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Vila Velha

Esdras e Neemias Combatem o Casamento Misto

Não há reforma sem volta às Escrituras sagradas: Sem profecia o povo se corrompe, sem a Palavra de Deus o povo perde o caminho.

EM FOCO

Aniel Ventura
Natural de Afonso Cláudio (ES), casado com Deuzeny Ribeiro, pai de Fellipe, Evangelista da Assembleia de Deus Ministério de Cobilândia, em Vale Encantado, Vila Velha (ES), Bacharel em Teologia pelo Instituto Daniel Berg.
Esdras e Neemias Combatem o Casamento Misto
Esdras e Neemias Combatem o Casamento Misto | Foto: Reprodução

Escola Dominical – Comentário de apoio da Lição 12, do 3º trimestre de 2020 – Esdras e Neemias Combatem o Casamento Misto.

Aniel Ventura

Na restauração física e espiritual da cidade de Jerusalém, Neemias enfrentou problemas externos e internos; inimigos de fora e oposição de dentro; mas, sempre foi firme, assim conduziu o povo nessa restauração durante doze anos (Ne 2.1; 13.6).

Agora, com sua ausência e sem a sua firme liderança espiritual, o sacerdócio se corrompeu e o povo quebrou a aliança que havia sido feito com Deus. Entretanto a restauração começou quando a lei foi posta em prática. Podemos concluir que, sem profecia o povo se corrompe e sem a Palavra de Deus, o povo perde o caminho. Enfim não há reforma sem volta às Escrituras sagradas.

I – ESDRAS E NEEMIAS COMBATEM O PERIGO DO CASAMENTO MISTO

Esdras ficou atônito, envergonhado e profundamente entristecido por causa do pecado do povo, pois a proibição de Deus não era uma questão racial, muito menos religiosa. Mas tanto os amonitas quanto os moabitas adoravam outros deuses, e sempre foram hostis ao povo de Deus, contratando Balaão, profeta amante de dinheiro para amaldiçoar Israel. Finalmente, a aflição de Esdras atraiu outros que “tremiam diante das palavras de Deus” e compreendiam as consequências desastrosas que o pecado traria ao povo com suas famílias (Ed 9.4,7,13-15).

Os casamentos com mulheres pagãs eram atos de infidelidade a Deus e à sua Palavra (Ed 9.2; 10.2,10). O verdadeiro arrependimento demandava tal separação, para corrigir o mal, sendo necessário despedir as esposas pagãs, para que o propósito de Deus para Israel fosse mantido, isto é, o de ser uma nação santa, separada para Deus e que o povo não viesse cair na idolatria e costumes imorais das nações.

II – POR QUE UM JUDEU NÃO DEVIA CASAR COM UMA PAGÃ?

Os hebreus não poderiam “misturar-se” com os povos pagãos. Do mesmo modo, a Igreja é chamada para demonstrar o amor de Deus ao mundo, como uma ovelha no meio dos lobos (Mt 10.16; Rm 12.2). O casamento misto, do crente com o incrédulo, ou amizade íntima com incrédulos, devem ser evitadas, pois podem influenciar o crente e levá-lo a desviar dos caminhos de Deus.

Um exemplo bem conhecido é o de Sansão que em sua rebeldia cometeu erros fatais que o levaram ao fracasso espiritual e à morte física. Não se firmou na palavra de Deus não teve interesse e nem respeito com os seus mandamentos, e ainda desprezou totalmente os conselhos de Deus quanto ao casamento misto (Êx 34.16; Dt 7.3). Não valorizou o ensino que seus pais lhe transmitiram da parte de Deus, e abandonando os princípios bíblicos de vida, para fazer o que bem agradava os seus olhos (13.5,8,14,24,25).

III – A SOBREVIVÊNCIA DO POVO JUDEU

É possível perceber na história da nação de Israel, em diversas ocasiões, a preservação, o cuidado e os propósitos de Deus para com o seu povo. Foram vários momentos cruéis, em que a nação quase foi exterminada, mas a mão de Deus sempre esteve amparando o seu povo.

Depois de muita perseguição, opressão e cativeiro, Israel por fim vive seu momento de glória, isto é, a sua independência reconhecida pela ONU (Organização das Nações Unidas) desde 14 de maio de 1948.

IV – UMA PALAVRA FINAL SOBRE O CASAMENTO DOS CRENTES

Devido a imoralidade sexual desenfreada, como era o caso da população de Corinto, relatada por Paulo e a do mundo hoje, o casamento efetuado por amor recíproco preserva e protege a pureza moral da sociedade a partir da família: “Mas por causa da prostituição, cada um tenha a sua própria mulher, e cada uma tenha o seu próprio marido” (1Co 7.2).

Segundo a Bíblia, Intimidades conjugais são limitadas ao casamento. Entretanto Deus não criou o sexo para o pecado, como ocorre no mundo ímpio; o chamado “sexo livre”, é uma abominação contra o criador.

V – ESPERA EM DEUS

Deus criou a Família com desígnios sublimes. O Criador não fez o ser humano para viver na solidão. Quando formou o homem, o Senhor disse: “Não é bom que o homem esteja só. Far-lhe ei uma adjutora, que esteja como diante dele” (Gn 2.1S), Este texto bíblico nos mostra o primeiro objetivo de Deus ao criar a família. Fica evidente que a célula mater da sociedade foi criada a partir da necessidade humana de ter companhia.

O propósito divino era estabelecer uma institui­ção que pudesse propiciar ao ser humano abrigo e relacionamento é por isso que preci­samos investir em nosso relacionamento familiar. O se­gundo propósito divino para a criação da família foi fazer dela um núcleo pelo qual as bênçãos do Senhor pudessem ser alcançadas em toda a terra (Gn 1.28).

CONCLUSÃO

A realidade do sofrimento de Esdras, por causa do pecado, expresso em sua oração e confissão, comoveu homens e mulheres de Judá e os levou a confessar também, e a eliminar o pecado de suas vidas.

Para muitos comentaristas, as medidas tomadas por Esdras para corrigir o mal parecem extremamente rigorosas. “Esdras fez com que eles jurassem”. É verdade que na punição ao pecado, descrita no livro de Esdras os inocentes sofressem, mas esta foi a consequência daqueles que desobedeceram de forma conscientes e que a punição não pode ser evitada.

Uma família cristã deve ter por norma seguir determinações estabelecidas por Deus em sua palavra, posicionando-se de acordo com princípios cristãos. Assim, no âmbito familiar é possível compartilhar planos, problemas e necessidades, sempre objetivando ver a unidade da família, bem como glorificar o nome de Deus.

Bibliografia
O Novo Comentário Bíblico A.T. e N.T. Earl D. Radmacher, Ronald B. Allen e H
Neemias – O líder que Restaurou uma Nação – Hernandes Dias Lopes – Hagnos
A volta do Exílio e a Preservação do Povo de Israel – Editora Betel
Os problemas da Igreja e suas Soluções – Antônio Gilberto – CPAD
A Família Cristã no Século XXl – Elinaldo Renovato – CPAD
Comentário Bíblico Beacon A.T. – Vol.2 – CPAD
Bíblia de Estudo Pentecostal – CPAD

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