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Extremistas atacam e destroem igrejas em Moçambique

Milhares de vítimas foram forçadas pelos radicais a deixarem suas casas. A crise de insegurança ameaça os cristãos perseguidos em Moçambique.

EM FOCO

Paulo Pontes
Paulo Ponteshttps://www.searanews.com.br
Fundador e CEO da Seara News Comunicação, jornalista, cidadão vilavelhense, natural de Magé (RJ), pastor, teólogo (Teologia Pastoral e Catequética), presidente do Diretório da SBB-ES, autor do livro Você Tem Valor.

Milhares de pessoas se tornaram deslocadas internas no Norte de Moçambique depois do aumento de ataques de grupos extremistas islâmicos na região. Essa é a realidade de milhares de cristãos na África Subsaariana. Por isso, no dia 26 de maio, nos uniremos em oração por essa região. Saiba como participar do Domingo da Igreja Perseguida 2024.

Maria (pseudônimo), uma jovem de 20 anos, é uma das vítimas. Ela fugiu depois que um grupo atacou a cidade de Chai, no distrito de Macomia, em fevereiro. Ela e a família estavam em busca de abrigo da violência que os obrigou a deixar Mocímboa da Praia, na Costa Norte de Moçambique, sua cidade natal, há quatro anos. A jovem já havia perdido a mãe em um ataque e agora mais dois membros da família foram mortos.

“Estávamos abrigados na casa do irmão mais novo do meu pai em Chai”, conta a jovem. Quando os radicais chegaram à cidade, no início de fevereiro, queimaram a casa do tio de Maria. Ela conseguiu fugir com a filha de dois anos nos braços, mas, em meio à agitação, perdeu o pai e o tio de vista.

Amarrados e fuzilados

Maria estava com um grupo de desconhecidos, quando um homem a reconheceu e disse a ela: “Filha, sinto muito em dizer, mas vi os corpos do seu pai e do seu tio. Eles foram amarrados e fuzilados”. Maria começou a chorar e viajou por uma longa distância na floresta até chegar à cidade de Macomia.

Na cidade, conseguiu um carro para levá-la com o filho para Pemba, onde Maria encontrou abrigo com outra família cristã. Os irmãos dela ficaram em um acampamento de deslocados internos, para o qual ela não pôde ir, pois teria mais risco de ser vítima de abusos.

O escalonamento da violência na província de Cabo Delgado começou ainda em fevereiro deste ano, quando o Estado Islâmico atacou forças de segurança em Moçambique e causou a morte de 20 soldados. Dali, eles avançaram para outras regiões e causaram o deslocamento de milhares de vítimas.

Escolas fechadas

Nos ataques, eles destruíram igrejas, casas e lojas. Há também relatos de sequestros e decapitações. Os radicais encorajaram a população local a se converter ao islamismo e exigiram impostos em troca de proteção para casas e propriedades. Por causa da insegurança, mais de 125 escolas foram fechadas desde janeiro, assim, por isso, a educação de mais de 68 mil crianças foi prejudicada.

O aumento da violência nos últimos meses também causou uma onda com mais de 70 mil deslocados internos, sendo 35.500 crianças e 14.500 mulheres. “Acordamos com o som dos tiros. Eles começaram a perseguir as pessoas. Vimos quando eles cortaram a cabeça de um homem com um facão”, disse Josefina Gabriele, uma mulher de 40 anos, em entrevista à agência de notícias AFP.

O grupo extremista islâmico Ahlu-Sunnah wal Jama’ah tem travado uma disputa no Norte da província de Cabo Delgado desde 2017. Em 2019, o grupo se aliou ao Estado Islâmico. A luta entre as Forças Armadas de Moçambique e grupos extremistas obrigou mais de 650 mil pessoas a fugirem de casa. Ao menos dois milhões de pessoas precisam de ajuda humanitária imediata. Ore pelos cristãos deslocados internos em Moçambique.

DIP

Organize o Domingo da Igreja Perseguida (DIP) 2024 em sua igreja e faça parte do maior movimento de oração em favor dos cristãos perseguidos.

Com Portas Abertas

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