Feliciano quer tirar proveito da situação, diz Pr. José Wellington ao Jornal Folha de São Paulo

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Reprodução integral da entrevista do Pr. José Wellington, após reeleito como Presidente da CGADB, ao Jornal Folha de São Paulo, na coluna “Poder”.

João Carlos Magalhães | de Brasília-DF

O pastor e deputado Marco Feliciano (PSC-SP) "está querendo tirar proveito" da onda de protestos para que ele deixe a presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara.

A opinião é de José Wellington Bezerra da Costa, 78, reeleito anteontem presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus, principal entidade da maior denominação evangélica do país, da qual Feliciano faz parte.

"Ele é político, está querendo tirar proveito desse troço. Ele está dando corda na coisa. Bobo ele não é", afirma Wellington, lembrando, no entanto, que a entidade dá "respaldo" para o deputado –que antes da polêmica era pouco conhecido fora dos círculos evangélicos.

Wellington é presidente da Convenção há 25 anos. Nesse período, a Assembleia se consolidou como uma potência religiosa (12,3 milhões de fiéis) e política (28 deputados federais).

"Somos muito assediados [por políticos]", diz o pastor, que apoia a reeleição da presidente Dilma Rousseff: "A candidatura dela é uma nomeação, não precisa nem ir para a eleição".

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O pastor José Wellington, 78, confirmou o favoritismo e foi reeleito presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil, principal entidade da maior denominação evangélica do país

Folha – Há um levante preconceituoso contra o Feliciano?

José Wellington – O Feliciano é novo, jovem, inteligente e eu creio que vocês são inteligentes, vocês estão vendo que ele está querendo tirar proveito. Ele é político, está querendo tirar proveito desse troço. Ele está dando corda na coisa. O Marco Feliciano, bobo ele não é.

Agora, eu acredito que há uma exploração, há uma exploração muito grande do pessoal do lado de lá [críticos de Feliciano]. A verdade é essa: nós estamos juntos da Igreja Católica. Porque a Igreja Católica não aceita. O que nós não aceitamos a Igreja Católica não aceita.

Um bispo de São Paulo me telefonou e disse: "Pastor, vamos fazer uma dobradinha, temos de marchar juntos porque não aceitamos". Eles não aceitam aborto, casamento de pessoas do mesmo sexo. Eu vi ontem na imprensa no Amazonas um juiz deu uma liminar para que o camarada lá casasse com duas mulheres. Negócio de doido, né? Só no Amazonas dá um troço desse.

Nós, da Assembleia de Deus, não participávamos da vida política do país. Só depois, quando eu assumi a presidência… Porque eu em janeiro agora completei 25 anos na presidência da Convenção Geral, fui reeleito nove vezes. Quando eu cheguei, com o crescimento da Assembleia de Deus, eu entendi que precisávamos colocar alguém para nos representar. E isso foi feito. Hoje temos 28 deputados federais 'assembleianos'. No total, são 80 os parlamentares evangélicos em Brasília [de diferentes denominações].

O Marco Feliciano… Ai, não foi porque ele é evangélico, foi um acordo do partido. Destinaram aquilo para o PSC. Coube ao Marco Feliciano e ele abraçou. Como ele antes de ser presidente dessa comissão havia feitos alguns pronunciamentos… Nós não aceitamos o comportamento dessa gente, mas não os perseguimos. Não temos qualquer preconceito com eles. Absolutamente nada. É que o grupo que está apoiando essa gente, balizou, aqui no Congresso, algumas leis que estão dando muito, muita força para essa gente, e dizem que o preconceito é nosso. Pelo contrário, eles é que são os preconceituosos.

Eles quem?

O grupo, o grupo. Porque há um grupo patrocinando isso aí. Você sabe que infelizmente que esse grupo de gays, lésbicas e essa gente cresceu demais nos últimos tempos. Há interesse da parte deles que essas leis sejam aprovadas. Mas acredito que uma sociedade sensata jamais aceitará um comportamento antissocial como esse.

Qual a importância do Feliciano dentro da Assembleia de Deus?

Ele é um pastor tão igual como os demais. Eu tenho um filho deputado federal [Paulo Freire (PR-SP)], estava aí. O meu filho eu vejo melhor [risos]. Mas, como pastor da Igreja, ele não tem qualquer destaque, qualquer direito a mais, nenhuma proteção a mais, ele é um pastor igual aos demais.

Nas sessões da Comissão, parece existir uma unanimidade contra Feliciano. Mas os valores que eles defendem são valores comuns aos 12,3 milhões de fiéis da Assembleia de Deus, certo?

Valores comuns a uma sociedade sensata, uma sociedade sadia. Quando escreveram o PL 122 [que criminaliza a homofobia], nós [evangélicos] reunimos e tomamos algumas posições em relação àquilo ali. Chamamos os deputados federais e pedimos para que eles segurassem a coisa. Eu mesmo fui lá falar com o presidente da Câmara, fui falar com gente do Senado, até o senador José Sarney [PMDB-AP, ex-presidente da Casa] me mandou uma cartinha muito bonita. É uma posição nossa mais bíblica, nada preconceituosa. Por exemplo, se chegam dois cidadãos lá [na igreja que ele comanda, em SP], se dizendo crentes e pedindo que eu faça um casamento deles eu não faço nunca [risos]. Aí a lei [do projeto] vai e me condena, diz que é discriminação, me joga na discriminação, cinco anos de cadeia, sem direito a qualquer recurso, é um absurdo um troço desse.

Qual a posição da Convenção sobre a alegação de Feliciano de que Noé amaldiçoou os africanos?

Essa é uma interpretação teológica. A Bíblia, quando conta a histórica de Cã, a tradução chama de Cão, né?, é que aquele filho de Noé (eram três) quando o pai tomou uns gorós e, bêbado, se despiu, ficou caído bêbado, veio um dos filho, viu os dois, e saiu criticando, né?, outro veio, de costas, e cobriu a nudez do pai, então esse o pai abençoou e outro ele amaldiçoou. Cada um interpreta como queira. Qual foi a mudança que houve, se foi de cor, eu não sei.

Mas eu soube que dentro da igreja a posição não é essa.

Olha, eu não sou paulista, eu sou cearense. A cor da pele não faz muita diferente não, sem dúvida nenhuma. Eu recebo o irmão pretinho, a velhinha pretinha, para mim eu tenho tanto carinho, amor e respeito quanto por qualquer outro. Acredito que essa é a posição da maioria dos pastores. Agora, ele e alguns outros pregam isso, que os negros, os africanos, são descendentes de Cão.

O que o conjunto de valores dos evangélicos pode trazer para a discussão dos direitos humanos?

Em primeiro lugar, eu parto da premissa da própria vida na nossa Constituição. Que todos nós somos iguais perante a lei. Alguém disse que somos quase iguais, mas a letra disse que somos iguais. Acho que todo brasileiro deve ter sua liberdade de culto, de voto, do ir, do vir, os princípios de direitos humanos que a Constituição predispõem, acredito que ali está muito correto para todos nós. E também, em relação ao Estado ser laico, eu entendo perfeitamente o texto da lei. O Estado é laico, mas o povo é cristão, o povo tem religião. De maneira que essa interpretação. Entendo é que na vida administrativa deve ser separado um do outro, são dois ramos equidistantes, porém quando se trata da vida religiosa, todo povo tem a sua religião. E eu respeito perfeitamente. Eu tenho amizade por todos eles [líderes de outras religiões].

Qual deve ser o papel de qualquer igreja num Estado?

Em primeiro lugar, nós trabalhamos para paz social, na recuperação da criatura humana. Eu entendo que o homem, em si, tem condição de se recuperar em qualquer circunstância da vida. O lado social, o benefício à criatura humana em todas as áreas da vida, desde a educacional, da alimentação, da parte familiar, da parte social, de se integrar à sociedade, procurar ajudá-lo para que ele consiga emprego, trabalho, afim de que essa pessoa, que era uma pária para a nação, passe a ser um cidadão de bem, operando, contribuindo para a nação.

Na parte religiosa, nós temos muito o que ensinar da palavra de Deus, nada do José Wellington, eu prego Jesus Cristo, nosso salvador. Quando nós pregamos a bíblia, ela em si tem um poder transformador, não há necessidade de qualquer adendo, qualquer filosofia para misturar com a bíblia, ela em si já é a autoridade divina. O meu caso: aceitei Jesus com 8 anos de idade. Não fumei, não bebi, não me prostituí. Eu tenho quase 79 anos e tenho uma saúde perfeita.

O assédio dos políticos a vocês é muito grande?

É sim, somos bastante assediados. Só que a minha orientação como presidente foi sempre procurar ajudar os de casa. Por que, se eu elejo uma pessoa do nosso convívio eclesiástico, [é] alguém que eu tenho uma certa ascendência [sobre], que ele possa ser um legítimo representante da igreja. Temos que trabalhar os de casa. Eles merecem a atenção, a ajuda e a confiança.

Como vocês escolhem as pessoas que apoiam?

Chegou a ser de senador para cima, que precisa de mais votos, aí nós procuramos alguém que seja, no mínimo, amigo da igreja.

O que é ser amigo da igreja?

Normalmente, o senador da República já foi prefeito, já tem uma história na vida política. E nós então vamos buscar. Nós tivemos algumas dificuldades com o PT em São Paulo. Hoje não temos mais, graças à Deus por isso. Hoje tenho boa amizade com o prefeito de São Paulo [Haddad], sempre tive muita amizade com o Kassab, que saiu, tenho muito respeito e muita amizade também pelo governador, agora, eu não posso fazer divergência de partidos, eu trabalho com o povo. Na Igreja eu tenho PT, eu tenho PR, tenho PSDB, cada um acha que sua filiação está correta, Deus te abençoe. No contexto geral, somos crentes.

Qual a sua opinião sobre a Dilma?

Eu vejo com muito bons olhos. Confesso a você que não votei na Dilma. Eu tinha certos resquícios do PT lá em São Paulo. Mas esta senhora tem superado [as expectativas]. Ela pegou uma caixa de marimbondo na mão, mas tem sido muito honesta com seu governo e com o povo. Hoje, na minha concepção, a candidatura dela é uma nomeação, não precisa nem ir para a eleição, ela é eleita tranquilamente.

Vocês apoiam ela em 2014?

Eu até teria muito motivo para dizer não, mas esqueço tudo isso aí a bem do povo, ela tem sido muito correta na administração do nosso país.

Com "PT de São Paulo" o senhor quer dizer Marta Suplicy?

[Risos] Deixa isso pra lá. O meu concorrente [na eleição desta semana], pelas informações que eu tenho ele recebeu todo o beneplácito do Planalto. Eu não recebi, e não recebi porque também não pedi. Na nossa igreja em São Paulo nunca entrou um centavo nem da prefeitura, nem do Estado nem da nação. Nunca pedi, de maneira nenhuma. A presidenta, num ano desses, eu estava aniversariando e ela foi lá me ver, me dar os parabéns. Foi lá com quatro ministros, o Padilha e outros mais. Recebi com muito carinho, muito amor, perfeitamente. Mas não peço. Agora, entendo que, se algum dia precisar pedir, sou um brasileiro que paga imposto, tenho tanto direito quanto os demais.

E o senhor tem um poder muito forte.

Vou dizer uma coisa para você. Eu não sou político, sou de uma família de políticos. Meu irmão foi deputado estadual durante três legislaturas. Minha filha é vereadora em São Paulo, a Marta, foi reeleita agora pela terceira vez. O Paulo foi eleito deputado com 162 mil votos, uma votação relativamente boa para São Paulo. E acredito que, pelo trabalho que ele está fazendo, talvez supere os 200 mil votos agora [em 2014]. Na eleição passada, ainda o [Orestes] Quércia [ex-governador de São Paulo, morto em 2010] era vivo, ele foi lá na nossa Igreja, ele, [o ex-prefeito Gilberto] Kassab e o [ex-governador José] Serra. Eles me convidaram para que eu fosse suplente. E eu então agradeci a gentileza deles e pedi dois dias [para pensar]. Eu até brinquei: “Deixa eu consultar minhas bases por dois dias”. Na verdade, eu não ia aceitar. Eles voltaram, eu agradeci, educadamente. Então o Quércia disse: “Pastor, eu estou doente, você vai ser o senador”. Eu disse: “É por isso que eu não quero”. Eu não tenho tempo para mexer com a política. Não quero. A minha vocação é a igreja. Em São Paulo, nós temos 2.300 e poucas congregações [filiais] ligadas ao nosso ministério. É um batalhão de gente.

No total, a Convenção tem quantas Congregações?

O número de evangélicos da Assembleia de Deus é um ponto de interrogação. Em 1994, eu já era presidente, eu fiz um censo entre nós e na época nós contamos 12,4 milhões de crentes na Assembleia de Deus. O crescimento da Assembleia de Deus, é o levantamento que eu tenho, é de 5,14% ao ano. Quando estou falando de membro estou falando daquele que foi batizado e tem responsabilidade na Igreja. Quando o Fernando Collor era presidente eu falei: "Presidente, se nós fôssemos políticos, a Assembleia de Deus teria muito mais condição de contar com o povo do que o seu partido, porque vocês não têm uma filial em todos os municípios do Brasil." A Assembleia de Deus temos em quase todas as vilas de todos os municípios do Brasil nós temos um templo. São mais de 100 mil templos que tem a Assembleia de Deus no Brasil.

A revista britânica "The Economist" recentemente comparou o papa a um presidente de uma empresa. É isso mesmo?

A igreja tem os dois lados. Tem o lado espiritual e o lado material, o lado social. No lado espiritual, é a bíblia, oração, jejum, ensinamento bíblico. Do lado material, do lado do patrimônio, é uma empresa que nós temos que administrá-la de acordo com as leis vigentes no país. A Assembleia de Deus difere de outras igrejas evangélicas. Nós não vivemos correndo atrás do dinheiro. O dinheiro para nós não é o essencial. Nosso desejo é ganhar almas para Deus, o benefício da criatura humana. Nós somos um povo de vida social modesta mas que procura cuidar da igreja administrando-a seguramente.

Qual a receita anual de todas as Assembleias juntas?

Não sei. Não estou lhe negando, porque esses valores [não são] da Convenção Geral. E a Convenção Geral tem o caixa mais pobre do mundo. Estou há 25 anos e desafio qual é o tesoureiro que possa dizer: "O José Wellington usou R$ 0,05 do caixa".

E da Convenção?

São R$ 7 [milhões] ou R$ 8 milhões. É muito pouco. A nossa contribuição mensal é R$ 5 por mês [por obreiro], vou aumentar isso aí. Cada igreja tem a sua autonomia administrativa. Lá em São Paulo, essas 2 mil e poucas igrejas, essas todo o dinheiro vem para o Belém [central da congreção de Wellington em São Paulo]. E ali a gente administra e repassa para as construções e compromissos da igreja.

A maior parte que vocês juntam é gasto com o trabalho social? Tem muita gente que acha que as igrejas evangélicas servem para enriquecer os pastores.

Fui comerciante em São Paulo, e quando saí, não saí rico, mas com uma vida econômica estável. E o que eu tinha eu conservei até agora. Eu tenho algumas propriedades, eu já tinha uma boa casa onde morar, carro novo, caminhão. Não joguei fora, conservei. Mas digo por experiência: se alguém pensa em ser pastor para ganhar dinheiro, pode procurar outra profissão. Estou falando pastor, não estou dizendo essa turma que vive explorando, arrancando dinheiro do povo. A Assembleia de Deus não faz isso.

Quem faz isso?

[risos] Você é um moço inteligente. A televisão está cheia dessa gente. Nosso afã não é esse. Estou construindo um templo-sede em São Paulo, porque nossa igreja na verdade ficou muito pequena, então compramos uma quadra e gastamos aí uns R$ 47 [milhões], R$ 48 milhões. Estamos no acabamento. [Perguntam]: “Quando o senhor vai inaugurar?” Quando o dinheiro der [risos].

Houve um aumento de quase 50% nos fieis da igreja entre 2000 e 2010, segundo o Censo. Por que cresceu tanto?

Existem duas operações. Primeiro, a bênção de Deus sobre nós. E em segunda lugar é que a salvação que recebemos de Jesus é tão boa, ela é tão gostosa, nos trás tanta alegria, tanta satisfação, que todo crente tem o prazer de dizer que é crente. Nós transmitimos para o nosso semelhante aquilo que Deus fez na nossa vida. Então, nessa demonstração de fé, estamos ganhando outros para Jesus. Aí está o crescimento da Assembleia de Deus. Não é nossa filosofia, não é nosso preparo cultural, é esta vida saudável que recebemos de Deus e partilhamos com aqueles que estão em volta de nós.

Com esse crescimento da igreja, e à luz do que ocorre com o Feliciano, o senhor sente um aumento do preconceito contra os evangélicos no Brasil?

Não, ao contrário. A minha geração, quando eu era criança, eu me recordo muito disso aí, quantas vezes os irmãos iam dirigir cultos ao ar livre, e terminava debaixo de pedradas, jogavam pedras, jogavam batatas, ovos, cebolas, era um negócio tremendo. Nós sofremos isso aí. Na época, nas cidades do interior do Ceará, se somavam um chefe religioso, um delegado de polícia e um juiz de direito e os três… Templos nossos foram destruídos, entravam nas casas do crentes, arrancavam as bíblias, faziam fogueira de bíblias nas praças, isso aí nós chegamos a conhecer no meu tempo. De lá para cá melhorou muito. Por que? Ontem, nossa penetração social era classe D para baixo. Hoje, pela graça de Deus, conseguimos alcançar uma classe social mais alta. A nossa igreja tem juiz de direito, tenho 14 netos e todos eles formados, quatro médicos. Então essa penetração social, ela mudou a visão da Assembleia de Deus. Esse problemazinho do Marco Feliciano é muito mais de enfeite da mídia e um pouco de proveito dele.

Às vezes, parece que ele está sozinho.

Nós temos por ele muita amizade e queremos o melhor para ele. Agora, não fomos nós que o indicamos para presidente da Comissão. Agora, já que ele está lá, vamos procurar dar um respaldo. Desde que também ele tenha um comportamento que não venha a comprometer a igreja.

Ele atraiu uma atenção negativa para a Assembleia?

[risos] Não, ele está tirando proveitozinho porque ele é vivo, né?

Essa campanha [para a Convenção] é parecida com a de uma campanha política?

Infelizmente, é. Não era assim. Eu me recordo de quantas vezes eu me reunia com as lideranças da nossa igreja numa convenção, não tão grande quanto essa, e os candidatos ali e nós votávamos por aclamação e OK.

Fonte: Folha de São Paulo

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  1. Fiquei decepcionado, com as declarações de apoio do Pastor José Wellington a Dilma Roussef, na Folha de São Paulo. O pastor Wellington fez a seguinte declaração: ” Confesso a você que não votei na Dilma. Eu tinha certos resquícios do PT lá em São Paulo. Mas esta senhora tem superado [as expectativas]. Ela pegou uma caixa de marimbondo na mão, mas tem sido muito honesta com seu governo e com o povo. Hoje, na minha concepção, a candidatura dela é uma nomeação, não precisa nem ir para a eleição, ela é eleita tranquilamente.” Ora, como pode um pastor presidente falar uma mulher desta tem sido ‘honesta’ com seu governo e com o povo? E o pibinho de 0,9%, o menor do BRICs? E os prejuízos de 40% à Petrobrás? E as lambanças dos seus sete ministros que foram obrigados a sair por causa de corrupção? E as muitas obras paradas, com imenso desperdício de dinheiro público e corrupção? E as safadezas de Dona Rose Noronha, em nome do Lula, a qual, a imprensa afirma que é sua amante? E as ministras Eleonora e Maria do Rosário, que a presidente nomeou para fazer propaganda do aborto e do homossexualismo? A primeira disse que foi à Colômbia aprender a fazer aborto e que já teve relação homossexual com uma mulher enquanto estava casada. E o famoso Kit gay, que o então ministro da educação Fernando Haddad criou, para distribuir às nossas crianças nas escolas públicas e só não foi avante porque a bancada evangélica pressionou a presidente a vetá-lo, com a chantagem de colaborar com a oposição e convocar o Palocci a depor. Sinceramente, não vejo nada que justifique um pastor que sempre foi adversário histórico e crítico do PT em São Paulo, fazer esse tipo de declaração de apoio, enquanto critica o pastor Marco Feliciano, que tem posto a cabeça a prêmio em defesa da família brasileira. Como obreiro do Ministério do Belém, o qual é presidido pelo pastor José Wellington desde 1980, senti-me ofendido com estas declarações.

  2. Confesso que estou supreso, com essa entrevista,pois o mesmo Pr.que hoje fala em tirar proveito da situação em relaçao ao Pr. Marcos Feliciano, foi o mesmo que o recebeu, na terça feira passada,por ocasião da 41 AGO da CGABD em Brasília, e apresentou, para uma gama de 20 mil pastóres,declarando-lhe total apoio.Respeitosamente eu penso que há no minino um dualizimo paradoxal,será que naquele momento, em que o Pr, Mascos Feliciano subio na plataforma da 41 AGO,da CGABD para falar, ovacionado por palmas e palavras de apoio, não representava tambem uma maneira intelegente de tirar proveito da situação .Só lembrando que eleião para presidente da CGABD aconteceu na quinta feira.MEU DEUS O QUE ESTAMOS FAZENDO COM O EVANGELHO!!!!!!”HORA VEM SENHOR JESUS”!!!!!!!

  3. A obra de arte “A ASSEMBLÉIA DOS DEUSES”, detalhe da parte esquerda do friso leste do Tesouro dos Sifnianos em Delfos, datada de 530 / 525 que está no museu Archaeological Museum mostra uma cena que pode ser comparada com a Assembléia de Deus moderna. Da esquerda para a direita estão provavelmente representados Afrodite, Ártemis e Apolo; Ares é parcialmente visível na extrema esquerda – escudo, mão e pé. Note-se que, nessa época, Afrodite era sempre mostrada completamente vestida. A cena certamente se refere a uma das “ASSEMBLÉIAS DIVINAS” em que os deuses se reuniram para discutir a Guerra de Tróia e suas conseqüências, conforme a descrição de Homero na Ilíada e na Odisséia. A palavra “ASSEMBLÉIA”, na realidade, é mera tradição formal. Na Ilíada, por exemplo, Zeus convocou os deuses apenas para comunicar-lhes, na qualidade de pai dos deuses e dos homens e de soberano dos deuses, seus desejos. Ele explicou ainda, didaticamente, o que poderia acontecer aos deuses desobedientes… Hoje, a “ASSMBLÉIA DE DEUS”, como entidade religiosa perdeu o seu sentido, ela transformou-se num palanque de divertimento, de agregação de astros e estrelas, de refúgio político e o que é pior, ela é em si, um verdadeiro “PARTIDO POLÍTICO”. Aquele foco da pregação do Evangelho, que há anos atrás era o fundamento, se perdeu no tempo com a abertura patrocinada por lideranças inescrupulosas que passara a dominar a entidade e por conseqüência a igreja. A outrora “IGREJA ASSMBLÉIA DE DEUS”, hoje não passa de um reduto de espertalhões, de mercenários, de políticos e de comerciantes da fé, A igreja assembléia de Deus no Brasil, principalmente, transformou-se num palanque para ativistas, para manifestantes, para revoltados, para políticos e coisas semelhantes. A tal “CGADB” é um antro de oportunistas, tanto que a briga e a guerra pela liderança e pelos cargos transformou-se, há meses atrás, em caso de polícia. Esta é a nova “ASSEMBLÉIA DOS DEUSES”, pois o que tem de gente querendo aparecer usando um dos cargos importantes é algo vergonhoso. Eles não defendem mais a pregação do Evangelho, defendem ideologias, muitas delas distorcidas e perversas. A coisa ficou mais evidente quando lançaram a “SANTA MARIA”, a Mãe dos evangélicos, uma missionária consagrada na calada da noite, para concorrer ao cargo máximo eletivo no Brasil. Aquilo foi o verdadeiro tiro no saco, ou melhor no pé!!! Uma ativista dos seringais, que jamais foi vista empunhando um Bíblia nas telas de televisão, de uma hora para a outra, é tratada como SANTA”, como a donos das soluções para os problemas do Brasil. Como no meio evangélico tem muita “TOPEIRA”, muito “BESTA”, muita “ANTA”, a galera da Assembléia de Deus achou que uma pessoa voltada para o “MEIO AMBIENTE” pudesse ser a solução para a preservação ambiental do pobre meio evangélico. Afinal, se acabarem coma as antas, com as bestas, com as topeiras os políticos evangélicos perderão seus votos de cabrestos destes animais. A onda de mundanismo que assola a Assembléia de Deus hoje a coloca no fundo do poço, ela não representa mais aquela entidade que um dia pregava o Evangelho desprovida de interesses, hoje estes interesse, na maioria escusos, falam mais alto, basta ver a briga e a celeuma criada nas comemorações do centenário deles. O ar de grandiosidade e de suntuosidade domina, e o tal “PALÇACIO DAS CONVENÇÕES” erguido em Belém dão a dimensão do que falo. Com o que investiram lá, com a mão de obra usada, com as tecnologias de ultima geração, se revertidos na totalidade para missões, que é o objetivo único da igreja, milhares de vidas teriam sido tiradas do lamaçal do pecado. Mas para isto os envolvidos deveriam abandonar a vaidade, o orgulho, as guerras entre grupos, as disputas por cargo e investirem suas vidas, com testemunho incontestável, na propagação das Boas novas. Mas… O rabo de cavalo também cresce, lá no sítio, de vez em quando tenho que mandar fazer tosas para que o animal não sofra com o excesso de pelos na calda. Ele cresce… Para Baixo!!! É assim que a igreja Assembléia de Deus está crescendo, como rabo de cavalo, descendo ladeira abaixo, e o que é pior, tem multidões fazendo festas e comemorando. Num deste animais, fui tentar, aproveitando a oportunidade de estar na tronqueira, trocar as ferraduras do animal. Na primeira martelada acertei o dedo. Ele inchou e doeu muito, foi preciso a intervenção de um médico para ajudar no tratamento. A Assembléia de Deus levou uma cacetada do martelo do Diabo e precisa, com urgência, da assistência do Médico dos Médicos, Jesus, para cura esta ferida, pois ela pode gangrenar e ai ter que ser amputada. A ferida está exposta, podre e com um odor desagradável, mas, por brigas e picuinhas internas, ninguém quer recorrer ao tratamento correto, ninguém, até por comodidade, quer ir ao local correto buscar o tratamento preciso. Na praça aqui perto de meu apartamento há uma Assembléia de Deus. Confesso que passar pela porta, às vezes me deixa constrangido, envergonhado e perplexo. O culto transformou-se num espetáculo de veneração do eu, é um festival de heresias que dói o coração. Tem uma faixa lá, hoje, que diz: “VENHA PARTICIPAR DA NOITE DE CURAS COM O GRANDE HOMEM DE DEUS”… Hora, as pessoas são convocadas para curas e não para experimentarem da graça de Deus, elas são convidadas para curas dos males do corpo, mas não da lama e do coração. A ênfase é o materialismo, a prosperidade e as bênçãos do “AQUI E AGORA”. Diz a faixa: Vamos ter um show com cantores gospel e lançamento de CD.s e DVD.s com sorteio de brindes. É mole ou quer mais? É esta a Assembléia dos Deus,uma casa de espetáculo que, pela fragilidade espiritual das multidões, eles são atraídas pela propaganda e não pelo conteúdo do que é oferecido. Se tem barulho, se tem show, se tem artista, se tem cura de dor de barriga – pois levantar um paralítico como fizeram Pedro e João eles nunca fazem – lá está o povão, num ritual macabro recheado de aleluias, de glória a Deus e movido a língua para lá de estranhas. Isto sem falar nas profetadas, tem cada uma que é de arrepiar os cabelos. Então, viva a bagunça, ou melhor, a “ASSEMBLÉIA DOS POLÍTICOS”, pois esta que está ai não é de Deus.

  4. Concordo plenamente. A maioria ingênua acaba acreditando ser Marco Feliciano um “perseguido” como os apóstolos. Esquecem que ele é político. Ou seja, possui interesses políticos.

  5. Engraçado temos então dois descursos por parto do Pastor José Wellington em relação ao Pastor Marcus feliciano. O de terça feira passada, na 41AGO da CGADB em Brasília,onde o recebeu na plataforma,declarando, total apoio, agora pra supresa de todos que o ouveram na terça feira passada, temos um outro descurso do Pastor José Wellington, ao que mim parece não muito aliado com o de terça feira passada, bom naquela ocasião ele ainda não tinha sido reelieto para presidente da CGABD,Respeitosamente eu pergunto, quem na verdade tirou proveito da situação?

  6. Prezado irmão e comentarista do assunto em tela; tenho saudades da Igreja Evangélica Assembléia de Deus, unida e amiga, não rivais como são hoje os ministerios, digo principalmente os maiores, falta união de seus lideres e menos demagogia. Por que? Duas, tres, quatro ou cinco grandes assembleias em vez de uma ou unica conveção? A resposta sabemos: a sede da liderança, a politica e o dinheiro, as pessoas não querem ser lideradas, querem liderar, isso levou a CGADB se disvincular da CONAMAD e vice versa, brigas por causa da editora cpad e outras coisas. Hoje cada uma tem seu ministerio e sua casa publicadora, enfim o homem separa aquilo que Deus uniu. Tenho saudades da Igreja unida, saudades de Paulo Leivas Macalão e saudades de Cicero Canuto de Lima.

  7. “A candidatura dele é uma nomeação, não precisa nem ir para a eleição”. É lamenável ouvir isto do homem que tem a responsabilidade de dirigir a CGADB. Não deveria unduzir – e na maioria dos casos impor – o votos dos ministros ligados a convenção que dirige. Pr José Wellington não está preocupado com o futuro da Assembleia de Deus no Brasil, mas, isto sim, em preparar o caminho para daqui a quatro anos indicar o filho para seu lugar. Vale ressaltar que Wellington Jr dirige a CPAD, que é uma verdadeira máquina de gerar dinheiro, e sobre a qual paira questionamwntos, inclusiveis judiciais, de malversação dos recursos arrecadados. E como no coronelismo ali vigente não admite oposição, todos se calam. Alguns, por comodismo. Outros, com medo de serem satanizados e expostos como quem quer dividir a igreja. Este sistema só se mantém porque as convenções nordestinas se vendem, através dos seus pastores presidentes, verdadeiros coronéis.

    • Temos que ter gente igual ao profeta que “deu de dedo” na cara do rei Davi pelo que fez de errado. Não podemos temer pastores que tem destaque e que só semeia semente do inferno na igreja. Temos que ser iguais a Natã a desmascararmos aqueles que levam o rebanho para o caminho largo. JWBC só decepciona, trocou Jeremias 33 pelos 33 degraus da sociedade segreda e aprendeu pelas cartilhas de Lúcifer como amaldiçoar o povo de Deus. Esse Balaão tem que cair antes que seus filhos (Janes e Jambres) acabem com tudo. Acorda Assembleia de Deus.

  8. Esse Sr. José Wellington critica o deputado Marco Feliciano e o acusa sem analisar os fatos. Apoio o deputado até pq ele sabe defender aos princípios cristãos d forma inteligente e coerente. Quem está perdendo a compostura são os do contra, e além do mais quem eh José Wellington para falar d Marco Feliciano por ser ele politico? Afinal, eh por causa d politicagem eclesiástica q esse Sr. d mente ultrapassada continua no poder até hj na denominação q ele preside, e ai d quem ousar tentar tirar o trono dele, ai o bicho pega!! EH D MENTES ARCAICAS E ALIENADAS COMO A DE JOSÉ WELLINGTON Q O POVO D DEUS Q É ESCLARECIDO NA PALAVRA E NO CONTEXTO SOCIAL ATUAL DO QUAL VIVEMOS DEVE MANTER DISTANCIA.

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