade e alguns pregadores deslumbrados com a temática até mudaram seus discursos.Esse assunto não poderia ter sido tratado como foi; explorado sobre os holofotes da espetacularização; pois inevitavelmente cairia no esquecimento, infelizmente. Se o tratamento tivesse sido feito com compromisso bíblico e não como meio de ganhar dinheiro na época, teríamos uma atual mente cristã mais madura e plugada nos verdadeiros perigos que nos cercam – paramos e as bases lançadas pela Teosofia continuam na franca construção de um novo tempo mentiroso em que neste engano o homem se tornará um deus (Gn 3.1-5).

Não é de hoje que surgem boatos e assuntos ligados a desenhos e séries infantis. Por exemplo: sinais de honra ao demônio no lançar de teias do homem aranha (o pessoal da lagoinha foi até criticado há poucos dias sobre o dito sinal); promoção do comportamento homossexual pelo personagem Tink Wink dos Teletubbies; pacto dos criadores do Batman com Satanás (afinal ele – o Batman – é aclamado como o cavaleiro das trevas); promoção da teoria da evolução na animação “Era do Gelo”; invocação ao demônio em produções da Disney e tantas outras colocações associadas ao universo infantil.

A minha opinião sobre o assunto: Não tenho dúvidas da existência de mensagens subliminares em desenhos, filmes, novelas e revistas – precisamos da unção do Santo para não ser enganados (1 Jo 2.20). Galinha pintadinha me parece inocente, mas a cantiga (Fli-Flai-Flu) tem uma letra desconexa e incompreensível, mesmo sendo uma moda de escoteiros e maratonistas, não encontrei tradução clara (e isso fez piscar o sinal de alerta de minha consciência); ademais o personagem mestre André aparenta – e não estou afirmando que é – o Zé Pelintra do ocultismo afro-brasileiro (Umbanda). É importante considerar o que a Palavra de Deus fala sobre o papel dos pais na educação dos filhos (Dt 11.18-21; Pv 22.6; Ef 6.4; 2 Tm 3.14-15). Outro ponto interessante é de como temos agido quando nossos filhos estão diante de uma TV, seja para assistir sua programação normal ou mesmo Dvds – acompanhe seus filhos essa é a melhor precaução contra qualquer mal que ameace sua família. Como temos nos comportado como sacerdotes do lar? Como tem sido nossos devocionais familiares, a falta dessa prática será uma grande perda e uma brecha enorme para a entrada de muita coisa ruim em nossas casas. Alguns pais entregaram a tutela dos filhos à televisão. Precisamos tornar mais cristã nossa casa!

Se você deseja saber mais sobre a missão de acompanhamento televisivo dos pais por conta dos filhos, te convido a leitura: Aí, você assiste tv com seus filhos?

Acompanhe abaixo o relato da mãe que desencadeou toda a polêmica: 

Galinha Pintadinha

Silvio Santo da Costa | Gospel+

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