Finanças equilibradas = Funcionários mais produtivos

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Finanças equilibradas = Funcionários mais produtivosAdministrar as finanças pessoais, uma a casa ou até uma empresa não é fácil quando não há educação financeira. Cada vez mais as pessoas se veem tentadas a gastar, e como a maioria não conhece os princípios básicos de organização, disciplina e motivação, a situação vai se tornando cada vez mais complicada. E o resultado é um só: as pessoas vão se endividando mais e mais, entrando na conhecida fase do como “tapar buracos”, tirando de um lado para jogar em outro.

Este desacerto, dentro do ambiente organizacional, se reflete em funcionários desmotivados e com queda de produtividade em ritmo acelerado. Todas as pessoas precisam ter definido o limite de gastos. Tal limite é o que a pessoa ganha, seja por meio do salário, seja por comissões ou retiradas pró-labore, etc. Existem, porém, muitas formas de extrapolar o limite de gastos: cheques especiais, cartões de crédito, financiamentos, cheques pré-datados, etc. Não é fácil gerenciar tudo isso. O crédito fácil tem proporcionado enorme endividamento da população.

Se o endividamento aumenta, o funcionário fica nervoso, dorme mal, gasta horas tentando desatar o nó do cheque especial, ou do cartão de crédito, ou dos financiamentos, atualmente, comuns em 60, 72 ou 84 meses. Imóveis já são financiados em 35 anos, isso tudo tem o lado bom, contudo, quando se faz um financiamento, a renda mensal diminui, pois passa a sobrar menos.

Pesquisa da Fundação Getúlio Vargas, feita com seus próprios funcionários, mostrou que o equilíbrio financeiro pessoal afeta a produtividade da empresa. Os empregados endividados são os que apresentam maiores índices de faltas e atrasos. E, além disso, usam recursos da empresa na busca de soluções para seus problemas.

Pesquisa de faculdades americanas indica que 70% da população do país vive esperando o próximo pagamento, e que os problemas financeiros são a primeira causa de estresse no trabalho.

Segundo levantamento da Agência Reuters, cada funcionário em difícil situação financeira custa 7.000 (sete mil) dólares por ano às empresas, por não se dedicarem o suficiente ao trabalho.

O Banco Central do Brasil divulgou uma pesquisa que mostra que quanto maior é o salário, maior é o grau de endividamento da pessoa. Mesmo que o indivíduo não esteja com dívidas em atraso, o estudo, enfatizando a relação entre salário alto e endividamento, faz clara referência à facilidade de crédito que está pegando pessoas esclarecidas que, às vezes, dão uma cochilada.

Normalmente, os funcionários com nível salarial mais alto não demonstram esse problema para a empresa, por terem mais acesso ao crédito. Entretanto, não poucos, após esgotarem todas as possibilidades de crédito, costumam bater à porta do RH para solicitar: empréstimo, adiamento de salário com desconto em folha, venda férias ou antecipação do 13º e, às vezes, até pedem demissão para quitar dívidas.

Muito cuidado em entregar o peixe, o melhor é ensinar o funcionário a pescar. Em vista desse descontrole, algumas empresas têm investido em programas de orientações financeiras, tais como: palestras, cursos e atendimentos individuais a funcionários com sérios problemas de endividamento.

Que todos possam viver em paz com seu dinheiro.

Contato: www.erasmovieira.com.br

Fonte: Lagoinha

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