Esdras e Neemias Combatem o Casamento Misto
Esdras e Neemias Combatem o Casamento Misto | Foto: Reprodução

Escola Dominical – Comentário de apoio da Lição 12, do 3º trimestre de 2020 – Esdras e Neemias Combatem o Casamento Misto.

Aniel Ventura

Na restauração física e espiritual da cidade de Jerusalém, Neemias enfrentou problemas externos e internos; inimigos de fora e oposição de dentro; mas, sempre foi firme, assim conduziu o povo nessa restauração durante doze anos (Ne 2.1; 13.6).

Agora, com sua ausência e sem a sua firme liderança espiritual, o sacerdócio se corrompeu e o povo quebrou a aliança que havia sido feito com Deus. Entretanto a restauração começou quando a lei foi posta em prática. Podemos concluir que, sem profecia o povo se corrompe e sem a Palavra de Deus, o povo perde o caminho. Enfim não há reforma sem volta às Escrituras sagradas.

I – ESDRAS E NEEMIAS COMBATEM O PERIGO DO CASAMENTO MISTO

Esdras ficou atônito, envergonhado e profundamente entristecido por causa do pecado do povo, pois a proibição de Deus não era uma questão racial, muito menos religiosa. Mas tanto os amonitas quanto os moabitas adoravam outros deuses, e sempre foram hostis ao povo de Deus, contratando Balaão, profeta amante de dinheiro para amaldiçoar Israel. Finalmente, a aflição de Esdras atraiu outros que “tremiam diante das palavras de Deus” e compreendiam as consequências desastrosas que o pecado traria ao povo com suas famílias (Ed 9.4,7,13-15).

Os casamentos com mulheres pagãs eram atos de infidelidade a Deus e à sua Palavra (Ed 9.2; 10.2,10). O verdadeiro arrependimento demandava tal separação, para corrigir o mal, sendo necessário despedir as esposas pagãs, para que o propósito de Deus para Israel fosse mantido, isto é, o de ser uma nação santa, separada para Deus e que o povo não viesse cair na idolatria e costumes imorais das nações.

II – POR QUE UM JUDEU NÃO DEVIA CASAR COM UMA PAGÃ?

Os hebreus não poderiam “misturar-se” com os povos pagãos. Do mesmo modo, a Igreja é chamada para demonstrar o amor de Deus ao mundo, como uma ovelha no meio dos lobos (Mt 10.16; Rm 12.2). O casamento misto, do crente com o incrédulo, ou amizade íntima com incrédulos, devem ser evitadas, pois podem influenciar o crente e levá-lo a desviar dos caminhos de Deus.

Um exemplo bem conhecido é o de Sansão que em sua rebeldia cometeu erros fatais que o levaram ao fracasso espiritual e à morte física. Não se firmou na palavra de Deus não teve interesse e nem respeito com os seus mandamentos, e ainda desprezou totalmente os conselhos de Deus quanto ao casamento misto (Êx 34.16; Dt 7.3). Não valorizou o ensino que seus pais lhe transmitiram da parte de Deus, e abandonando os princípios bíblicos de vida, para fazer o que bem agradava os seus olhos (13.5,8,14,24,25).

III – A SOBREVIVÊNCIA DO POVO JUDEU

É possível perceber na história da nação de Israel, em diversas ocasiões, a preservação, o cuidado e os propósitos de Deus para com o seu povo. Foram vários momentos cruéis, em que a nação quase foi exterminada, mas a mão de Deus sempre esteve amparando o seu povo.

Depois de muita perseguição, opressão e cativeiro, Israel por fim vive seu momento de glória, isto é, a sua independência reconhecida pela ONU (Organização das Nações Unidas) desde 14 de maio de 1948.

IV – UMA PALAVRA FINAL SOBRE O CASAMENTO DOS CRENTES

Devido a imoralidade sexual desenfreada, como era o caso da população de Corinto, relatada por Paulo e a do mundo hoje, o casamento efetuado por amor recíproco preserva e protege a pureza moral da sociedade a partir da família: “Mas por causa da prostituição, cada um tenha a sua própria mulher, e cada uma tenha o seu próprio marido” (1Co 7.2).

Segundo a Bíblia, Intimidades conjugais são limitadas ao casamento. Entretanto Deus não criou o sexo para o pecado, como ocorre no mundo ímpio; o chamado “sexo livre”, é uma abominação contra o criador.

V – ESPERA EM DEUS

Deus criou a Família com desígnios sublimes. O Criador não fez o ser humano para viver na solidão. Quando formou o homem, o Senhor disse: “Não é bom que o homem esteja só. Far-lhe ei uma adjutora, que esteja como diante dele” (Gn 2.1S), Este texto bíblico nos mostra o primeiro objetivo de Deus ao criar a família. Fica evidente que a célula mater da sociedade foi criada a partir da necessidade humana de ter companhia.

O propósito divino era estabelecer uma institui­ção que pudesse propiciar ao ser humano abrigo e relacionamento é por isso que preci­samos investir em nosso relacionamento familiar. O se­gundo propósito divino para a criação da família foi fazer dela um núcleo pelo qual as bênçãos do Senhor pudessem ser alcançadas em toda a terra (Gn 1.28).

CONCLUSÃO

A realidade do sofrimento de Esdras, por causa do pecado, expresso em sua oração e confissão, comoveu homens e mulheres de Judá e os levou a confessar também, e a eliminar o pecado de suas vidas.

Para muitos comentaristas, as medidas tomadas por Esdras para corrigir o mal parecem extremamente rigorosas. “Esdras fez com que eles jurassem”. É verdade que na punição ao pecado, descrita no livro de Esdras os inocentes sofressem, mas esta foi a consequência daqueles que desobedeceram de forma conscientes e que a punição não pode ser evitada.

Uma família cristã deve ter por norma seguir determinações estabelecidas por Deus em sua palavra, posicionando-se de acordo com princípios cristãos. Assim, no âmbito familiar é possível compartilhar planos, problemas e necessidades, sempre objetivando ver a unidade da família, bem como glorificar o nome de Deus.

Bibliografia
O Novo Comentário Bíblico A.T. e N.T. Earl D. Radmacher, Ronald B. Allen e H
Neemias – O líder que Restaurou uma Nação – Hernandes Dias Lopes – Hagnos
A volta do Exílio e a Preservação do Povo de Israel – Editora Betel
Os problemas da Igreja e suas Soluções – Antônio Gilberto – CPAD
A Família Cristã no Século XXl – Elinaldo Renovato – CPAD
Comentário Bíblico Beacon A.T. – Vol.2 – CPAD
Bíblia de Estudo Pentecostal – CPAD

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