Dons de Revelação
Os dons do Espírito Santo não são mera casualidade na Igreja, nem opção dos crentes | Foto: Internet

Segundo o que Paulo ensina na primeira carta aos coríntios, os dons Espirituais podem ser melhor compreendidos quando categorizados em três ordens: “dons de revelação, dons de poder e dons de locução”. Paulo não se ocupou com essa didática, apresentando a seguinte ordem: palavra de sabedoria; palavra da ciência; fé; dons de curar; operação de maravilhas; profecia, discernimento de espíritos; variedade de línguas e interpretação das línguas. Algo que não podemos jamais nos esquecer é que, os dons do Espírito Santo não são mera casualidade na Igreja, nem opção dos crentes, mas uma decisão divina “para o que for útil” (1Co 12.7).

I – PALAVRA DA SABEDORIA

A palavra da sabedoria é, geralmente, compreendida como uma espécie de “solução”, que dissipa contendas ou que traz consigo a solvência para um problema difícil de resolver. É uma espécie de “palavra que faltava”. Dizia o pastor Estevam Ângelo de Souza: “Às vezes, precisamos mais desse dom do que precisou Salomão para resolver o caso daquelas duas mães que disputavam a mesma criança”. A palavra da sabedoria vem como o segredo de um cofre que alguém possa precisar e que, finalmente, fora dado por revelação.

Na Bíblia destacaram-se grandes homens de Deus por saber falar a palavra certa, no momento certo, mesmo quando tudo era desconhecido deles. Temos o exemplo de José no Egito, Salomão no palácio, Daniel na Babilônia, Pedro diante da mentira de Ananias e Safira. Em nossos dias, quem pode receber a palavra da sabedoria? Os dons Espirituais estão disponíveis a qualquer crente em Jesus que o busque com zelo. Essa palavra não é rebuscada, carregada de técnica de oratória; não vem enfeitada por um vernáculo exuberante. Às vezes é trazida numa linguagem simples e até mesmo gramaticalmente defeituosa, mas enche os lábios de um crente iletrado, causando pasmo a quem a ouve.

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A palavra de sabedoria não se apresenta como uma espécie de zodíaco ou horóscopo, mas como uma fala segura, proveniente do Espírito Santo, que sonda os corações e é sempre inequívoca. Os líderes eclesiásticos precisam buscar esse dom. Os pregadores do evangelho, quando cheios do Espírito Santo, transmitem a Palavrade Deus trazendo a revelação do Senhor que, com muita frequência muitos os procuram ao final do culto para dizer que obtiveram de Deus a resposta que tanto precisavam para uma situação difícil.

II – PALAVRA DA CIÊNCIA

A Palavra da ciência é a capacidade sobrenatural que propicia uma visão além da esfera material. Através desse dom a igreja tem acesso a fatos a respeito de pessoas, circunstâncias e de verdades bíblicas. É a revelação do conhecimento de Deus (Ef 3.3).

A ciência como algo sobrenatural é um dom, e não meramente conhecimento adquirido através de estudos e pesquisas dirigidas ou sistematizadas. Relaciona-se com algo “prescrutador”: ao invés de discorrer, como a sabedoria, investiga. A ciência como dom, ocupa-se com os segredos mais profundos da vida espiritual.

Podemos ver esse dom operando na vida de Bezaleel (Êxodo 31: 3) “e o enchi do Espírito de Deus, de sabedoria, e de entendimento, e de ciência em todo artifício”. Os jovens hebreus na Babilônia. “Jovens em quem não houvesse defeito algum, formosos, e instruídos em toda a sabedoria, e sábios em ciência, e entendidos no conhecimento” […] (Dn 1: 4). Hirão (1Rs 7.14; Pv 1: 7) O temor do Senhor é o princípio da ciência; os loucos desprezam a sabedoria e a instrução.

III – DISCERNIMENTO DOS ESPÍRITOS

O dom de discernir os espíritos não é técnica, perícia ou psicologia humana, mas sim uma atuação direta do Espírito Santo na mente do homem, capacitando-o com uma espécie de “psicologia divina” que lhe permite distinguir as manifestações vindas de Deus das procedentes de espíritos demoníacos.

Sempre houve pessoas dotadas de poderes espirituais e psíquicos que não pertencem ao Reino de Deus. Entretanto, manifestações estranhas foram por vezes presenciadas pelo povo de Deus em toda a Bíblia. No entanto, sempre houve homens capacitados por Deus com o dom de discernimento, para advertir e combater tais heresias. O dom de discernir os espíritos é realmente o poder de distinguir as operações do Espírito Santo das de espíritos malignos e enganadores.

Vivemos dias perigosos em que o diabo tem feito do engano uma arma sombria, para usá-la no campo da destruição. Há uma nuvem negra de espíritos enganadores que procuram destruir a obra do Senhor. Os escritores sagrados, especialmente os do Novo Testamento, advertem contra os espíritos deste mundo tenebroso. Os obreiros, de nossos dias, devem atentar para essa orientação e pedir a Deus os dons, especialmente os de discernir os espíritos (1 Co 14.1).

CONCLUSÃO

“diversidade de dons…, de ministérios…, de operações… é o mesmo Deus que opera tudo em todos” (1 Co 12.4-6). Isto faz com que haja unidade na diversidade. Assim é que temos o Pai, a primeira fonte e a origem de toda a influência espiritual em todos; temos também Deus Filho, aquele que põe em ordem, em sua Igreja, todos os ministérios, mediante o que essa influência pode ser legitimamente trazida para edificação de seu corpo; e temos Deus Espírito Santo, que habita e opera no seio da Igreja, efetuando em cada indivíduo a medida de seus dons que Ele assim quiser fazer.

Leia também:
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A atualidade dos dons espirituais
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Bibliografia
– A Existência e a Pessoa do Espírito Santo – Severino Pedro da Silva – CPAD

– O Novo Comentário Bíblico N.T. Earl D. Radmacher, Ronald B. Allen e H
– Teologia para Pentecostais – Pneumatologia – Central Gospel
– Verdades Pentecostais – Antônio Gilberto – CPAD
– Bíblia de Estudo Pentecostal – CPAD

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