E se…? Pensamentos de um brasileiro

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E se...? Pensamentos de um brasileiro

por Robson Aguiar

E se o governo não pagasse nada ao sistema penitenciário por um bandido que fosse preso?

E se o bandido que fosse preso tivesse que trabalhar em serviços pesados na prisão, para então com o seu salário se sustentar?

E se o bandido fosse obrigado a estudar na prisão e ter uma formação técnica que o habilitasse a trabalhar quando cumprisse a pena?

E se fosse descontado do seu salário tudo que ele danificasse na prisão quando rebelado?

E se o Estado investisse com o dinheiro dos próprios presos em melhorias dentro do presídio?

E se o meliante que tirou a vida de um cidadão, pai de família, tivesse que pagar por um bom tempo, com o salário da prisão, uma pensão para a mulher ou filho da vítima?

E se os maiores de 16 anos fossem responsabilizados criminalmente pelos seus atos?

E se os direitos dos manos, ao invés de amparar e proteger os criminosos amparassem e protegessem as vítimas dos malfeitores?

E se o governo desse bolsas para as vítimas da violência?

E se o Estado ao invés de jogar a poeira da segurança debaixo do tapete, resolvesse investir na área, aparelhando as polícias e dando condições dignas aos agentes?

E se os desembargadores não fossem escolhidos pelo executivo, antes, chegassem ao cargo por concurso interno ou antiguidade de magistrado?

E se um deputado federal transformasse essas linhas de rascunhos informais em projeto e apresentasse na câmara dos deputados?

Acho que o nosso país não é sério.

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Obs.: É permitido a cópia para republicações, desde que cite o autor e as respectivas fontes principais e intermediárias, inclusive o Seara News informando o link www.searanews.com.br. Mais informações em nossa página: “Jurídico”.

 

1 COMENTÁRIO

  1. Para essas linhas de rascunhos informais serem apresentadas ou venha transformar-se em Projeto de Lei (no Congresso Nacional) não é necessário ser proposto ou apresentado por um parlamentar conforme rege nossa constituição: Subseção III Das Leis Art. 61. A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe a qualquer membro ou Comissão da Câmara dos Deputados, do Senado Federal ou do Congresso Nacional, ao Presidente da República, ao Supremo Tribunal Federal, aos Tribunais Superiores, ao Procurador-Geral da República e aos cidadãos, na forma e nos casos previstos nesta Constituição. § 2º – A iniciativa popular pode ser exercida pela apresentação à Câmara dos Deputados de projeto de lei subscrito por, no mínimo, um por cento do eleitorado nacional, distribuído pelo menos por cinco Estados, com não menos de três décimos por cento dos eleitores de cada um deles.

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