Exército e rebeldes perseguem líderes cristãos em Myanmar
Em Myanmar líderes cristãos enfrentam a perseguição do exército e de grupos rebeldes. | Foto: Reprodução

Na antiga Birmânia, Exército e rebeldes perseguem líderes cristãos  de todas as formas. Conhecida em nossos dias como Myanmar, a antiga Birmânia é uma nação do sudeste asiático com mais de 100 grupos étnicos, que faz fronteira com Índia, Bangladesh, China, Laos e Tailândia. Rangum, é a maior cidade do país. Atualmente, os líderes cristãos tem sofrido com uma dupla perseguição religiosa, tanto do exército quanto de rebeldes.

Segundo a informação de Portas Abertas, a principal causa das perseguições deve-se aos ensinamentos bíblicos nas igrejas locais, os quais destoam dos valores dos dois poderes; tanto do exército quanto dos rebeldes.

Duas vias

Os líderes cristãos de Myanmar enfrentam pressão de todos os lados. Enquanto cinco pastores capturados por um grupo insurgente foram soltos, dois outros estão mantidos presos por militares sob a suspeita de colaborar com grupos rebeldes. Como se fosse apenas uma troca de prisioneiros.

A detenção aconteceu sob a justificativa dos homens terem participado das comemorações do Dia da Revolução de Kachin, que marca a data em que o Exército da Independência do estado iniciou a rebelião.

Durante anos, os estados, hoje predominantemente cristãos, de Kanmar e Shan, ficaram no meio dos conflitos entre grupo armados étnicos e o exército. Além disso, os grupos insurgentes são responsáveis por fechar igrejas e prender civis, como pastores e estudantes da Bíblia.

A possível causa

A perseguição aos cristãos ocorre porque os líderes não apoiam os atos dos rebeldes e ainda desencorajam os jovens a se juntarem ao combate. Do outro lado, o exército do país tem forte posição constitucional e não admite críticas.

Em agosto de 2019, um pastor foi ameaçado de ser levado ao tribunal do país por ter conversado com o presidente americano, Donald Trump, sobre a perseguição aos cristãos em Myanmar.

Em 2017, o governo foi acusado de forçar mais de 740 mil pessoas da etnia rohingya a deixar as casas e ir para campos internos de deslocados. Lá, os cristãos ex-muçulmanos estão sujeitos a hostilidade tanto das autoridades como dos próprios familiares.


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